Archive for the ‘24’ Category
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“When you first came to CTU…I never thought it was going to be you that was going to cover my back all those years. And I know that everything that you did today was to try to protect me. I know that. Thank you.”
24 Horas foi a primeira série que acompanhei fielmente (junto de Smallville – mas vamos esconder nossos pecados embaixo do tapete, ok?), lá por 2004, quando a Globo exibiu a primeira temporada no mês de janeiro. O horário era meio ingrato, mas pra um estudante que tinha aulas de março a dezembro, era baba. Vibrava com a peripércias de Jack Bauer dublado (por Tata Guarnieri, que fazia muito bem, antes de ser trocado por pedir aumento) na minha TV de 14 polegadas. Me lembro que no dia da season finale, estávamos visitando uns amigos da família, que tinham uma TV de 29. No último ato do episódio, exigi silêncio absoluto, só faltou eu mandar os donos da casa calarem a boca.
E então as trevas. Pra tirar o atraso em relação à exibição americana, a Globo teve a brilhante idéia de exibir o segundo ano nos domingos a noite, durante o ano de 2004. E aqui no RS, a RBS (transmissora do sinal da Globo) ainda exibia DOIS telejornais depois do Fantástico. O episódio começava lá pela 1 da manha. Inviável pra quem acordava às 6 da matina todo santo dia. Um amigo meu até programava o vídeo pra gravar, mas a bagunça que a emissora fez com os episódios (exibindo os 2 primeiros no mesmo dia, cheio de cortes, problemas no sinal da RBS, etc) me fez praticamente desistir da série. Só fui ver a S2 direitinho em DVD, anos depois. Read the rest of this entry »
Hoje em dia é muito fácil apontar os defeitos de 24 Horas e dar risada deles. Mas quando o programa estreiou (meras semanas depois do 11 de setembro), o formato era inovador. E a coisa ficava ainda melhor quando eles faziam comentários políticos (como nas excepcionais 2a e 5a temporadas).
Com o passar dos anos, Jack Bauer se tornou uma caricatura de si mesmo (o vídeo acima é um hilário exemplo disso – espero até hoje uma variação com o WHO ARE YOU WORKING FROM!?), além das tramas serem cada vez menos verossímeis. Mas eu desenvolvi um método quase infalível pra esse probleminha: ver os episódios em maratona. A série se torna muito melhor quando não analisamos cada episódio individualmente e somos levados pela adrenalina.

Já li algumas coisas (muitas delas equivocadas) sobre a passagem de tempo em 24 Horas. Apresento aqui um cálculo simples e exato para descobrir quanto tempo se passou desde o Day One até o telefilme Redemption, exibido no último domingo na FOX gringa.
Qual o segredo para fazer uma conta tão precisa? Usar os mandatos presidenciais como referência. Read the rest of this entry »

Damages (FX, 07/01) – eu estou muito longe de ser um entusiasta da série (como o Felipe bem explicou), mas só de ver o trailer (sem som), já deu uma vontadezinha de ver a segunda temporada. Pô, tem Marcia Gay Harden, Timothy Oliphant e William Fucking Hurt! Sem falar da Glenn Close e do Ted Danson, que podem ser qualquer coisa, menos atores ruins (vou fazer de conta que a Rose Byrne não existe).
24 (FOX, 11/01) – o sexto ano foi decepcionante, mas eu confio que o tempo de gestação que essa temporada teve vai ajudar bastante. Só espero que a desculpa pra trazer Tony de volta dos mortos (como vilão E de bigodinho) seja suficientemente criativa pra não desviar minha atenção. Read the rest of this entry »
A única coisa que se manteve sempre constante (além de Kiefer Sutherland – mas esse não conta), foi Peter MacNicol, como o Chefe de Gabinete Tom Lennox. Como 9 entre 10 bons personagens, ele não é branco nem sombrio. Tom se situa numa misteriosa zona cinzenta, onde suas decisões podem rapidamente passar do heroismo à pilantragem, de acordo com o que ele acha ser melhor para o páis. E dar algumas das melhores falas da temporada para um personagem desses é sempre um bônus. MacNicol não é nenhum novato, já foi vencedor de Emmy por Ally MacBeal e atualmente faz parte do elenco fixo de Numb3rs.
Que no próximo não tenhamos nada de CTU, incluindo até mesmo Chloe (a reviravolta envolvendo a personagem dela na finale foi de uma picaretagem tremenda). Mas que dêem um jeito de trazer Mr. Lennox de volta, please (nem que seja por um arco).
Coincidência ou não, a última cena da temporada serve como metáfora para o show. 24 Horas se encontra numa encruzilhada. O que irá acontecer? A série se suicidará ou renascerá das cinzas, como Jack Bauer já fez tantas vezes?
Texto publicado originalmente no Teleséries.
