#12 The Office (Greg Daniels, NBC, 2005-)

The Office, além de ter um texto primoroso e uma das atuações mais brilhantes da década, conseguiu quebrar uma série de tabus:
1) Remakes são sempre porcarias – essa maldição dos remakes, que é ainda mais forte na TV do que no cinema, teve um gostinho a mais, já que a versão inglesa do The Office é ainda mais adorada que essa aqui (eu francamente não achei grandes coisa quando conferi pela primeira vez, mas tenha ela preparadinha aqui pra tentar mais uma vez).
Mais que isso – a versão americana (até pela sua extensão) enveredou para caminhos que Gervais e Merchant nem sonhavam. Os personagens secundários ganharam mais profundidade e um sem número de situações novas foram introduzidas.
2) O casal ‘chove não molha’ perde toda a graça quando finalmente fica junto, isso quando não a arrasta a série toda pro buraco – nem preciso falar muita coisa, né? PB & J são dos casais mais adoráveis que já passaram por uma série de televisão, e eles não perderam um pingo da graça agora que estão casados. E se seus correspondentes ingleses não viveram felizes para sempre, não consigo imaginar Greg Daniels usando o mesmo expediente.
3) Não existe vida (e graça) fora do formato tradicional da sitcom – pra mim, o golpe de misericórdia no reinado solitária das comédias com platéia foi quando uma das melhores estréias de comédia dos últimos anos (Modern Family) veio justamento de dois dos roteiristas mais premiados de todos os tempos por suas sitcoms (sério, vejam o IMDB dos caras).
E além de ser ‘single camera’, o programa ainda é um mockumentary, com talking heads e tudo o mais. É o feitiço se voltando contra o feiticeiro (but in a good sense).
Sem posts relacionados.
Related posts brought to you by Yet Another Related Posts Plugin.

















