Archive for the ‘Battlestar Galactica’ Category
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(alguém achava que seria alguma outra coisa, tipo Smallville? HAHAHAHA)
Mas primeiro, alguns recados: essa lista foi feita de forma bem arbitrária, tem uma ou outra série (Buffy, The Office) que subiriam algumas posições se eu reescrevesse a coisa toda. Mas me manterei fiel à relação original.
E mais (se bem que isso é bem óbvio): não existe grandes diferenças entre os nomes da lista. É seguro que eu considero Lost um pouco superior a The Shield. Mas entre séries que estão no mesmo pelotão? Nem perca tempo questionando meus motivos, foi tudo no canetaço.
Em frente.
Uns 98% dos programas que eu assisto, é via indicação (geralmente via as mesmas figurinhas). Porém, nos idos de 2006, eu vasculhava um desses fóruns de obtenção de conteúdo audiovisual, quando vi um tópico com aquele nome pomposo. Nunca tinha lido nada sobre (eu ainda tava na esquema escola, cinema, clube, televisão Lost-24 Horas- Smallville).
Será que tinha a ver com Jornada nas Estrelas? (Na verdade até tinha, mas só fui ler sobre os roteiristas meses depois). Resolvi pegar o piloto, um catatau de três horas de duração.
Episódio vai, episódio vem, e aqui estamos nós. Read the rest of this entry »
Escrito pelo cabeludo da foto ao lado. Dirigido por Michael Rymer.
“I see angels, angels in this very room. Now I may be mad, but that doesn’t mean that I’m not right, because there’s another force at work here. There always has been. It’s undeniable. We’ve all experienced it. Everyone in this room has witnessed events that they can’t fathom, let alone explain away by rational means. Puzzles deciphered in prophecy. Dreams given to a chosen few. Our loved ones dead. Risen. Whether we wanna call that “God” or “Gods” or some sublime inspiration or a divine force that we can’t know or understand, It doesn’t matter, it doesn’t matter. It’s here. It exists. And our two destines are entwined in its force.” -Gaius Baltar
Alguns anos atrás (acho que na estréia da 3ª temporada) fiz um Spoiler Zone para o Teleséries sobre Battlestar Galactica. Nos comentários, alguém perguntou por que eu não me tornava colunista titular da série, já que eu aparentemente gostava tanto do programa. Respondi que não me sentia confiante o suficiente pra destrinchar todos os aspectos filosóficos/metafóricos do show. Hoje em dia eu confio muito mais no meu taco, mas mesmo assim, recomendo fortemente a leitura dos textos do Sepinwall e da Mo Ryan (que é uma graça – quebrou o embargo pra me disse via twiiter [em português!] que havia adorado a primeira metade do episódio), já que não sou muito do tipo de ficar discutindo conjecturas e o sexo dos anjos.
Isso nos leva ao post do blog que o Ron Moore mantinha no site do Sci-Fi Channel, onde ele baba o ovo do David Chase pela series finale de Sopranos, e que ele gostaria de ter pensado na idéia antes (e mesmo que ele tivesse pensado, a série do Chase terminou antes – perdeu preibói). Ou seja, por mais que a resolução tenha sido satisfatória do ponto de vista dos personagens (sabemos o que aconteceu com quase todo mundo), claramente ele quis deixar algumas lacunas. Você pode preenchê-las com a idéia de Deus/alguma manifestação divina/destino/whatever ou ficar de #mimimi dizendo que o cara trapaceou e não fechou todas as pontas. Eu fico com a primeira opção. Read the rest of this entry »
Escrito por Ronald D. Moore. Dirigido por Michael Rymer.
O plano original previa que Daybreak fosse apenas um episódio duplo (4×19-20), mas o roteiro do Moore era tão grande que tiveram que dividir em duas partes – uma simples e uma dupla. É por isso que esta primeira parte acaba de forma quase casual, sem nenhum sinal muito claro de cliffhanger. Trata-se apenas do primeiro ato da história, que, num plano ideal, seria exibida em sua integralidade no mesmo dia.
Boa parte do episódio é dedicada a flashbacks dos principais personagens em Caprica, antes do holocausto: Adama relutando em ir a uma reunião, Roslin perdendo o pai e as irmãs em um acidente de carro, o primeiro encontro de Lee e Kara (através de Zak, que a namorava), Baltar contando com a ajuda de Number Six para lidar com seu pai senil (e a história que ele conta pro Tyrol na terceira temporada sobre ser de um planeta periférico e ter mudado até de sotaque é verdade) e Anders divagando sobre quais são os seus objetivos quando joga pirâmide (na única cena do conjunto que parece ter uma relação com o estado atual do personagem).
