Archive for December 27th, 2009
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Se Buffy e Veronica Mars representam o ‘lado witty’ das séries teens da década. FNL fica com o coração. E com olhos abertos e corações cheios, não podemos perder.
É difícil pra caramba definir FNL. É uma série teen, mas cenas dentro da escola não são muito comuns. A série é sobre uma cidade pequena, que funciona em função de seu time de futebol colegial e a pressão que isso exerce sobre os seus personagens principais. E que pressão: quem em algum momento não se emocionou com Landry, Smash, Tyra, Matt, Tami, Julie e todos os outros habitantes de Dillon?
Não é necessário nenhum conhecimento sobre futebol. Mas você precisa entender porque o raio do esporte é tão importante praquelas pessoas.
E poucos casais soam tão reais e apaixonantes quanto Tami e Eric (ok, essa lista cita mais alguns – mas é que estamos falando justamente das melhores nesse departamento).

The Office, além de ter um texto primoroso e uma das atuações mais brilhantes da década, conseguiu quebrar uma série de tabus:
1) Remakes são sempre porcarias – essa maldição dos remakes, que é ainda mais forte na TV do que no cinema, teve um gostinho a mais, já que a versão inglesa do The Office é ainda mais adorada que essa aqui (eu francamente não achei grandes coisa quando conferi pela primeira vez, mas tenha ela preparadinha aqui pra tentar mais uma vez).
Mais que isso – a versão americana (até pela sua extensão) enveredou para caminhos que Gervais e Merchant nem sonhavam. Os personagens secundários ganharam mais profundidade e um sem número de situações novas foram introduzidas.
2) O casal ‘chove não molha’ perde toda a graça quando finalmente fica junto, isso quando não a arrasta a série toda pro buraco – nem preciso falar muita coisa, né? PB & J são dos casais mais adoráveis que já passaram por uma série de televisão, e eles não perderam um pingo da graça agora que estão casados. E se seus correspondentes ingleses não viveram felizes para sempre, não consigo imaginar Greg Daniels usando o mesmo expediente. Read the rest of this entry »
Matt Weiner conseguiu fazer a obra audiovisual definitiva sobre os anos 60 (nos EUA). Da transição do baby boom pós segunda guerra para o flower power nos anos 70 (o criador já avisou que quer que a série termine na virada da década).
Ele resolveu escolher uma área em específico (a publicidade, que passou por grandes transformações no período) para situar a série, mas todos os grandes movimentos políticos e sociais são abordados através da Sterling & Cooper.
E pra nos guiar nesse passeio, foi criado um personagem que, apesar de ter uma personalidade forte, não sabemos muito bem quem é. Não é a toa que (1) a imagem promocional da série seja a nuca de Don Draper e que (2) um dos pontos altos da série até o momento foi quando sua esposa descobre a verdade sobre a sua identidade.
Mad Men ainda conseguiu um outro trunfo: provar de uma vez por todas que existe vida inteligente na TV por assinatura fora dos domínios da HBO. Já são dois prêmios Emmy. E o terceiro está a caminho, a julgar pelo cenário.