Ainda Buffy
Cara, como é bom rever um programa como esse que tem tantas camadas depois de algum tempo. Tipo, três anos atrás o meu ouvido não era tão bom pra inglês como é hoje, e eu perdi sacadas ótimas como o Spike dizendo que vai beber um ‘pint of blood’, o tipo de piada que é intraduzível.
Cheguei também na parte da série em que já havia começado a lançar as notas no finado blog. E na época eu ainda era mais chato. Daonde que The Wish merecia só **?
E a Dani viciou completamente. Nsse último fim de semana foram 16 episódiós. Ela deixou pra trás até o nascimento do neném do Jim e da Pam.
Buffy from the beginning…again
Daí que comecei a rever Buffy (dessa vez com a Dani ao lado).
A primeira temporada é bacaninha, mas nada demais (é Joss Whedon empilhando os tijolinhos, delimitando os personagens, yada yada yada). Mas na segunda o bicho começa a pegar (só lembrando que eu considero a série uma escadinha até o sexto ano).
O episódio que nós vimos por último, School Hard dá pra ser considerado o ‘começo definitivo’ da série. É a apresentação do personagem mais legal de todos. Spike é o exemplar perfeito de personagem Whedoniano. Anti-herói (ou por enquanto, vilão), mas com muita graça e tiradas geniais, sem contar o background dele que iremos descobrindo aos poucos.
Tem como não ouvir “You were my Yoda!” e não cair na gargalhada? E o que ele faz na última cena do episódio?
Miacabo.
#01 Battlestar Galactica (Ronald D. Moore, Sci-Fi, 2003-2009)
(alguém achava que seria alguma outra coisa, tipo Smallville? HAHAHAHA)
Mas primeiro, alguns recados: essa lista foi feita de forma bem arbitrária, tem uma ou outra série (Buffy, The Office) que subiriam algumas posições se eu reescrevesse a coisa toda. Mas me manterei fiel à relação original.
E mais (se bem que isso é bem óbvio): não existe grandes diferenças entre os nomes da lista. É seguro que eu considero Lost um pouco superior a The Shield. Mas entre séries que estão no mesmo pelotão? Nem perca tempo questionando meus motivos, foi tudo no canetaço.
Em frente.
Uns 98% dos programas que eu assisto, é via indicação (geralmente via as mesmas figurinhas). Porém, nos idos de 2006, eu vasculhava um desses fóruns de obtenção de conteúdo audiovisual, quando vi um tópico com aquele nome pomposo. Nunca tinha lido nada sobre (eu ainda tava na esquema escola, cinema, clube, televisão Lost-24 Horas- Smallville).
Será que tinha a ver com Jornada nas Estrelas? (Na verdade até tinha, mas só fui ler sobre os roteiristas meses depois). Resolvi pegar o piloto, um catatau de três horas de duração.
Episódio vai, episódio vem, e aqui estamos nós. Continue lendo este post »
#02 The West Wing (Aaron Sorkin, NBC, 1999-2006)
“Gratias tibi ago, domine. Yes, I lied. It was a sin. I’ve committed many sins. Have I displeased you, you feckless thug? 3.8 million new jobs, that wasn’t good? Bailed out Mexico, increased foreign trade, 30 million new acres of land for conservation, put Mendoza on the bench, we’re not fighting a war, I’ve raised three children… That’s not enough to buy me out of the doghouse? Haec credam a deo pio? A deo iusto? A deo scito? Cruciatus in crucem! Tuus in terra servus nuntius fui officium perfeci. Cruciatus in crucem. Eas in crucem! (pause) You get Hoynes.”
(porque não copiar a citação dos colegas é tudo nessa vida).
(e apesar do Sorkin ser Deus, tem umas coisas muito legais nos três últimos anos, como as escritas pela Debora Cahn – love her, love her shoes.)
#3 In Treatment (Rodrigo Garcia, HBO, 2008-)
Sempre admirei a admiração (fuó-fuó) que a Fer tem/tinha por House. Mais do que gostar do personagem e dos casos, a série realmente teve peso na vida dela, ajudando-a em períodos importantes, ao ponto dela chegar a tatuar a tagline da série no braço. E quando ela começou com suas rants enquanto o programa degringolava, era mais do uma crítica chata, mas sim alguém que perdeu uma parte relevante de sua vida até aquele momento
O mais próximo dessa relação emocional que eu tive com uma série foi com In Treatment.
Ao contrário da Fer, eu era duro a ponto de não ter grana para sessões de análise, então a próprio programa me serviu como divã (vantagens da estrutura do show). Não posso dizer que algum problema íntimo meu tenha sido discutido de forma literal (talvez um pouco de daddy issues, mas todos os personagens as tem – o que deve significa alguma coisa). Continue lendo este post »
#04 Lost (Damon Lindelof e Carlton Cuse, ABC, 2004-2010)
Falar o que do programa mais comentado da internet (aka o programa mais comentado de todos os tempos)?
