[SPOILER] Finale de Dexter – não vi e não gostei
Pessoal tá dizendo que a temporada, e mais especificamente a finale desta quarta temporada de Dexter descobriu a cura do câncer, sendo que o principal atributo foi o twist ‘fantástico’ nos minutos finai. Eu li aquilo e pensei – cara, não é a mesma coisa que usaram no final da primeira temporada de 24 Horas lá em DOIS MIL E DOIS?
Claro, claro. São séries diferentes em circunstâncias diferentes. Podem argumentar que Dexter tem um ator muito talentoso e um personagem muito mais complexo do que 24 Horas, o que é verdade. Mas é verdade também que pra uma série que quer explorar as idiossincrasias de um assassino serial, o roteiro é bem mambembe, e já faz algum tempo.
OK, depois de assistir The West Wing, The Wire e outras coisas, eu me tornei um chato. Mas vai dizer que colocar o fantasma do pai do protagonista pra dar lições de humanidade, moral e cívica é uma das muletas narrativas mais irritantes dos últimos anos? Sem falar em outra questão que passa quase despercida do público – Dexter tornou-se uma moça com sua work ethic.
Tem crítico graduado dizendo por aí que isso é evolução do personagem, que ele perderia a graça se ficasse sempre ‘sem humanidade’. O turning point pra mim foi quando ele liquidou o tarado que ficou observando os enteados dele na temporada passada (e não nos esqueçamos da Layla, no fim do segundo ano). É aí que mora a manipulação barata: mesmo sendo um serial killer, isso acaba tornando o personagem simpático aos olhos do público. Mas ele é um assassino, pombas. O tcharam de uma série como Dexter, é que deveríamos ficar sempre desconfortáveis assistindo o personagem, não torcendo pro sucesso dele. E tem série que conseguiu esse efeito do início ao fim. Não adianta usar a passagem do tempo como desculpa.
(e um drops interessante – um dos principais nomes do staff da série – Melissa Rosenberg – escreveu isso e isso. De repente, tudo faz sentido).
Tá bom, o elenco é foda. John Litgow está genial (sendo que só vi ele de relance, lá no primeiro episódio – mas nem precisa mais do que isso) e é ele que me dá uma ponta de vontade de encarar essa parada. Mas tem trocentas séries (as que eu vejo e as que ainda tenho que ver, por exemplo) que também tem nomes de peso. Bom casting é quase obrigação.
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“crítico graduado” tem um péssima opinião sobre seriados. depois de sopranos, eu espero mais dos sociopatas da televisão.
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cavalca Reply:
December 17th, 2009 at 12:42 am
Exactly. Eu nem entrei muito nos detalhes pois também irei fazer uma daquelas infames lists de melhores séries da década, mas a idéia é essa.
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Acho que só foi a confirmação de que “Dexter” não sabe fechar suas temporadas de forma decente, mas essa foi tão mais ou menos que nem fez diferença mesmo…
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Estava pensando que só eu não tinha gostado da trajetória da personagem Dexter em direção ao bom-mocismo! Pra você ter uma idéia, não suportei mais assistir a série a partir do oitavo episódio (Terapia). Pena! Era um seriado que parecia promissor.
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