Archive for the ‘24’ Category
You are currently browsing the archives for the 24 category.
You are currently browsing the archives for the 24 category.

Homem da Mostarda, uma Lenda da TV
(um texto bem mais curto do que eu estava planejando escrever, mas até eu estou cansando dos meus tratados)
Era uma vez um roteirista/produtor chamado Brannon Braga. Ele é conhecido entre os fãs trekkers como o cara que arruinou a franquia Star Trek (apesar de ter co-escrito o melhor filme d’A Nova Geração ao Lado do Ronald D. Moore). Pois bem, quando Deep Space Nine terminou, Moore (o showrunner) foi transferido para Voyager (que Braga comandava). Após poucas semanas, Moore se demitiu, pois trabalhar com Braga (e seu ego colossal) era insuportável. Resultado: Voyager e Entreprise nunca chegaram a alcançar a notoriedade de (principalmente) The Next Generation e Deep Space Nine (a não ser que você seja um fã da franquia).
(E não é porque que eu gosto do Moore que ele é automaticamente um cara legal – mas por tudo que eu já li e ouvi dele, ele parece ser alguém genuinamente boa praça, ao contrário de tipos como Aaron Sorkin e Matthew Weiner que de acordo com a internet são pessoas intragáveis.)
Depois disso, Braga trabalhou nas duas últimas temporadas de 24 Horas e em Flashforward (não exatamente as melhores coisas para constar no seu portfolio), até que a FOX o chama para comandar ao lado de David Fury, a nova aposta do canal: Terra Nova, série sobre dinossauros e etc. Read the rest of this entry »

24 Horas - ‘Day 5: 7:00 a.m. – 8:00 a.m.’ – Escrito por Howard Gordon. Dirigido por Jon Cassar. Exibido em: 15/01/2006.
Battlestar Galactica – ‘Downloaded’ – Escrito por Bradley Thompson e David Weddle. Dirigido por Jeff Woolnough. Exibido em: 24/02/2006.
Doctor Who – ‘The Girl in the Fireplace’ – Escrito por Steven Moffat. Dirigido por Euros Lyn. Exibido em: 06/05/2006.
Prison Break – ‘Go’ – Escrito por Matt Olmstead. Dirigido por Dean White. Exibido em: 08/05/2006.
House – ‘No Reason’ – Escrito por David Shore e Lawrence Kaplow. Dirigido por David Shore. Exibido em: 23/05/2006.
The Closer - ‘Critical Missing’ – Escrito por James Duff e Mike Berchem. Dirigido por Rick Wallace. Exibido em: 31/07/2006.
Studio 60 of Sunset Strip – ‘Pilot’ – Escrito por Aaron Sorkin. Dirigido por Thomas Schlamme. Exibido em: 18/09/2006.
The Office – ‘Gay Witch Hunt’ – Escrito por Greg Daniels. Dirigido por Ken Kwapis. Exibido em: 21/09/2006. Read the rest of this entry »

Alias – ‘Phase One’ – Escrito por J. J. Abrams. Dirigido por Jack Bender. Exibido em: 26/01/2003.
24 Horas – ‘Day 2: 10:00 P.M.-11:00 P.M’ – Escrito por Robert Cochran. Dirigido por Ian Toynton. Exibido em: 04/03/2003.
The West Wing – ‘Twenty Five’ – Escrito por Aaron Sorkin. Dirigido por Christopher Misiano. Exibido em: 14/05/2003.
Smallville – ‘Shattered’ – Escrito e dirigido por Kenneth Biller. Exibido em: 19/11/2003.
Arrested Development – ‘Pier Pressure’ – Escrito por Jim Vallely e Mitchell Hurwitz. Dirigido por Joe Russo. Exibido em: 11/01/2004. Read the rest of this entry »

A segunda parte do ranking,que vai de maio de 2000 até dezembro de 2002 engloba um número pequeno de séries, já que ela abrange talvez as melhores fazes de Buffy, The West Wing e The Sopranos, além da passagem fulminante de Firefly pela televisão. Vamos aos nomes:
Buffy, The Vampire Slayer – ‘Restless’ – Escrito e dirigido por Joss Whedon. Exibido em: 23/05/2000.
The West Wing – ‘Noël’ – Escrito por Aaron Sorkin e Peter Parnell. Dirigido por: Thomas Schlamme. Exibido em: 20/12/2000.
Buffy, The Vampire Slayer – ‘The Body’ – Escrito e dirigido por Joss Whedon. Exibido em: 27/02/2001.
Futurama -’ The Luck of the Fryrish’ – Escrito por Ron Weine. Dirigido por Chris Louden. Exibido em: 11/03/2001.
The Sopranos – ‘Employee of the Month’ – Escrito por Robin Green e Mitchell Burgess. Dirigido por John Patterson. Exibido em: 18/03/2001.
The West Wing – Two Cathedrals – Escrito por Aaron Sorkin. Dirigido por Thomas Schlamme. Exibido em: 16/05/2001.
Buffy, The Vampire Slayer -’ The Gift’ – Escrito por Joss Whedon. Dirigido por Joss Whedon. Exibido em: 22/05/2001. Read the rest of this entry »

