Archive for January 30th, 2009
You are currently browsing the Pergunte ao Cavalca blog archives for the day Friday, January 30th, 2009.
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O Curioso Caso de Benjamin Button (David Fincher) – Um bom e velho pastel de vento. Altamente constrangedor o Fincher ser indicado ao Oscar por esse aqui ao invés de algum dos seus filmes anteriores (e com um agravante: Zodíaco e Seven são muito mais Academy-friendly do que, digamos, um Extermínio ou Paranoid Park). Brad Pitt decente, mas novamente, nada comparado às outras parcerias deles com o diretor. Parte técnica não e nada demais. E as comparações com Forrest Gump são meio preguiçosas, né? Ponto alto do filme é o Benjamin narrando o acidente (“se tal coisa não tivesse acontecido”). Só.
O Lutador (Darren Aronofsky) – Filmão. O melhor dessa safra do Oscar (Batman e WALL-E não contam). Tirando o tique do diretor de ficar filmando o pessoal de costas com a câmera na mão, não tenho nada a reclamar. Pra quem tava fazendo o Wolverine engolir leite de pau a coisa de dois anos atrás, é uma evolução notável. Mickey Rourke fudidamente bom. Ele fez o que eu duvidava: igualou o nível do Frank Langella em Frost/Nixon. E a Tomei é uma tiazona altamente pegável, hein. Momento genial: NINTENDINHO! Outra cena foda foi ele entrando na padaria do supermercado pra trabalhar pela primeira vez. E ganha pontos extras por terminar no momento perfeito.
Dúvida (John Patrick Shanley) – Ugh, medíocre. A melhor coisa não são nem as atuações como todos dizem, mas sim o casting em si. Já que o trio principal já cansou de oferecer trabalhos melhores. Amy Adams voltou a fazer a jovem inocente (depois de já ter feito um papel diferente no divertido Miss Pettigrew Lives for a Day, inédito no Brasil). Meryl Streep interpreta uma bruxa-má saída de um desenho da Disney (cena constrangedora do ano: trovão logo após ela dizer “Sim”). Tá, o PS Hoffman tá bem (mas é menos pela composição dele e mais pela cara de padre pedófilo que ele tem mesmo) e a Viola Davis meio que rouba o filme em uma cena, mas nada que tenha me impressionado. A fotografia (do Deakins!) é feia, não conseguindo perder o ranço de adaptação de peça de teatro. E pelamor, orquestrar todo o filme em torna do tipo de estratégia usada pela personagem da Streep em pleno século XXI é o ó. Que indacassem o roteiro do Batman, e não esse troço.