Archive for December, 2009
You are currently browsing the Pergunte ao Cavalca blog archives for December, 2009.
You are currently browsing the Pergunte ao Cavalca blog archives for December, 2009.
“Em linhas gerais, a série apresenta uma visão nada otimista da decadência de Baltimore (cidade localizada no nordeste norte-americano, no estado de Maryland) e suas instituições e, por conseguinte, dos Estados Unidos. A fórmula? A primeira temporada é quase um cop show tradicional: um destacamento da polícia municipal investiga uma das principais gangues envolvidas com o tráfico de drogas da cidade. A partir daí, a série vai, quase que organicamente, se enveredando para outros grupos: portuários, políticos, sistema educacional, jornalistas. A eficiência de cada subsistema é posta em cheque por David Simon com o passar das temporadas.“
Bom, tô a uns 10 minutos sentado na frente do PC e não tá saindo nada, então vai lá e lê o post original.
Obervação: surgiu uma viagem de última hora aqui em casa. Só volto segunda. Não era a minha intenção deixar a lista pendente, mas fiquem tranquilos, que até o dia 10 eu termino essa bagaça! Até lá!
Essa minha lista já abordou diversos gêneros: sitcoms, dramas históricos, séries teen. Mas qualquer um que for fazer uma pesquisa mais a fundo na produção televisiva dos anos 00 vai notar que um dos gêneros mais importantes do período são as séries de procedimento policiais.
O gênero foi a mola propulsora de uma das movimentações mais importantes da TV americana: a perda da liderança da audiência da NBC para a CBS. Tudo começou com CSI, e hoje, fatia considerável da programação do canal está tomada por variações da ex-série de Gil Grisson.
Não posso negar que CSI me divertiu muito durante minhas noites sem internet decente nos primeiros anos da década. E os episódios que assisti na minha era online (como o do Tarantino e o com o Ron Moore) são nada menos do que excelentes, mas calhou de não ser essa a série de procedimento que eu adotei pra mim.
A série do gênero que vi de cabo a rabo acabou sendo The Closer. E não me arrependo em nada. Por se tratar de um programa de TV por assinatura, os episódios podiam se aprofundar mais nos aspectos psicológicos dos suspeitos. Poucas séries me causaram o efeito de resignação que eu senti vendo a primeira temporada de TC. Cara, como o cerumano pode ser um filho da puta. Brenda Johnson me fez perder um bom naco da minha fé no homo sapiens. Read the rest of this entry »
HYMYM, ao invés de abraçar uma nova estética de sitcom, subverte o modelo já existente.
Aqui temos o formato tradicional, com risadas, dois ou três cenários principais e um grupo de cinco personagens. Mas o que eles fizeram com isso foi de outro mundo.
Um dos argumentos mais fáceis que pode ser usado pra convencer alguém a ver o programa é o famoso “é o novo Friends“. A meia dúzia de amigos morando em Nova York está lá, mas a estrutura dos roteiros lembra séries mais transgressoras, como Seinfeld. Flashbacks e uso de várias cronologias e pontos de vista são comuns. E tudo isso a favor do humor.
E a turma de amigos? Ted e Robin não são graaaandes personagens, ou até mesmo grandes comediantes. Mas os outros três compensam. Lilly e Marshall são o típico casal fofura, além de provocarem boas risadas com seu relacionamento (as recentes incursões de Marshall em viagens no tempo [!] são a prova disso).
Já Barney merece um parágrafo só pra ele, né? O perigote das mulheres reúne todas as boas características que um personagem inesquecível de sitcom deve ter, incluindo até o seu repertório próprio de bordões. Ninguém ganha o Jerry duas vezes seguidas a toa. Read the rest of this entry »

Se Buffy e Veronica Mars representam o ‘lado witty’ das séries teens da década. FNL fica com o coração. E com olhos abertos e corações cheios, não podemos perder.
É difícil pra caramba definir FNL. É uma série teen, mas cenas dentro da escola não são muito comuns. A série é sobre uma cidade pequena, que funciona em função de seu time de futebol colegial e a pressão que isso exerce sobre os seus personagens principais. E que pressão: quem em algum momento não se emocionou com Landry, Smash, Tyra, Matt, Tami, Julie e todos os outros habitantes de Dillon?
Não é necessário nenhum conhecimento sobre futebol. Mas você precisa entender porque o raio do esporte é tão importante praquelas pessoas.
E poucos casais soam tão reais e apaixonantes quanto Tami e Eric (ok, essa lista cita mais alguns – mas é que estamos falando justamente das melhores nesse departamento).

The Office, além de ter um texto primoroso e uma das atuações mais brilhantes da década, conseguiu quebrar uma série de tabus:
1) Remakes são sempre porcarias – essa maldição dos remakes, que é ainda mais forte na TV do que no cinema, teve um gostinho a mais, já que a versão inglesa do The Office é ainda mais adorada que essa aqui (eu francamente não achei grandes coisa quando conferi pela primeira vez, mas tenha ela preparadinha aqui pra tentar mais uma vez).