Vamos tentar. J.J Abrams e companhia veio com um conceito bacaníssimo: Survivor com roteiro (não que Survivor não tenha roteiro, mas isso é outra discussão). Mas eles foram além: ao colocar elementos de ficção científica no meio de tudo, eles conseguiram a atenção de um público que em outra circunstância não daria bola para o gênero. É muito mais fácil alguém começar a ver uma série com vários saradões e gostosas numa praia do que um programa chamado Astronave de Combate.
Não acabou aí: eles foram doutrinando o público, introduzindo elementos cada vez mais difíceis de maneira quase orgância (apesar de haver casos em que a pessoa não entendeu o que raios era o flashforward, mas daí a culpa não é dos roteiros).
É fácil incensar a complexidade narrativa de The Wire, mas porra, eles tão num canal que é completamente aberto a esse tipo de experimento! Damon e Carlton fizeram isso enquanto competiam com American Idol. Como diz a Liz Lemon, This is not HBO, it’s TV. Continue lendo este post »
#05 The Sopranos (David Chase, HBO, 1999-2007)
Nos idos de 1999, Denis Leary assistia um episódio de Família Soprano, uma das séries mais elogiadas pela crítica especializada num domingo a noite. O episódio da noite era College, aquele onde Tony encontra casualmente um desafeto da família e resolve matá-lo, tudo isso enquanto ele levava sua filha para conhecer os campus da Universidades da região. E tudo isso quase uma década antes de Dexter*.
Logo após o fim do episódio, alguém liga pra ele entusiasmado “Cara, isso foi revolucionário! Nós precisamos fazer uma série na TV por assinatura. Lá nós vamos poder fazer coisas que nem em filmes é permitido!”
O resultado disso foi Rescue Me (que é ótima). E acredito que inúmeras conversas similares, bem como idéias de novos seriados começaram a tomar forma naquele momento.
Bom, mas porque exatamente o episódio e a primeira temporada de The Sopranos foram assim tão game-changing? Anti-heróis não eram novidades, mas a série foi a primeira a mostrar um ato de tamanha crueldade de forma quase banal, sem ser fora do quadro ou qualquer outra frescura assim. E não tô falando do explícito pelo explícito (a própria HBO caiu nessa armadilha mais tarde com outras séries). Afinal, um mafioso que se preze precisa saber apagar seus inimigos. Continue lendo este post »
#06 Firefly (Joss Whedon, Fox, 2002-2003)

Sem saco de escrever. Mas leiam o que eu escrevi na época que vi a série pela primeira vez.
#07 Extras (Ricky Gervais e Stephen Merchant, BBC-HBO, 2005-2007)
HA, por essa vocês não esperavam, hein?
Gervais e Merchant estão para os anos 2000, assim como Jerry Seinfeld e Larry David estão para a década de 90.
OK, os americanos tiverem 180 episódios de Seinfeld para fazer tudo o que fizerem, enquanto que somando The Office, Extras, e seus respectivos especias, mal chegamos a 30 ‘meia-horas’. Mas o que eles fizeram nesse pequeno universo não foi pouca merda não.
Seu primeiro programa redefiniu as workplace comedies, pra logo em seguida virar de cabeça pra baixo a maioria das convenções que os americanos tinham de sitcom (e eu prometo nunca mais falar em como The Office descobriu a cura do câncer).
E então ele se tornou um astro, incluindo aí um dos símbolos máximos do estrelato norte-americano – O Globo de Ouro – prêmio que não raro é dado para pessoas jovens e bonitas ao invés daqueles que realmente tiveram o melhor desempenho do ano anterior. Continue lendo este post »
#08 The Wire (David Simon, HBO, 2002-2008)
“Em linhas gerais, a série apresenta uma visão nada otimista da decadência de Baltimore (cidade localizada no nordeste norte-americano, no estado de Maryland) e suas instituições e, por conseguinte, dos Estados Unidos. A fórmula? A primeira temporada é quase um cop show tradicional: um destacamento da polícia municipal investiga uma das principais gangues envolvidas com o tráfico de drogas da cidade. A partir daí, a série vai, quase que organicamente, se enveredando para outros grupos: portuários, políticos, sistema educacional, jornalistas. A eficiência de cada subsistema é posta em cheque por David Simon com o passar das temporadas.“
Bom, tô a uns 10 minutos sentado na frente do PC e não tá saindo nada, então vai lá e lê o post original.
Obervação: surgiu uma viagem de última hora aqui em casa. Só volto segunda. Não era a minha intenção deixar a lista pendente, mas fiquem tranquilos, que até o dia 10 eu termino essa bagaça! Até lá!


