Review: Battlestar Galactica – Deadlock (4×16)
Exibido originalmente em 20/02/2009. Escrito por Jane Espenson. Dirigido por Robert Young.
Hora de despejar o féu.
Quando Ellen (re)acordou pra vida no episódio passado, ela não se tornou necessariamente uma pessoa melhor. Mas com a retomada de sua consciência original, pensei que ela naturalmente estivesse por dentro do grande quadro e fosse capaz de tomar decisões racionais (seja a favor dos cylons ou dos humanos).
Não foi o que aconteceu.
Tudo que ela fez foi azucrinar o coitado do Saul. Jogou na cara da Caprica Six que transou com ele (eu esperaria isso de uma das patricinhas de Gossip Girl, não da pessoa mais bem informada do universo) e ainda por cima ficou fazendo lobby pros cylons voltarem pra baseship não porque achou isso melhor pra sua raça* (como Tory acha, por exemplo), mas porque tava irritadinha com o ex-marido. Deprimente. Até tentaram arrumar isso com o diálogo do Tigh sobre a programação da crença em um Deus único, já que os próprios skinjobs não seriam flor que se cheire. Pra mim não colou.
Não sou de ficar defendendo personagens, mas vamos ao fatos: (1)ela fica enojada que Tigh está morando com uma de suas criações/filhas (uma relação edipiana, mesmo que ele não soubesse disso), mas lembram o que Ellen fazia com Cavil em Nova Cáprica (e isso ainda por cima era um double Edipo)? (2)Ela havia MORRIDO, pombas. Taí um bom argumento contra a ressurreição: ex-esposas sem-noção que voltam do além pra encher o saco. (3) Era ela que dava mais que chuchu em feira durante o casamento deles, não ele. Faça o que digo, não faça o que faço? E a série perdeu uma ótima oportunidade de sugerir que a Six é baseada numa versão mais jovem dela (não sei se é só por causa das visões do Tigh, mas acho as duas parecidas).
OK, e pra não dizer que Saul é 100% vítima, ele devia ter dito logo que a Caprica estava grávida dele. Isso só contribuiu pro conflito forçado do episódio. Mas fora isso, uau. O vô arrasou nas cenas dele. As melhores são as com o Adamão: a da bebedeira e o abraço no fim (“Liam é diminutivo de William”.) Lindo.
A subtrama do Baltar? Bem, serviu pra tentar humanizar o personagem (as experiências com Dexter e House sugerem que isso NÃO É uma boa idéia) e mostrar pro Adama que a convivência com os robôs pode ter passado dos limites.
*Já tem alguns episódios que os cylons ficam falando em raça pura isso e raça pura aquilo. Sim, é mais uma metáfora política/histórica. Tigh (sempre ele) já deixou o recado: nem homens, nem cylons isolados dão certo. Bora começar a miscigenação.
Outros destaques: Anders acordou (ou quase isso), YAY! E da forma que a cena foi filmada, ficou parecendo que iam apagar ele. ainda bem que foi só paranóia minha. E Tyrol reconhecendo a Boomer imediatamente foi cute. Junte isso com aquele corte revelador de semana passada (“não há ninguém que você ama?”) e as possibilidades começam a pipocar.
Mas no saldo final foi o mais fraquinho dessa temporada. Esperamos que as Final 5 hours do programa sejam melhores.
Leia também:
- Review: Battlestar Galactica – No Exit (4×15) Exibido originalmente em 13/02/09. Escrito por Ryan Mottesheard. Dirigido por...
- Review Battlestar Galactica – Daybreak, Parte 1 (4×19) Escrito por Ronald D. Moore. Dirigido por Michael Rymer. O...
- Review: Battlestar Galactica – The Oath (4×13) Exibido originalmente em 30/01/09. Escrito por Mark Verheiden. Dirigido por...
- Review Battlestar Galactica – Islanded in a Stream of Stars (4×18) Exibido originalmente em 06/03/2009. Escrito por Michael Taylor. Dirigido por...
- Review: Battlestar Galactica – Someone to Watch Over Me (4×17) Exibido originalmente em 27/02/2009. Escrito por David Weddle e Bradley...
Related posts brought to you by Yet Another Related Posts Plugin.

