Mais que isso – a versão americana (até pela sua extensão) enveredou para caminhos que Gervais e Merchant nem sonhavam. Os personagens secundários ganharam mais profundidade e um sem número de situações novas foram introduzidas.
2) O casal ‘chove não molha’ perde toda a graça quando finalmente fica junto, isso quando não a arrasta a série toda pro buraco – nem preciso falar muita coisa, né? PB & J são dos casais mais adoráveis que já passaram por uma série de televisão, e eles não perderam um pingo da graça agora que estão casados. E se seus correspondentes ingleses não viveram felizes para sempre, não consigo imaginar Greg Daniels usando o mesmo expediente. Read the rest of this entry »
Matt Weiner conseguiu fazer a obra audiovisual definitiva sobre os anos 60 (nos EUA). Da transição do baby boom pós segunda guerra para o flower power nos anos 70 (o criador já avisou que quer que a série termine na virada da década).
Ele resolveu escolher uma área em específico (a publicidade, que passou por grandes transformações no período) para situar a série, mas todos os grandes movimentos políticos e sociais são abordados através da Sterling & Cooper.
E pra nos guiar nesse passeio, foi criado um personagem que, apesar de ter uma personalidade forte, não sabemos muito bem quem é. Não é a toa que (1) a imagem promocional da série seja a nuca de Don Draper e que (2) um dos pontos altos da série até o momento foi quando sua esposa descobre a verdade sobre a sua identidade.
Mad Men ainda conseguiu um outro trunfo: provar de uma vez por todas que existe vida inteligente na TV por assinatura fora dos domínios da HBO. Já são dois prêmios Emmy. E o terceiro está a caminho, a julgar pelo cenário.
Se os Bluth são a família mais disfuncional da televisão para a comédia, os Fisher o são para o drama. Não que A Sete Palmos, não tenha seus momentos de humor negro (algumas das mortes que iniciam os episódios são engraçadíssimas – como a vítima de suicídio auto-erótico). Mas de uma maneira geral, a série faz reflexões não muito otimistas sobre a vida e a morte.
O elenco é estelar: Hall, Krause, Conroy, Ambrose e Jenkins, como o pai morto no episódio (e suas aparições como fantasma no decorrer da série são de fazer os roteiristas de Dexter chorarem de vergonha).
True Blood é simpática e tal, mas sempre que assisto um novo episódio da saga dos vampiros sulistas, tento evitar comparação com a sua primeira investida em televisão, pois a disputa é desleal.
E não preciso nem falar sobre os minutos finais completamente ATERRADORES, de fazer você ficar batendo com a cabeça com a parede por uns 40 minutos. E isso que não é um final intrisicamente triste. Um desfecho a altura desta grande série.
Um dos méritos de Seinfeld, li alguém dizendo em algum lugar (cavalca sempre com a informação PRECISA! – quero ver eu fazendo o TCC), era o lema do ‘no hugging, no learning’. Apesar do comportamento dos personagens refletir situações do dia-a-dia, não havia ‘drama’, chororô, essas coisas. Afinal de contas, trata-se de uma comédia.
O mesmo princípio pode ser aplicado a Arrested Development, com uma grande vantagem. O formato é mais solto, não se prendendo a estética da sitcom. O resultado é um seriado ainda mais anárquico, onde um dos principais elemento é a participação ativa do narrador (a maior herança que Ron Howard vai deixar para as gerações futuras).
Nenhuma família é tão disfuncional quanto os Bluth, para a nossa alegria.
Hoje em dia é muito fácil apontar os defeitos de 24 Horas e dar risada deles. Mas quando o programa estreiou (meras semanas depois do 11 de setembro), o formato era inovador. E a coisa ficava ainda melhor quando eles faziam comentários políticos (como nas excepcionais 2a e 5a temporadas).
Com o passar dos anos, Jack Bauer se tornou uma caricatura de si mesmo (o vídeo acima é um hilário exemplo disso – espero até hoje uma variação com o WHO ARE YOU WORKING FROM!?), além das tramas serem cada vez menos verossímeis. Mas eu desenvolvi um método quase infalível pra esse probleminha: ver os episódios em maratona. A série se torna muito melhor quando não analisamos cada episódio individualmente e somos levados pela adrenalina.
É meio difícil escrever sobre Deadwood, já que faz uns 3 anos que assisti a série, mas vamos lá.
Ian MacShane GÊNIO. Sério, a interpretação do cara é magnética. Parece impossível construir um personagem complexo quando a maioria dos diálogos é composta de pelo menos um palavrão. Mas ele consegue.
Eu asisti Deadwood antes de outros clássicos da HBO, provavelmente por estar naquela fase de assistir os western spaghettis do Leone. E bom, Deadwood não fica atrás. E isso é dizer alguma coisa.