“When you first came to CTU…I never thought it was going to be you that was going to cover my back all those years. And I know that everything that you did today was to try to protect me. I know that. Thank you.”
24 Horas foi a primeira série que acompanhei fielmente (junto de Smallville – mas vamos esconder nossos pecados embaixo do tapete, ok?), lá por 2004, quando a Globo exibiu a primeira temporada no mês de janeiro. O horário era meio ingrato, mas pra um estudante que tinha aulas de março a dezembro, era baba. Vibrava com a peripércias de Jack Bauer dublado (por Tata Guarnieri, que fazia muito bem, antes de ser trocado por pedir aumento) na minha TV de 14 polegadas. Me lembro que no dia da season finale, estávamos visitando uns amigos da família, que tinham uma TV de 29. No último ato do episódio, exigi silêncio absoluto, só faltou eu mandar os donos da casa calarem a boca.
E então as trevas. Pra tirar o atraso em relação à exibição americana, a Globo teve a brilhante idéia de exibir o segundo ano nos domingos a noite, durante o ano de 2004. E aqui no RS, a RBS (transmissora do sinal da Globo) ainda exibia DOIS telejornais depois do Fantástico. O episódio começava lá pela 1 da manha. Inviável pra quem acordava às 6 da matina todo santo dia. Um amigo meu até programava o vídeo pra gravar, mas a bagunça que a emissora fez com os episódios (exibindo os 2 primeiros no mesmo dia, cheio de cortes, problemas no sinal da RBS, etc) me fez praticamente desistir da série. Só fui ver a S2 direitinho em DVD, anos depois. Read the rest of this entry »
Hoje em dia é muito fácil apontar os defeitos de 24 Horas e dar risada deles. Mas quando o programa estreiou (meras semanas depois do 11 de setembro), o formato era inovador. E a coisa ficava ainda melhor quando eles faziam comentários políticos (como nas excepcionais 2a e 5a temporadas).
Com o passar dos anos, Jack Bauer se tornou uma caricatura de si mesmo (o vídeo acima é um hilário exemplo disso – espero até hoje uma variação com o WHO ARE YOU WORKING FROM!?), além das tramas serem cada vez menos verossímeis. Mas eu desenvolvi um método quase infalível pra esse probleminha: ver os episódios em maratona. A série se torna muito melhor quando não analisamos cada episódio individualmente e somos levados pela adrenalina.

Já li algumas coisas (muitas delas equivocadas) sobre a passagem de tempo em 24 Horas. Apresento aqui um cálculo simples e exato para descobrir quanto tempo se passou desde o Day One até o telefilme Redemption, exibido no último domingo na FOX gringa.
Qual o segredo para fazer uma conta tão precisa? Usar os mandatos presidenciais como referência. Read the rest of this entry »

