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Archive for December, 2009

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19 Dec 2009

#18 Gilmore Girls (Amy Sherman-Palladino, WB/CW, 2000-2007)

“(…)mas a série de mulherzinha é maravilhosa. Todo o universo concebido pelos Palladino é incrível (algum chato pode reclamar que um bad-boy-revoltado ser um leitor voraz não tem um pingo de verossimilhança, mas a graça é justamente que em Stars Hollow isso acontece) e apaixonante.

E que roteiros! Além do conhecido uso de humor e da velocidade dos diálogos (“Clube de debates não é um esporte” “Para os Gilmore, é” é o quote que define a série), eles também acertam em cheio nos momentos mais sérios (o final do episódio do baile, na primeira temporada é de cortar o coração).

(…)

Christopher estava certo quando perguntou: quem não gostaria de ser beijado por uma Garota Gilmore?


19 December, 2009 at 3:21 by cavalca

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18 Dec 2009

#19 The Shield (Shawn Ryan, FX, 2002-2008)

Em discussão com o Felipe, sobre a lista dele de melhores da década, ele justificou a inclusão de Dexter dizendo que se tratava de um exemplar dos protagonistas anti-heróis que pintaram e bordaram nesses últimos anos.

Mas eu acredito que um exemplar mais justo seria Vic Mackey, já que ao contrário de House e Dexter, que se tornaram mais ‘humanos’ (ugh) com o passar das temporadas, Vic continuou essencialmente um filho da puta até o último episódio da série.

Tudo bem que ele não repetiu a atidude do piloto, quando ele matou um dos membros de sua equipe pela simples suspeita de que ele fosse um espião da corregedoria. Mas mesmo quando ele quis jogar limpo (mais ou menos a partir da metade da série), eles continou a usar de métodos escusos justamente para tentar limpar a caca que ele havia feito nos primeiros anos. O resto fica por conta do efeito bola de neve.

E se o pessoal fica boquiaberto quando o antagonista de uma série mata um dos protagonista, o que você acha quando um dos protagonistas mata outro dos personagens principais a sangue frio? Ainda bem que nem todos são humanos. Read the rest of this entry »

18 December, 2009 at 3:08 by cavalca

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18 Dec 2009

#20 Buffy, The Vampire Slayer (Joss Whedon, WB/UPN, 1997-2003)

Se é pra desrespeitar as regras, que seja no início, certo?

Acontece que Buffy se encontra bem no meio do caminho no que diz respeito ao período de exibição, já que cada uma das metades da série se coloca em uma década. E apesar da primeira metade conter as temporadas que se tornaram mais clássicas, eu gosto muito mais da perna final do programa.

É lá que estão alguns dos melhores episódios, como Restless, The Body e Once More, With Feeling (Hush não entrou por pouco!), além da melhor temporada de todas, a sexta, que deve ser uma das coisas mais deprê já feitas na TV. Cara, é muita merda jogada no ventilador. O Whedon chega ao cúmulo de (SPOILER GIGANTESCO ATÉ O FINAL DO PARÁGRAFO incluir nos créditos iniciais um personagem que foi recorrente por uns 3 anos para matá-lo no final do mesmo episódio. Isso que é humor negro. Read the rest of this entry »

18 December, 2009 at 0:52 by cavalca

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18 Dec 2009

Top 20 – Melhores Séries da década

Critérios – seriados que tiveram a maior parte de seus episódios exibidos nessa década podem entrar, já que não faz sentido eliminar seriados que não concorreriam em listas da década anterior, já que começaram em 99, etc.

Uma palavra que pode ser usada para reunir uma lista de programas tão distintos entre si é regularidade. Porque não acho justo premiar (mesmo que o prêmio seja uma menção num blog chumbrega de um nerd que vive no terceiro mundo) uma série que, por mais brilhante que tenha sido por um certo período (e os dois primeiros boxes de House na minha estante não me deixam mentir), é injusto com os showrunners que seguraram o rojão com habilidade durante anos.

Isso significa que: (1) com exceção de uma ou duas exceções pontuais, as séries da lista duraram mais que uma ou duas temporadas. (2) série que hoje tem apenas uma ou duas temporadas foram escanteadas, por causa do critério explicado acima.

Nos próximos minutos, a primeira pérola.

18 December, 2009 at 0:34 by cavalca

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16 Dec 2009

[SPOILER] Finale de Dexter – não vi e não gostei

Pessoal tá dizendo que a temporada, e mais especificamente a finale desta quarta temporada de Dexter descobriu a cura do câncer, sendo que o principal atributo foi o twist ‘fantástico’ nos minutos finai. Eu li aquilo e pensei – cara, não é a mesma coisa que usaram no final da primeira temporada de 24 Horas lá em DOIS MIL E DOIS?

Claro, claro. São séries diferentes em circunstâncias diferentes. Podem argumentar que Dexter tem um ator muito talentoso e um personagem muito mais complexo do que 24 Horas, o que é verdade. Mas é verdade também que pra uma série que quer explorar as idiossincrasias de um assassino serial, o roteiro é bem mambembe, e já faz algum tempo.

