Archive for August, 2006
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“This is the longest day of my life.”
Nome: Jack Bauer
Interpretado por: Deus 2*
Série: 24 Horas
Emissora: Fox (EUA); Fox e Rede Globo (Brasil)
O que dizer de Mr. Bauer? Jack é uma lenda, um ícone da cultura pop. O Superman do século XXI. Aquele que sacrifica sua vida pessoal e seu bem-estar físico em busca de um bem maior. Aquele que já morreu e já ressuscitou para salvar os homens e sua própria pele (porque ele pode até ser Deus, mas não é burro de ficar dando bandeira por aí). Aquele que sempre resolve os problemas dos EUA – e conseqüentemente os do mundo – todos os anos. E já fazem cinco.
Falar de Jack Bauer também é falar de Kiefer Sutherland. Que encontrou o papel de sua vida justamente na televisão, depois de uma carreira não muito bem-sucedida no cinema. Sutherland injeta emoção em cada diálogo, em cada ação de seu personagem.
Numa época em que a sanidade mental do Emmy é questionada diariamente, as cinco indicações seguidas de Kiefer são um sinal de que nem tudo está perdido. E se há algo de bom na esnobada de Hugh Laurie, é que ela deixa o caminho livre para Bauer finalmente receber o prêmio máximo de sua carreira.
E por último, mas não menos importante:
“Drop the gun. DROP THE GUN!!!!!!”
Alguém ainda duvida que ele é Deus?
* onde o número 2 não significa necessariamente uma importância menor, apenas que ele é o segundo agraciado com o título de Deus.
Nome: Dr. Gregory House
Interpretado por: Deus
Série: House
Emissora: FOX (EUA); Universal (Brasil)
Não vou nem perder muito tempo falando sobre a esnobada que Hugh Laurie (aka: Deus) recebeu do Emmy, enquanto a série foi indicada. Todo mundo sabe que ele É a série.
Qual a razão do fascínio que Greg House exerce sobre todos que assistem à série? Tá, todos sabem que ele consegue descobrir a solução de qualquer caso, por mais intrincado que ele seja. O seu humor ácido, responsável por alguns dos momentos mais engraçados da TV dos últimos dois anos também desempenha um papel importante. Mas será que é só isso?
Fazendo uma análise mais profunda, o motivo para gostarmos dele talvez não seja tão óbvio. House é, antes de qualquer coisa, um desgraçado (miserable, em inglês) e os seus “coices” são, aquilo que todos nós gostaríamos de dizer ou fazer. É como aquela frase de Mário Quintana:
“(…) se a gente consegue expressar com toda felicidade toda sua infelicidade, ja não será tão infeliz.”
Com House ocorre justamente o contrário. Ele, assim como todos nós (?) é infeliz. Mas ele é o único com coragem de demonstrar isso pra quem quiser ver.
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Tá, é meio off-topic, mas isso é genial.
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E em breve: previsões para o Emmy!
(isso se eu terminar de escrevê-las antes do Emmy ir ao ar…)
“Cocksuckers!”
Al Swearengen tem todas essas particularidades, assim como seus dois parceiros de pódio (ops…). E é por isso que ele está neste Top.
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Acabei de assistir o piloto de Studio 60 On The Sunset Strip. Aaron Sorkin acaba de ganhar mais um fã.
“Don’t tell me what I can’t do!”
Personagem: John Locke
Interpretado por: Terry O’Quinn
Série: Lost
Emissora: ABC (EUA); AXN e Rede Globo (Brasil)
Com a explosão de Lost, O’Quinn passou do anonimato ao estrelato. Seu personagem, John Locke é o mais interessante da série. Talvez a explicação disso sejam as transformações sofridas por ele. Curado de uma paralisia no começo da série, Locke é mostrado como um exímio conhecedor do que acontece ao seu redor. Em um período de poucas explicações, ele parece ser o que mais sabe sobre a natureza da ilha. Com o passar dos episódios, vê-se que ele não sabe tanto quanto se pensava.
Seu trabalho na série está cheio de momentos memoráveis. Quem não se lembra dele se levantando dos destroços do avião em Walkabout? Ou então, quem não ficou tocado com seu fúria contra a ilha, por ter matado Boone em Deus Ex-Machina? Seu momento de maior brilho na segunda temporada foi a decepção de descobrir que a Escotilha Pérola não passa de um posto de observação em ?. É possível ver a tristeza de seu personagem em seus olhos, em seus trejeitos. Poucos atores em atividade possuem tamanho talento.
Em outro dos surtos psicóticos dos votantes do Emmy, O’Quinn foi deixado de fora da lista de atores coadjuvantes esse ano. O problema é deles.
“Truth Takes Time”
Nome: Irina Derevko
Interpretada por: Lena Olin
Série: Alias
Emissora: ABC (EUA); AXN (Brasil)
Sydney Bristow sempre foi uma personagem cheia de problemas: além da vida de espiã não ser das mais seguras, ela trabalha pra uma célula terrorista, ao invés da CIA, como ela pensava. Ela ainda tem que manter segredo sobre o assunto para todos os seus amigos. E sua vida familiar inexiste. Seu pai é um workaholic que nunca deu atenção â filha. E sua mãe morreu quando ela ainda era criança.
Quer dizer…na verdade ela não morreu. Laura Bristow é Irina Derevko. Espiã russa infiltrada nos EUA. Mas porquê raios é ela a minha escolhida ao invés de sua filha? Ora, quem já assistiu Alias sabe que Olin tem uma presença – na falta de palavra melhor – iluminada. A série dá um salto de qualidade sempre que a personagem está presente. Ela literalmente rouba a cena. Eu até tenho uma teoria sobre o fato dela ser fixa apenas por uma temporada: Jennifer Garner deve ter ficado com tanta inveja de sua mãe fictícia que deve ter mandado tirá-la da série. Quando as duas contracenam, Syd parece uma abóbora quando está frente à frente de Irina…
Derevko é, acima de tudo, uma personagem dúbia. Quais são os planos dela? Quais são suas motivações? Até mesmo no final da série, quando o suposto objetivo dela finalmente é revelado, fica aquela sensação: mas era isso mesmo? Não. Irina Derevko é complexa demais para respostas tão simples.