Damages (FX, 07/01) – eu estou muito longe de ser um entusiasta da série (como o Felipe bem explicou), mas só de ver o trailer (sem som), já deu uma vontadezinha de ver a segunda temporada. Pô, tem Marcia Gay Harden, Timothy Oliphant e William Fucking Hurt! Sem falar da Glenn Close e do Ted Danson, que podem ser qualquer coisa, menos atores ruins (vou fazer de conta que a Rose Byrne não existe).
24 (FOX, 11/01) – o sexto ano foi decepcionante, mas eu confio que o tempo de gestação que essa temporada teve vai ajudar bastante. Só espero que a desculpa pra trazer Tony de volta dos mortos (como vilão E de bigodinho) seja suficientemente criativa pra não desviar minha atenção. Read the rest of this entry »
A única coisa que se manteve sempre constante (além de Kiefer Sutherland – mas esse não conta), foi Peter MacNicol, como o Chefe de Gabinete Tom Lennox. Como 9 entre 10 bons personagens, ele não é branco nem sombrio. Tom se situa numa misteriosa zona cinzenta, onde suas decisões podem rapidamente passar do heroismo à pilantragem, de acordo com o que ele acha ser melhor para o páis. E dar algumas das melhores falas da temporada para um personagem desses é sempre um bônus. MacNicol não é nenhum novato, já foi vencedor de Emmy por Ally MacBeal e atualmente faz parte do elenco fixo de Numb3rs.
Que no próximo não tenhamos nada de CTU, incluindo até mesmo Chloe (a reviravolta envolvendo a personagem dela na finale foi de uma picaretagem tremenda). Mas que dêem um jeito de trazer Mr. Lennox de volta, please (nem que seja por um arco).
Coincidência ou não, a última cena da temporada serve como metáfora para o show. 24 Horas se encontra numa encruzilhada. O que irá acontecer? A série se suicidará ou renascerá das cinzas, como Jack Bauer já fez tantas vezes?
Texto publicado originalmente no Teleséries.
Já participei de diversas discussões, tanto aqui no Teleséries quanto em outros sites sobre o tema Cinema X TV. Por incrível que pareça ainda tem gente que simplesmente joga as séries em um patamar abaixo, fechando os olhos para o enorme salto de qualidade (tanto técnico quanto narrativo) que a mídia vem tendo nos últimos anos. E um dos argumentos mais interessantes sobre esse “conflito” é que até mesmo a premiação da TV está se mostrando mais liberal/mente-aberta do que sua contraparte cinematográfica. Vejamos: o Oscar preferiu não dar ao prêmio ao filme que retrata o amor de dois homens (Brokeback Mountain) e entregou-o ao drama racista sobre o racismo (Crash). Uma saída completamente covarde. Enquanto isso, o Emmy premia 24 Horas – série de ação com grande crítica política. Seria muito mais fácil escolher Grey’s Anatomy (que também é uma ótima série, mas não é esse o ponto), drama o sobre a vida – sexual – de médicos internos de um hospital.
Alguns das razões que confirmam o acerto da premiação para 24 Horas este ano:
A série possui cenas de ação com produção e ritmo e cinematográficas – ou até mesmo superiores, já que aqui não temos irritantes câmeras lentas (Michael Bay) ou uma edição altamente masturbatória (Tony Scott), apenas para citar dois, errrr, ícones dos filmes do gênero. Jon Cassar ganhou o Emmy de melhor diretor em série dramática, a prova de que firulas demais são desnecessárias para deixar o espectador instigado.
Além disso, o protagonista é o asskicker-mor do audiovisual na atualidade: Jack Bauer, carinhosamente chamado de Deus por espectadores mais fanáticos (\o/), ele começou a série “apenas” como um agente federal dos mais competentes, mas com o tempo foi se tornando uma “máquina de resultados” de um frieza assustadora, frieza essa causada por causa da sucessão de eventos própria série – daí a genialidade do trabalho de composição de Kiefer Sutherland. Ele é a mola propulsora da série, tanto que anda influenciando diversos personagens do cinema. Ou alguém ainda não sabe da onde saíram as novas roupagens de Missão Impossível – que pegou mais coisas de Alias, por causa de J.J., mas tá valendo – e – agora sim – James Bond?
Dificilmente o Emmy seria entregue para algo “descerebrado”. Ou seja, a ação pela ação não garantiria nada. Mas eis que entra o mais delicado dos ingredientes: a subtexto político. Depois de quatro temporadas onde terroristas de todas as partes do globo foram usados como ameaça aos EUA – a série deu uma de suas guinadas mais inteligentes e ao mostrar que o perigo pode vim da própria Casa Branca, numa sensação que várias pessoas, principalmente quem não mora por lá, sente todos os dias. Gregory Itzin, na melhor interpretação de sua vida (daquelas que a gente nem precisa ver as outras pra afirmar isso), criou a simbiose perfeita entre Bush e Nixon – refletindo o que um grande número de pessoas pensa de seus governantes, não só os EUA. E o pior/melhor de tudo: ele é facilmente o mais real dentre os presidentes da série, já que não é excessivamente (e utopicamente) correto como David Palmer (e Keeler não chegou a aparecer muito).
Ainda por cima, há o fator “conjunto da obra”, que aqui cai que é uma beleza, já que além de reconhecer os cinco anos de trabalho (da mesma forma que Família Soprano em 2004), o prêmio vai pra aquela que foi realmente a melhor série da temporada.
Foram dois anos seguidos em que o Emmy fez justiça. Mas esse ano a coisa parece ser mais difícil, já que algumas das melhores séries da temporada estão em canais menores, como Battlestar Galactica (Sci-Fi) e Dexter (Showtime). Se bem que a sexta temporada de 24 Horas chega em janeiro nos EUA e em março no Brasil. Até lá, as coisas devem mudar. Ou você ainda duvida da força do “Drop the Gun!”?