The Wire – Comentários iniciais e aberturas

É difícil pra caramba escrever sobre The Wire. Tão difícil que só conheço dois bons textos em português sobre a série na internet: um do Estadão e um escrito pelo Gustavo, para o Teleséries. Embora nenhum deles diga com todas as letras, é difícil deixar de ver nas entrelinhas que eles compartilham do pensamento do Sepinwall, que não faz questão nenhuma de esconder que, para ele, The Wire é a melhor série de todos os tempos.
Se eu concordo? Não. Ou melhor, ainda não, já que ainda me faltam nove episódios para acabar a saga.
E do que afinal trata de The Wire? Em linhas gerais, a série apresenta uma visão nada otimista da decadência de Baltimore (cidade localizada no nordeste norte-americano, no estado de Maryland) e suas instituições e, por conseguinte, dos Estados Unidos. A fórmula? A primeira temporada é quase um cop show tradicional: um destacamento da polícia municipal investiga uma das principais gangues envolvidas com o tráfico de drogas da cidade.
A partir daí, a série vai, quase que organicamente, se enveredando para outros grupos: portuários, políticos, sistema educacional, jornalistas. A eficiência de cada subsistema é posta em cheque por David Simon com o passar das temporadas.
Outras duas características intrínsecas do programa:
1) a quantidade e a QUALIDADE dos personagens – no final da primeira temporada, é difícil não ficar impressionado com a quantidade de personagens tridimensionais introduzidos ao longo de apenas treze episódios. E eis que no primeiro da segunda, Simon apresenta uns 15 ou 20 personagens novos. De explodir a cabeça.
Porém, ao contrário do que o Sepinwall costuma pregar, não achei tão difícil assim, seguir todo mundo (só decorar os nomes me toma um pouco mais de tempo). Pra quem se acostomou a ver Gilmore Girls ou Família Soprano, é tranquilo.
Outra coisa bacana é que não são apenas policias ou traficantes. Tem mercenário, mendigo, o prefeito, financiadores de campanha, promotores, etc. Como quase todo mundo no programa tem cônjuje/namorado/booty call, multiplique o número inicial por 1,76.
2) NENHUMA CENA é inútil – quem assiste Lost e 24 Horas está acostumado com cenas (ou episódios inteiros!) da mais pura linguiça. Em The Wire, isso nao acontece. O que não significa, que se trata de um programa com ação intermitente. Muito antes pelo contrário, o seriado prima pelo setup dos acontecimentos. Mas pode ter certeza que todas aquelas informações dadas farão sentido logo a frente.
Pra encerrar esse primeiro post (é impossível falar de Wire em apenas um texto), coloco as (brilhantemente montadas) aberturas das cinco temporadas. Todas elas usam versões de Way Down in the Hole, de Tom Waits. a original dele (pior versão, IMO) é o tema da segunda.
Como um pequeno bônus, o video da abertura do primeiro ano contém a cold open do piloto, que de maneira brilhante sintetiza o porque de uma série sobre policiais e traficantes tem o poder de explicar a decadência do US and A.
Leia também:
- #08 The Wire (David Simon, HBO, 2002-2008) “Em linhas gerais, a série apresenta uma visão nada otimista...
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Aos poucos já estava ficando com vontade de ver a série, mas esses comentários definitivamente me fazem pensar que “The Wire” é completamente imperdível. Espero que seja tão boa mesmo…
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Olha, assim eu serei obrigada a ver a série.
Não basta tudo que já nme passou ainda tem que me fazer ficar com uma sensação de “como pude viver sem isso até hoje?” com The Wire também?????
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Eu assisti as duas primeiras temporadas e vou assistir à terceira em breve. Essa série é divina, mto bem escrita e as atuações são dez. Viciante, profunda e crítica. Difícil aparecer coisa melhor na TV.
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assisti a primeira temporada, achei show de bola, ja comecei assistir a segunda temporada agora e ja vi que promete tbem, mas percebi que tem pouca informacao na internet sobre o seriado, talves por ele ja ter acabado
eu queria saber se alguem tem a trilha sonora do seriados, tem algumas musicas que me chamaram a atencao, mas não sei quem canta
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