Archive for May, 2007
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Com alguns ajustes (talvez uma subtrama para Wilson e Cuddy, que foram apenas figurantes) poderia até mesmo ser uma series finale. O casal cubano que atravessou o oceano para ser tratado por House (Fidel deixou eles saírem? A alfândega deixou eles entrarem no país?) se apresentou como um desafio mais complicado do que se podia se pensar a princípio. A resposta do nosso Doutor preferido ao descobrir do que se tratava foi priceless:
“It wasn’t human error. It was God’s error.”
A relação de House com seus três pupilos atingiu contornos inesperados nesse episódio (dificilmente eles manterão o desfecho mostrado aqui). Os roteiristas terão que se esforçar para fazer algo crível.
PS: Fer, roubei sua foto!
PS2: desculpe, Kyle Chandler, mas tirei seu nome da minha cédula de votação da Sociedade e coloquei o Fox. Ele é mais ator que você.
A única coisa que se manteve sempre constante (além de Kiefer Sutherland – mas esse não conta), foi Peter MacNicol, como o Chefe de Gabinete Tom Lennox. Como 9 entre 10 bons personagens, ele não é branco nem sombrio. Tom se situa numa misteriosa zona cinzenta, onde suas decisões podem rapidamente passar do heroismo à pilantragem, de acordo com o que ele acha ser melhor para o páis. E dar algumas das melhores falas da temporada para um personagem desses é sempre um bônus. MacNicol não é nenhum novato, já foi vencedor de Emmy por Ally MacBeal e atualmente faz parte do elenco fixo de Numb3rs.
Que no próximo não tenhamos nada de CTU, incluindo até mesmo Chloe (a reviravolta envolvendo a personagem dela na finale foi de uma picaretagem tremenda). Mas que dêem um jeito de trazer Mr. Lennox de volta, please (nem que seja por um arco).
Coincidência ou não, a última cena da temporada serve como metáfora para o show. 24 Horas se encontra numa encruzilhada. O que irá acontecer? A série se suicidará ou renascerá das cinzas, como Jack Bauer já fez tantas vezes?