Já participei de diversas discussões, tanto aqui no Teleséries quanto em outros sites sobre o tema Cinema X TV. Por incrível que pareça ainda tem gente que simplesmente joga as séries em um patamar abaixo, fechando os olhos para o enorme salto de qualidade (tanto técnico quanto narrativo) que a mídia vem tendo nos últimos anos. E um dos argumentos mais interessantes sobre esse “conflito” é que até mesmo a premiação da TV está se mostrando mais liberal/mente-aberta do que sua contraparte cinematográfica. Vejamos: o Oscar preferiu não dar ao prêmio ao filme que retrata o amor de dois homens (Brokeback Mountain) e entregou-o ao drama racista sobre o racismo (Crash). Uma saída completamente covarde. Enquanto isso, o Emmy premia 24 Horas – série de ação com grande crítica política. Seria muito mais fácil escolher Grey’s Anatomy (que também é uma ótima série, mas não é esse o ponto), drama o sobre a vida – sexual – de médicos internos de um hospital.
Alguns das razões que confirmam o acerto da premiação para 24 Horas este ano:
A série possui cenas de ação com produção e ritmo e cinematográficas – ou até mesmo superiores, já que aqui não temos irritantes câmeras lentas (Michael Bay) ou uma edição altamente masturbatória (Tony Scott), apenas para citar dois, errrr, ícones dos filmes do gênero. Jon Cassar ganhou o Emmy de melhor diretor em série dramática, a prova de que firulas demais são desnecessárias para deixar o espectador instigado.
Além disso, o protagonista é o asskicker-mor do audiovisual na atualidade: Jack Bauer, carinhosamente chamado de Deus por espectadores mais fanáticos (\o/), ele começou a série “apenas” como um agente federal dos mais competentes, mas com o tempo foi se tornando uma “máquina de resultados” de um frieza assustadora, frieza essa causada por causa da sucessão de eventos própria série – daí a genialidade do trabalho de composição de Kiefer Sutherland. Ele é a mola propulsora da série, tanto que anda influenciando diversos personagens do cinema. Ou alguém ainda não sabe da onde saíram as novas roupagens de Missão Impossível – que pegou mais coisas de Alias, por causa de J.J., mas tá valendo – e – agora sim – James Bond?
Dificilmente o Emmy seria entregue para algo “descerebrado”. Ou seja, a ação pela ação não garantiria nada. Mas eis que entra o mais delicado dos ingredientes: a subtexto político. Depois de quatro temporadas onde terroristas de todas as partes do globo foram usados como ameaça aos EUA – a série deu uma de suas guinadas mais inteligentes e ao mostrar que o perigo pode vim da própria Casa Branca, numa sensação que várias pessoas, principalmente quem não mora por lá, sente todos os dias. Gregory Itzin, na melhor interpretação de sua vida (daquelas que a gente nem precisa ver as outras pra afirmar isso), criou a simbiose perfeita entre Bush e Nixon – refletindo o que um grande número de pessoas pensa de seus governantes, não só os EUA. E o pior/melhor de tudo: ele é facilmente o mais real dentre os presidentes da série, já que não é excessivamente (e utopicamente) correto como David Palmer (e Keeler não chegou a aparecer muito).
Ainda por cima, há o fator “conjunto da obra”, que aqui cai que é uma beleza, já que além de reconhecer os cinco anos de trabalho (da mesma forma que Família Soprano em 2004), o prêmio vai pra aquela que foi realmente a melhor série da temporada.
Foram dois anos seguidos em que o Emmy fez justiça. Mas esse ano a coisa parece ser mais difícil, já que algumas das melhores séries da temporada estão em canais menores, como Battlestar Galactica (Sci-Fi) e Dexter (Showtime). Se bem que a sexta temporada de 24 Horas chega em janeiro nos EUA e em março no Brasil. Até lá, as coisas devem mudar. Ou você ainda duvida da força do “Drop the Gun!”?
Chegou a hora de eleger os melhores da temporada 2005-2006. Depois de assistir as principais série, escolhi os vencedores.
Estou sem muito saco de comentar categoria por categoria, mas quem acompanha meus comentários aqui e no Teleséries, sabe o que eu penso de cada série/ator/atriz premiado(a).
