Sobre o final de Chuck

Pense nas grandes séries de todos os tempos e em como elas acabaram. The Wire, Sopranos, Lost (é, eu sei), 24 Horas (é, eu sei – parte 2), Battlestar Galactica, The Shield, Six Feet Under, etc etc. Todas elas, mesmo as que deram um destino menos desgraçado que a média para os seus personagens, terminaram com uma nota agridoce (algum personagem importante morre no último episódio, etc). É justamente esse tipo de coragem que coloca a TV americana acima do cinema comercial de Hollywood, como já cansei de discutir nesse espaço.
Porém, conforme o final de Chuck se aproximava, eu fui temendo algo na linha do ‘felizes para sempre’, já que era bem óbvio que eles não desmanchariam nenhum casal, que juntariam quem estivesse solteiro e que definitivamente não matariam mais ninguém. Como sair dessa sinuca e dar um final diferente? Tudo bem que a série não tá no panteão das citadas no parágrafo acima, mas a qualidade apresentada em outros tempos (2a e 3a temporadas com muitos lampejos de brilhantismo) me fez esperar algo diferente.
A solução (fazer com que Sarah baixasse o Intersect e tivesse um piripaque no cérebro) não é nada original (parece consenso que a criatividade dos roteiristas de Chuck acabou pelos idos de 2010), mas foi o jeito encontrado pra dar um saborzinho diferente pra esses episódios finais (e aí, o Chuck vai conseguir com que ela se apaixone por ele novamente? Jamais saberemos, mas a expectativa mantém nossos corações aquecidos).
Menção honrosa ainda pela maneira com que o famoso clip show/retrospectiva de final de série foi incluído. O tilt na memória de Walker nos proporcionou vários flashbacks que relembravam fatos e personagens das temporadas anteriores de forma bem orgânica.
Apesar disso, podiam ter contratado um atorzinho menos genérico pra fazer o último Big Bad*, né? Eles já haviam trazido tanta gente bacana! Podia ter sido até o Jacob! Afinal, ningúem mais lembrava que ele já tinha aparecido no começo da série mesmo.
*Joss Whedon eterno.
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Eu li do porquê dos criadores trazerem alguém genérico para o final, porém seria melhor se tivessem trazido alguém um pouco mais interessante mesmo.
E acho que a diferença de Chuck para essas séries é que Chuck tem um lado de humor enorme e uma maior leveza. Acho que até por isso deste final sem perdas. Porém gostei do toque da Sarah perder a memória e ficar no ar sobre o futuro dos dois, apesar da obviedade da conclusão.
Mas enfim, mesmo quando não estava nos seus melhores momentos, tivemos o prazer de ver o Timothy Dalton em nossas telas. Então foi uma bela jornada da série.
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volta a escrever, cavalca! seus textos fazem falta na blogosfera brasileira. abs
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