Archive for May, 2012
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A TV é uma mídia de roteiristas. Conheço uns cinéfilos chatos que, inclusive, desprezam a telinha porque não são os diretores que dão as cartas. Claro, há diretores habilidosos em determinados estilos que deixam a sua marca (Thomas Schlamme, James Burrows, etc). Mas se você ver alguém dizendo que Boardwalk Empire é ‘a série do Scorsese’, não dê bola. Embora o diretor do piloto de um show seja o responsável por criar toda a estética da coisa, BE é um produto da cabeça do Terrence Winter.
O roteirista que comanda uma série (showrunner, para os íntimos) é o cara que comanda a mesa de roteiristas, que revisa todos os roteiros, e embora ele geralmente não seja diretor, é quem comanda a ilha de edição (ou seja, ele incorpora muitas das funções que um diretor no cinema).
E assim como os melhores diretores (tipo o Scorsese), os melhores showrunners tem uma voz. É possível perceber que aquele filme ou episódio é produto daquela pessoa. O nível de controle pode variar (Aaron Sorkin e David E. Kelley reescrevem todos os episódios de suas séries quando o draft inicial é feito por outro escritor), outros gostam mais de explorar as individualidades de seu staff (Ronald D. Moore, Joss Whedon).
Porém quando um showrunner autoral deixa o cargo (geralmente por que seus egos, semelhantes a suas contrapartes cinematográficos, são bem inflados), o choque é sentido (West Wing demorou pelo menos uma temporada pra se reerguer, embora nunca tenha voltado a forma dos primeiros anos; depois que Whedon deixou o dia-a-dia de Buffy, o tom da série mudou no sexto ano, apesar de boa parte do staff ter permanecido). Nesses casos, o estúdio/emissora procura deixar alguém que já era do staff tomando conta, para que a continuidade seja mantida. Read the rest of this entry »

Joss Whedon conversando no set com sua musa Sarah Michel Scarlett Johansson
Porque raios o criador de Buffy, a Caça Vampiros é uma escolha apropriada para dirigir um filme como Os Vingadores? Drew McWeeny tem uma ótima opinião sobre o assunto:
“When Joss Whedon was producing “Buffy The Vampire Slayer” and “Angel,” I never would have called them out as rehearsals for eventually making “The Avengers,” but looking at this film now, with the hindsight of how those shows played out, it’s pretty obvious. Each season of “Buffy” was about introducing a new Big Bad, then assembling the team needed to defeat the villain and testing that team’s integrity, putting personal pressure of each of them in an effort to find their weaknesses. Eventually, each season would build to a genuinely world-threatening situation, and it would take great personal sacrifice and difficulty for good to save the day. “The Avengers” is built like an entire season of one of his shows, but in two-and-a-half hours and with a budget that he could have never dreamed of during the early days of ‘Buffy.’ “
Mas mesmo esse comentário, que é o melhor que li sobre o filme nas internets dá conta do acerto que foi trazer Whedon para esse projeto.
Joss, aquele cara legal, é um puta multimídia. Além de seriados, criou HQs (algumas baseadas nas suas próprias criações para a TV, além de arcos elogiadíssimos para a própria Marvel (Astonishing X-Men), produziu minisséries para Internet (Laundry day/See you there/Under things/Tumbling) e andou se aventurando inclusive pelo cinema (Firefly/Serenity é o atestado de que ele teria capacidade de produzir filmes de ação com muitos personagens).
*aquele troféu super legal de ficção científica que na categoria short-form já premiou Steven Moffat, Ronald D. Moore, e que esse ano pode ir pra Dan Harmon e cia (por Remedial Chaos Theory). Enfim, só a nata.
Mas e o filme dos Vingadores, é bom? É ótimo.