Série Drama
Battlestar Galactica – 2ª Temporada
House – 2ª Temporada
Lost – 2ª Temporada
Prison Break – 1ª Temporada
24 Horas – 5ª Temporada
Série Comédia
Arrested Development – 3ª Temporada
My Name is Earl – 1ª Temporada
Everybody Hates Chris – 1ª Temporada
Extras – 1ª Temporada
The Office – 2ª Temporada
Série Nova
Everybody Hates Chris
Extras
My Name is Earl
Prison Break
Roma
Ator Drama
Edward James Olmos – Battlestar Galactica
Hugh Laurie – House
Julian McMahon – Nip/Tuck
Kiefer Sutherland – 24 Horas
Matthew Fox – Lost
Atriz Drama
Kristen Bell – Veronica Mars
Jennifer Garner – Alias
Joely Richardson – Nip/Tuck
Mary McDonnell – Battlestar Galactica
Polly Walker – Roma
Ator Comédia
Charlie Sheen – Two and a Half Men
Jason Bateman – Arrested Development
Jason Lee – My Name is Earl
Steve Carell – The Office
Zach Braff – Scrubs
Atriz Comédia
Felicity Huffman – Desperate Housewives
Julia Louis-Dreyfus – The New Adventures of Old Christine
Marcia Cross – Desperate Housewives
Tichina Arnold – Everybody Hates Chris
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Ator Coadjuvante Drama
Terry O´Quinn – Lost
Gregory Itzin – 24 Horas
Naveen Andrews – Lost
John Glover – Smallville
Peter Stormare – Prison Break
Atriz Coadjuvante Drama
Chandra Wilson – Grey’s Anatomy
Jean Smart – 24 Horas
Katee Sackhoff – Battlestar Galactica
Kate Walsh – Grey’s Anatomy
Sandra Oh – Grey’s Anatomy
Ator Coadjuvante Comédia
David Cross – Arrested Development
Ethan Suplee – My Name is Earl
Rainn Wilson – The Office
Tony Hale – Arrested Development
Will Arnett – Arrested Development
Atriz Coadjuvante Comédia
Ashley Jensen – Extras
Jaime Pressly – My Name is Earl
Jessica Walter – Arrested Development
Jenna Fischer – The Office
Nicolette Sheridan – Desperate Housewives
Episódio Drama
Alias – “All the Time in the World”
Battlestar Galactica – “Downloaded”
Grey’s Anatomy – “What Have I Done To Deserve This?”
House – “Euphoria”
House – “No Reason”
Lost – “Man Of Science, Man Of Faith”
Prison Break – “Go”
Smallville – “Hidden”
24 Horas – “Day 5: 7:00 A.M.-8:00 A.M.”
24 Horas – “Day 5: 7:00 P.M.-8:00 P.M.”
Episódio Comédia
Arrested Development – “Developement Arrested”
Arrested Development – “S.O.B.s”
Arrested Development – “The Ocean Walker”
Everybody Hates Chris – “Everybody Hates the Pilot”
Extras – “Kate Winslet”
My Name is Earl – “Joy’s Wedding”
My Name is Earl – “Y2K”
The Office – “Christmas Party”
The Office – “Dwinght’s Speech”
The Office – “Take Your Daughter to Work Day”
Elenco Drama
Battlestar Galactica
House
Lost
Nip/Tuck
24 Horas
Elenco Comédia
Arrested Development
Desperate Housewives
Everybody Hates Chris
My Name is Earl
The Office
Ator Convidado
Henry Ian Cusick – Lost
Jeffrey Dean Morgan – Grey’s Anatomy
Martin Sheen – Two and a Half Men
Michael Emerson – Lost
Patrick Stewart – Extras
Atriz Convidada
Charlize Theron – Arrested Development
Kate Burton – Grey’s Anatomy
Kate Winslet – Extras
Kathryn Joosten – Desperate Housewives
Lena Olin – Alias
“This is the longest day of my life.”
Nome: Jack Bauer
Interpretado por: Deus 2*
Série: 24 Horas
Emissora: Fox (EUA); Fox e Rede Globo (Brasil)
O que dizer de Mr. Bauer? Jack é uma lenda, um ícone da cultura pop. O Superman do século XXI. Aquele que sacrifica sua vida pessoal e seu bem-estar físico em busca de um bem maior. Aquele que já morreu e já ressuscitou para salvar os homens e sua própria pele (porque ele pode até ser Deus, mas não é burro de ficar dando bandeira por aí). Aquele que sempre resolve os problemas dos EUA – e conseqüentemente os do mundo – todos os anos. E já fazem cinco.
Falar de Jack Bauer também é falar de Kiefer Sutherland. Que encontrou o papel de sua vida justamente na televisão, depois de uma carreira não muito bem-sucedida no cinema. Sutherland injeta emoção em cada diálogo, em cada ação de seu personagem.
Numa época em que a sanidade mental do Emmy é questionada diariamente, as cinco indicações seguidas de Kiefer são um sinal de que nem tudo está perdido. E se há algo de bom na esnobada de Hugh Laurie, é que ela deixa o caminho livre para Bauer finalmente receber o prêmio máximo de sua carreira.
E por último, mas não menos importante:
“Drop the gun. DROP THE GUN!!!!!!”
Alguém ainda duvida que ele é Deus?
* onde o número 2 não significa necessariamente uma importância menor, apenas que ele é o segundo agraciado com o título de Deus.