Archive for August, 2010
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Uma das histórias mais clássicas sobre os bastidores da TV brasileira foi o que aconteceu com a novela Anastácia, a Mulher sem Destino, na década de 60. Com audiência baixa e um excesso de personagens, Janet Clair foi convocada pela Rede Globo pra tentar salvar a produção do fracasso.
A solução da roteirista se tornou lendária: um terremoto que matou mais da metade dos personagens.
Quando eu assisto essa temporada de True Blood eu só consigo pensar nessa história. Bon Temps precisa de um terremoto, tipo, agora.
True Blood é a série mainstrem que tem o grupo de personagens mais desprezível, não necessariamente no sentido moral da coisa – embora seja o caso de muitos deles – mas naquelas de ‘meu, quem se importa com essa gente?”. Durante o episódio da semana passada, eu contei três personagens que eu possuo algum interesse em ver novamente: Lafayette, Jessica e Hoyt. O resto que se exploda.
O Lafayette é um caso curioso. Bacana ele finalmente tendo um encaixe legal com alguém. Mas como série deu pra introduzir uma espécie nova de ser mitológico (Sookeh é uma ninfa, mas o que a menina que o Jason gosta é…? Ah, lembrei. Eu não me importo.), em determinado momento a namorada se virou pra mim e disse “que espécie de monstro ele vai ser?”.
O descontrole com os personagens tá tão grande que o vampiro do James Frain (ator fantástico, podia tranquilamente carregar uma série nas costas), aparentemente morto semanas atrás, voltar simplesmente pra dar um último susto em Tara e virar meleca logo depois.
E como se a variedade de seres já não fosse suficiente, existe agora uma ‘autoridade dos vampiros’, Orwell-style, com poderos absolutos sobre eles, o pacote completo. Porque a suruba ainda não estava grande o suficiente. Read the rest of this entry »