Archive for September 9th, 2006
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Nessa terceira parte da trilogia, o argumento chega a ser até mais simples do que o de seus antecessores. Um cientista desenvolve um soro, que pode “curar” os mutantes. A questão é: ser mutante é uma doença?
Perder Bryan Singer (que foi dirigir Superman – O Retorno) não foi bom, mas Brett Ratner soube dar conta do recado. O pior aspecto dessa substituição é que Ratner definitivamente não possui o mesmo vigor estético de Singer. Nenhuma das cenas de O Confronto Final possui, por exemplo a plasticidade do ataque de Noturno contra presidente, na abertura do segundo filme.
Mas se a direção deixa um pouco a desejar, o mesmo não pode se dizer do roteiro. O número de mortos e feridos entre os protagonistas e antagonistas alcança níveis impensáveis até então, mostrando que a série pode muito bem se reinventar daqui pra frente.
No campo das atuações, o filme vai bem, obrigado. Patrick Stewart e Ian Mckellen interpretam com paixão seus respectivos papéis. Um dos aspectos mais fascinantes do filme, é que a posição de ambos (o mocinho e o vilão, pros desavisados) é a mesma, o que muda são os métodos empregados. As novidades do elenco ficam por conta de Kelsey Grammer, que vive Frasier, digo, Fera, um mutante que ocupa um cargo de alto escalão do governo americano (demonstrando a importância que a classe tem, ou deveria ter) e Ellen Page (revelada em Hard Candy, ainda inédito por aqui) como Jubileu, cuja habiladade consiste em atravessar paredes.
Prejudicado pelo ritmo corrido – o filme é o mais curto da trilogia – X-Men: O Confronto Final oferece muita diversão e reflexão. E o melhor de tudo: a seqüência já parece estar garantida. Ou alguém duvida disso depois das duas últimas cenas (uma antes e outra depois dos créditos) ?