Como eu disse acima, o plano original era que fosse apenas um episódio, então a maioria dessas cenas realmente ficaram meio soltas, apesar da maioria delas se sustentar por si só (Roslin entrando na fonte pra afogar as mágoas foi lindo e Caprica ajudando o Baltar Sr. te faz pensar que antes mesmo de Downloaded ela já tinha uma consciência) .
Tirando essas cenas, um bom quinhão da história foi gasto com o Adamão decidindo atacar a ‘colônia’ de Cavil com o que sobrou da Galactica e uma tripulação voluntária, para resgatar Hera. O que causou várias cenas bacanas, como Laura usando suas últimas forças para se levantar de seu leito no enfermaria e se juntar a seu grande amor na batalha final. Read the rest of this entry »
Os critérios são simples. Eram elegíveis cenas de qualquer episódio da série até Revelations, já que de Sometimes a Great Notion em diante, os episódios já possuem suas reviews individuais. Eu optei por representar todas as temporasdas, e não citar mais de um momento de um mesmo episódio, a fim de deixar a lista mais abrangente. E porque 11 e não 10? Porquê a série é tão boa que dez não seriam o bastante. Então chega de conversa. A lista está em ordem cronológica:
1. A Terra não existe – Minissérie (1×00; escrito por Ronald D. Moore; dirigido por: Michael Rymer) – pra quem como eu nunca havia ouvido falar na franquia, já foi um choque “Como assim o Comandante dá aquele discurso grandioso e o objetivo final dele não existe?”. Pior deve ter sido pras viúvas da série original (“COMO ASSIM? O planeta existe na série clássica! O Adama chega a encontrá-lo!”) RDM chegou dando o tom do programa logo de cara. Eventualmente, descobrimos que a Terra de fato existe. Mas o caminho até ela é mais tortuoso do que se imagina.
2. Boomer atira em Adama – Kobol’s Last Gleaming, Parte 2 (1×13; escrito por Ronald D. Moore e David Eick; dirigido por: Michael Rymer) – apesar de não ser um cliffhanger dos mais criativos, serviu pra mostrar que (1) ninguém está a salvo, nem mesmo o fracking leading man da história e (2) apesar de serem um espelho da humanidade, os cylons tem o poder de nos surpreender regularmente. E pô cara, é o Adamão levando dois tiros com tudo. E a lambança que o Tigh fez enquanto o substituiu nos episódios seguintes só enriquece a temática da série. Read the rest of this entry »
Exibido originalmente em 06/03/2009. Escrito por Michael Taylor. Dirigido por Edward James Olmos.
And all hell breaks loose.
Tudo está fora de controle. Ninguém se importa mais com nada. São pensamentos como esse que passaram pela minha cabeça enquanto assistia mais este petardo. Afinal de contas, o novo quórum quer depenar a Galactica antes do cadáver esfriar (e nem Lee consegue acalmar os ânimos, mesmo soltando fogo pelas ventas); Kara nem se importa de fechar a porta do banheiro enquanto conversa com Baltar da mesma forma que não parece se incomodar quando ele propaga aos quatro ventos suas teorias sobre ela (ok, um tapa, mas convenhamos que ela é[ra] capaz de fazer muito mais que isso) e Laura e Bill não se sentem nem um pouco constrangidos de compartilhar um cigarrinho do diabo em plena enfermaria.
Tivemos momentos mais ‘pra cima’, mas eles são apenas interlúdios numa história que dificilmente terá um final feliz, como a própria cena entre Laura e Bill (numa referência a Unfinished Business, que também foi escrito por Michael Taylor) ou Boomer (que no final das contas não é assim uma vaca) se acertando com Hera, para no fim entregá-la à Cavil (e a tal ‘Colônia’ é de dar arrepios).
A despedida começou sete semanas antes, mas o sentimento agora é mais forte do que nunca. Essa será a última vez que veremos Adama e Tigh, sentados lado a lado no sofá do primeiro, compartilhando uma bebida.
Até a series finale tripla.
Escrito por Jane Espenson. Dirigido por Edward James Olmos.
Tetas!
Não são as da Tricia Helfer, mas não deixa de ser curioso notar que, como foi lançado diretamente em DVD, The Plan não precisou se preocupar com classificação indicativa.
(pensando melhor, já que eles mandaram a censura frack itself, bem que poderia haver um pouco mais de tripas – I’m just saying).
