Review: Battlestar Galactica – Someone to Watch Over Me (4×17)
Exibido originalmente em 27/02/2009. Escrito por David Weddle e Bradley Thompson. Dirigido por Michael Nankin.
Vixe Maria.
Os primeiros vinte ou trinta minutos de Someone to Watch Over Me são enganadores. Você acha que se trata daqueles episódios mais lentos (tipo o da semana passada, só que bom) até que você toma umas pauladas na cabeça no final.
A princípio, parece centrado na Starbuck. Toda a rotina estafante de estar a semanas procurando um restaurante planeta habitável no fim do universo está acabando com ela. Logo após, ela inicia uma série de interações (não sexuais – ó, que maduro da parte dela) com um pianista, que toca “All along the Watchtower” com ela.
O ruim da subtrama toda é que o cara não existe. Caiu naquele clichê irritante de personagem que precisa de alguém imaginário para chegar numa epifania. Qual a epifania? Well, ou ela tem uma estreita ligação com os cylons (Daniel, lembram?) ou o pai dela (que ela projetou no tal piano player, dã) era o Bob Dylan. Ou os dois.
Desde que comecei essas reviews de Battlestar Galactica, não falei nada sobre a trilha. Mas essa é a oportunidade perfeita. Uma salva de palmas para Bear McCreary, por gentiliza. Além das atribuições habituais de trilheiro de uma série semanal (43 minutos POR SEMANA pra musicar, não é brincadeira), ele precisou estar no set para as gravações desse episódio, para auxiliar nas cenas com o piano. O próprio personagem do pianista é baseado nele, e chegaram a cogitar usá-lo para interpretá-lo, mas decidiram pegar um ator profissional na última hora.
Voltemos à trilha propriamente dita. Durante todo o episódio, ficou aquele pianinho tocando no fundo, pra sinalizar a inquietação dos personagens (Chief! – chego nele em um minuto), tudo de muito bom gosto, etc. Mas o que me pegou de jeito foi a montagem no final que revela que a tal música era ‘All Along…’. O brilhantismo da expressão de espanto no rosto de Michael Hogan é um plus a mais, sempre.
And now for something completely different: Poor, Chief! Claro que eu me importo que aquela VACA da Boomer tenha levado a filha (que é a peça principal da mitologia da série, agora mais do que nunca) do Helo e da Athena (e que tenha transado com ele na frente dela – numa cena meio A Favorita se me permitem dizer). Mas nada doeu mais do que a tristeza de Tyrol ao perceber que foi usado por quem ele considerava o amor da vida dele. A cena no final, com ele chegando à casa vazia, se ajoelhando no quarto com o lento fade-out deve ser a mais depressiva da série. Tu és um sádico, RDM.
E ainda teve mais. A VACA (já disse que ela é uma VACA?) da Boomer terminando de destroçar a Galactica, o que nos leva a duas conclusões: (1) que a reunião dos Final 5 é menos importante para os desígnios de Cavil do que Hera e (2) que agora a nave vai terminar de se desmanchar, já que a última coisa que eu imagino agora é o Galen fazendo hora extra pra não deixar Adama na mão.
Contamos ainda Roslin morrendo (ou seria morrendo?) ao sentir que Hera estaria fora de seu alcance, aparentemente para todo sempre. E por fim, mais um vislumbre do funcionamento do novo sistema político da frota, com uma das cadeiras do parlamento ocupada por um representante da Nave-Base cilônia. Eu honestamente gostaria que o próximo episódio fosse centrado em Lee e mostrasse como as novas engrenagens da democracia espacial estão funcionando. Mas talvez seja apenas a saudade de West Wing falando.
Jura que só tem 3 episódios faltando?
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