OK, depois de assistir The West Wing, The Wire e outras coisas, eu me tornei um chato. Mas vai dizer que colocar o fantasma do pai do protagonista pra dar lições de humanidade, moral e cívica é uma das muletas narrativas mais irritantes dos últimos anos? Sem falar em outra questão que passa quase despercida do público – Dexter tornou-se uma moça com sua work ethic. Read the rest of this entry »

16 December, 2009 at 22:33 by cavalca

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10 Dec 2009

review battlestar galactica – Daybreak, Parte 2 (4×20-21)

Escrito pelo cabeludo da foto ao lado. Dirigido por Michael Rymer.

“I see angels, angels in this very room. Now I may be mad, but that doesn’t mean that I’m not right, because there’s another force at work here. There always has been. It’s undeniable. We’ve all experienced it. Everyone in this room has witnessed events that they can’t fathom, let alone explain away by rational means. Puzzles deciphered in prophecy. Dreams given to a chosen few. Our loved ones dead. Risen. Whether we wanna call that “God” or “Gods” or some sublime inspiration or a divine force that we can’t know or understand, It doesn’t matter, it doesn’t matter. It’s here. It exists. And our two destines are entwined in its force.” -Gaius Baltar

Alguns anos atrás (acho que na estréia da 3ª temporada) fiz um Spoiler Zone para o Teleséries sobre Battlestar Galactica. Nos comentários, alguém perguntou por que eu não me tornava colunista titular da série, já que eu aparentemente gostava tanto do programa. Respondi que não me sentia confiante o suficiente pra destrinchar todos os aspectos filosóficos/metafóricos do show. Hoje em dia eu confio muito mais no meu taco, mas mesmo assim, recomendo fortemente a leitura dos textos do Sepinwall e da Mo Ryan (que é uma graça – quebrou o embargo pra me disse via twiiter [em português!] que havia adorado a primeira metade do episódio), já que não sou muito do tipo de ficar discutindo conjecturas e o sexo dos anjos.

Isso nos leva ao post do blog que o Ron Moore mantinha no site do Sci-Fi Channel, onde ele baba o ovo do David Chase pela series finale de Sopranos, e que ele gostaria de ter pensado na idéia antes (e mesmo que ele tivesse pensado, a série do Chase terminou antes – perdeu preibói). Ou seja, por mais que a resolução tenha sido satisfatória do ponto de vista dos personagens (sabemos o que aconteceu com quase todo mundo), claramente ele quis deixar algumas lacunas. Você pode preenchê-las com a idéia de Deus/alguma manifestação divina/destino/whatever ou ficar de #mimimi dizendo que o cara trapaceou e não fechou todas as pontas. Eu fico com a primeira opção. Read the rest of this entry »

10 December, 2009 at 22:25 by cavalca

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8 Dec 2009

Review Battlestar Galactica – Daybreak, Parte 1 (4×19)

Escrito por Ronald D. Moore. Dirigido por Michael Rymer.

O plano original previa que Daybreak fosse apenas um episódio duplo (4×19-20), mas o roteiro do Moore era tão grande que tiveram que dividir em duas partes – uma simples e uma dupla. É por isso que esta primeira parte acaba de forma quase casual, sem nenhum sinal muito claro de cliffhanger. Trata-se apenas do primeiro ato da história, que, num plano ideal, seria exibida em sua integralidade no mesmo dia.

Boa parte do episódio é dedicada a flashbacks dos principais personagens em Caprica, antes do holocausto: Adama relutando em ir a uma reunião, Roslin perdendo o pai e as irmãs em um acidente de carro, o primeiro encontro de Lee e Kara (através de Zak, que a namorava), Baltar contando com a ajuda de Number Six para lidar com seu pai senil (e a história que ele conta pro Tyrol na terceira temporada sobre ser de um planeta periférico e ter mudado até de sotaque é verdade) e Anders divagando sobre quais são os seus objetivos quando joga pirâmide (na única cena do conjunto que parece ter uma relação com o estado atual do personagem).

Como eu disse acima, o plano original era que fosse apenas um episódio, então a maioria dessas cenas realmente ficaram meio soltas, apesar da maioria delas se sustentar por si só (Roslin entrando na fonte pra afogar as mágoas foi lindo e Caprica ajudando o Baltar Sr. te faz pensar que antes mesmo de Downloaded ela já tinha uma consciência) .

Tirando essas cenas, um bom quinhão da história foi gasto com o Adamão decidindo atacar a ‘colônia’ de Cavil com o que sobrou da Galactica e uma tripulação voluntária, para resgatar Hera. O que causou várias cenas bacanas, como Laura usando suas últimas forças para se levantar de seu leito no enfermaria e se juntar a seu grande amor na batalha final. Read the rest of this entry »

8 December, 2009 at 0:23 by cavalca

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