Archive for September, 2009
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Exibido originalmente em 27/02/2009. Escrito por David Weddle e Bradley Thompson. Dirigido por Michael Nankin.
Vixe Maria.
Os primeiros vinte ou trinta minutos de Someone to Watch Over Me são enganadores. Você acha que se trata daqueles episódios mais lentos (tipo o da semana passada, só que bom) até que você toma umas pauladas na cabeça no final.
A princípio, parece centrado na Starbuck. Toda a rotina estafante de estar a semanas procurando um restaurante planeta habitável no fim do universo está acabando com ela. Logo após, ela inicia uma série de interações (não sexuais – ó, que maduro da parte dela) com um pianista, que toca “All along the Watchtower” com ela.
O ruim da subtrama toda é que o cara não existe. Caiu naquele clichê irritante de personagem que precisa de alguém imaginário para chegar numa epifania. Qual a epifania? Well, ou ela tem uma estreita ligação com os cylons (Daniel, lembram?) ou o pai dela (que ela projetou no tal piano player, dã) era o Bob Dylan. Ou os dois.
Desde que comecei essas reviews de Battlestar Galactica, não falei nada sobre a trilha. Mas essa é a oportunidade perfeita. Uma salva de palmas para Bear McCreary, por gentiliza. Além das atribuições habituais de trilheiro de uma série semanal (43 minutos POR SEMANA pra musicar, não é brincadeira), ele precisou estar no set para as gravações desse episódio, para auxiliar nas cenas com o piano. O próprio personagem do pianista é baseado nele, e chegaram a cogitar usá-lo para interpretá-lo, mas decidiram pegar um ator profissional na última hora. Read the rest of this entry »
Exibido originalmente em 20/02/2009. Escrito por Jane Espenson. Dirigido por Robert Young.
Hora de despejar o féu.
Quando Ellen (re)acordou pra vida no episódio passado, ela não se tornou necessariamente uma pessoa melhor. Mas com a retomada de sua consciência original, pensei que ela naturalmente estivesse por dentro do grande quadro e fosse capaz de tomar decisões racionais (seja a favor dos cylons ou dos humanos).
Não foi o que aconteceu.
Tudo que ela fez foi azucrinar o coitado do Saul. Jogou na cara da Caprica Six que transou com ele (eu esperaria isso de uma das patricinhas de Gossip Girl, não da pessoa mais bem informada do universo) e ainda por cima ficou fazendo lobby pros cylons voltarem pra baseship não porque achou isso melhor pra sua raça* (como Tory acha, por exemplo), mas porque tava irritadinha com o ex-marido. Deprimente. Até tentaram arrumar isso com o diálogo do Tigh sobre a programação da crença em um Deus único, já que os próprios skinjobs não seriam flor que se cheire. Pra mim não colou.
Não sou de ficar defendendo personagens, mas vamos ao fatos: (1)ela fica enojada que Tigh está morando com uma de suas criações/filhas (uma relação edipiana, mesmo que ele não soubesse disso), mas lembram o que Ellen fazia com Cavil em Nova Cáprica (e isso ainda por cima era um double Edipo)? (2)Ela havia MORRIDO, pombas. Taí um bom argumento contra a ressurreição: ex-esposas sem-noção que voltam do além pra encher o saco. (3) Era ela que dava mais que chuchu em feira durante o casamento deles, não ele. Faça o que digo, não faça o que faço? E a série perdeu uma ótima oportunidade de sugerir que a Six é baseada numa versão mais jovem dela (não sei se é só por causa das visões do Tigh, mas acho as duas parecidas). Read the rest of this entry »
O Sepinwall disse que a premiere de House era a melhor coisa desde o pão fatiado. Daí o bocó aqui resolveu baixar a finale da S5 pra me preparar e tal. Mas a coisa não tá boa não. É tipo o caso de Dexter só que mais grave. Texto PATETA (pra não dizer mais) que só se salva um pouco pelo elenco. Além do pessoal não ter o menor constrangimento em se repetir no que diz respeito a finales. E quem diabos decidiu transformar House numa série sobre relacionamento amorosos entre os personagens, hein. Que bosta isso.
Enfim, é bom que essa premiere seja nível “Two Cathedrals” pra eu cogitar continuar assistindo.
Exibido originalmente em 13/02/09. Escrito por Ryan Mottesheard. Dirigido por Gwyneth Horder-Payton.
“Tudo isso já aconteceu antes e acontecerá novamente. Os cylons foram criados pelo homem. Eles se rebelaram e depois sumiram. Quarenta anos depois eles voltaram. Eles evoluiram. 50.298 sobreviventes humanos caçados pelos cylons. Onze modelos são conhecidos. Um foi sacrificado.”
Ronald D. Moore fez uma escolha. Diante de toda a mitologia cylon que deveria ser revelada nessa última leva de episódios da série, ele tinha duas opções: distribuir essas informações de maneira gradual durante várias semanas ou despejar tudo em apenas uma hora e dedicar os episódios restantes à questões mais filosóficas e dramáticas. Se você está lendo esse texto, já deve saber qual foi a decisão dele.
Até na escolha do roteirista, essa opção fica evidente. Quem é louco o bastante pra prestar atenção nos créditos iniciais viu o nome de Ryan Mottesheard, que nunca escreveu um episódio. Ele trabalha na coordenação de script. Ou seja, apesar de provavelmente não ter as manhas de criar situações e diálogos marcantes como uma Jane Espenson ou um Michael Taylor (que ainda não foram usados esse ano), o cara deve estar por dentro da mitologia da série. E era isso que o episódio precisava.
E ceús, quanta mitologia. Além dos diálogos entre Cavil e Ellen (que recuperou suas memórias depois de ressuscitada), o balaço que Anders levou semana passava ‘destravou’ suas memórias pré-vida em Caprica. Aqui vai um resumo das descobertas – copiadas descaradamente do texto do Sepinwall. Assim como ele, não curto colocar resumos nas minhas reviews. Mas a situação exige: Read the rest of this entry »