#01 Battlestar Galactica (Ronald D. Moore, Sci-Fi, 2003-2009)
(alguém achava que seria alguma outra coisa, tipo Smallville? HAHAHAHA)
Mas primeiro, alguns recados: essa lista foi feita de forma bem arbitrária, tem uma ou outra série (Buffy, The Office) que subiriam algumas posições se eu reescrevesse a coisa toda. Mas me manterei fiel à relação original.
E mais (se bem que isso é bem óbvio): não existe grandes diferenças entre os nomes da lista. É seguro que eu considero Lost um pouco superior a The Shield. Mas entre séries que estão no mesmo pelotão? Nem perca tempo questionando meus motivos, foi tudo no canetaço.
Em frente.
Uns 98% dos programas que eu assisto, é via indicação (geralmente via as mesmas figurinhas). Porém, nos idos de 2006, eu vasculhava um desses fóruns de obtenção de conteúdo audiovisual, quando vi um tópico com aquele nome pomposo. Nunca tinha lido nada sobre (eu ainda tava na esquema escola, cinema, clube, televisão Lost-24 Horas- Smallville).
Será que tinha a ver com Jornada nas Estrelas? (Na verdade até tinha, mas só fui ler sobre os roteiristas meses depois). Resolvi pegar o piloto, um catatau de três horas de duração.
Episódio vai, episódio vem, e aqui estamos nós.
É fácil falar das qualidades de Battlestar Galactica: o elenco preciso (umas das melhores atrizes do programa era uma modelo – vai vendo, sem falar nos medalhões Olmos e McDonnell, que até indicados ao Oscar já foram), a direção e os efeitos cinematográficos (me pergunto até hoje como eles conseguiram fazer aquelas cenas de combate espacial com budget de TV por assinatura), ou a trilha magistral (se o Bear McCreary partir pro cinema, ganha um Oscar em menos de dez anos – diria até menos, mas se até pro Giacchino tá foda de ganhar, imagina pra quem não é tão mainstraem).
Mas e os roteiros, hein? Apesar dos diálogos não terem a musicalidade de um Aaron Sorkin ou o realismo de um David Simon, os arcos dramáticos de Battlestar Galactica estão entre as melhores coisas já escritas*. Moore joga com nossas espectativas a todo o momento, então a gente tem que torcer pro humanos, certo? Mas os humanos praticam tortura! Mas eram militares, eles são maus. Mas a presidenta civil boazinha roubou a eleição! Mas não dá certo e quem assume a bomba é o cientista maluco amigo das torradeiras. Hã, como assim? E é sério que o chefe dos militares e a presidenta moribunda protagonizam uma das histórias de amor mais bonitas de todos os tempos?
*Mesmo que um deles seja o romance meio hollywoodiano (no sentido desnecessário da coisa) entre Adaminha e Kara, como bem frisa o Daniel.
É o programa que, se não redefiniu os termos da ficção científica, foi talvez o que demonstrou de maneira mais talentosa que o gênero pode (e deve!) ser drama da melhor qualidade.
Enfim, esse resumo tosco (em cor amarela os spoilers caso você ainda não tenha assistido) fornece um ínfimo resumo das razões que tornam BSG tão especial.
E você, pra que Battlestar Galactica é tão especial?
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Não tiro nem coloco uma vírgula. Falou e disse. \o
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Devorei os episódios de BSG em cerca de 2 meses no ano passado, quando a série já tinha acabado. Me impressionei logo no primeiro episódio (a minisérie com 3 horas vi depois que terminei os 13 episódios da primeira). É quase impossível eu descrever o quanto gostei e a qualidade desta série, infelizmente tão injustiçada. Roteiros, personagens, as cenas, os finais (e inícios!) de temporada, a trilha de arrepiar, tantos, mas tantos assuntos com os temas mais atuais e dramáticos que so podia imaginar colocados nesta série! Juro que não acreditava que fossem se aprofundar tanto em assuntos como maternidade, religião, política, família, morte, vida e tantas outras coisas, sempre pontual entre cenas de ação memoráveis. Não tinha como você torcer para um lado, cada personagem guardava suas próprias razões para suas ações e não importa qual, tudo era absolutamente questionável. Sem dizer os rumos que a história foi tomando até acabar naquele final, que pra mim foi perfeito. Ainda aguardo uma série que apresente um final que me dê tanto impacto quanto aquele. Talvez Lost este ano… Abraços.
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Realmente o que mais me impressionou em Battlestar Galactica era a impossibilidade de escolher um lado.Em alguns momentos vc chega a pensar que os humanos realmente tinha que ser exterminados.
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