The Plan não adiciona absolutamente nada ao universo da série. Eu a patroa demos ao especial o apelido carinhoso de ‘raspa do tacho’, já que é basicamente uma última chance de ver (alguns d)os personagens em cenas inéditas.
O telefilme faz um resumão das principais tentativas cylon de desestabilizar os humanos nas duas primeiras temporadas (a sabotagem das reservas de água, o atentado contra Adamão, o Doral-bomba, etc), mas mostrando o ponto de vista de Cavil, que reuniu um grupinho mirrado de skinjobs (duas Six, um Simon, um Doral e Leoben – além de Sharon) para fazer seu trabalho sujo. Read the rest of this entry »
Exibido originalmente em 27/02/2009. Escrito por David Weddle e Bradley Thompson. Dirigido por Michael Nankin.
Vixe Maria.
Os primeiros vinte ou trinta minutos de Someone to Watch Over Me são enganadores. Você acha que se trata daqueles episódios mais lentos (tipo o da semana passada, só que bom) até que você toma umas pauladas na cabeça no final.
A princípio, parece centrado na Starbuck. Toda a rotina estafante de estar a semanas procurando um restaurante planeta habitável no fim do universo está acabando com ela. Logo após, ela inicia uma série de interações (não sexuais – ó, que maduro da parte dela) com um pianista, que toca “All along the Watchtower” com ela.
O ruim da subtrama toda é que o cara não existe. Caiu naquele clichê irritante de personagem que precisa de alguém imaginário para chegar numa epifania. Qual a epifania? Well, ou ela tem uma estreita ligação com os cylons (Daniel, lembram?) ou o pai dela (que ela projetou no tal piano player, dã) era o Bob Dylan. Ou os dois.
Desde que comecei essas reviews de Battlestar Galactica, não falei nada sobre a trilha. Mas essa é a oportunidade perfeita. Uma salva de palmas para Bear McCreary, por gentiliza. Além das atribuições habituais de trilheiro de uma série semanal (43 minutos POR SEMANA pra musicar, não é brincadeira), ele precisou estar no set para as gravações desse episódio, para auxiliar nas cenas com o piano. O próprio personagem do pianista é baseado nele, e chegaram a cogitar usá-lo para interpretá-lo, mas decidiram pegar um ator profissional na última hora. Read the rest of this entry »
Exibido originalmente em 20/02/2009. Escrito por Jane Espenson. Dirigido por Robert Young.
Hora de despejar o féu.
Quando Ellen (re)acordou pra vida no episódio passado, ela não se tornou necessariamente uma pessoa melhor. Mas com a retomada de sua consciência original, pensei que ela naturalmente estivesse por dentro do grande quadro e fosse capaz de tomar decisões racionais (seja a favor dos cylons ou dos humanos).
Não foi o que aconteceu.
Tudo que ela fez foi azucrinar o coitado do Saul. Jogou na cara da Caprica Six que transou com ele (eu esperaria isso de uma das patricinhas de Gossip Girl, não da pessoa mais bem informada do universo) e ainda por cima ficou fazendo lobby pros cylons voltarem pra baseship não porque achou isso melhor pra sua raça* (como Tory acha, por exemplo), mas porque tava irritadinha com o ex-marido. Deprimente. Até tentaram arrumar isso com o diálogo do Tigh sobre a programação da crença em um Deus único, já que os próprios skinjobs não seriam flor que se cheire. Pra mim não colou.
Não sou de ficar defendendo personagens, mas vamos ao fatos: (1)ela fica enojada que Tigh está morando com uma de suas criações/filhas (uma relação edipiana, mesmo que ele não soubesse disso), mas lembram o que Ellen fazia com Cavil em Nova Cáprica (e isso ainda por cima era um double Edipo)? (2)Ela havia MORRIDO, pombas. Taí um bom argumento contra a ressurreição: ex-esposas sem-noção que voltam do além pra encher o saco. (3) Era ela que dava mais que chuchu em feira durante o casamento deles, não ele. Faça o que digo, não faça o que faço? E a série perdeu uma ótima oportunidade de sugerir que a Six é baseada numa versão mais jovem dela (não sei se é só por causa das visões do Tigh, mas acho as duas parecidas). Read the rest of this entry »
Exibido originalmente em 13/02/09. Escrito por Ryan Mottesheard. Dirigido por Gwyneth Horder-Payton.
“Tudo isso já aconteceu antes e acontecerá novamente. Os cylons foram criados pelo homem. Eles se rebelaram e depois sumiram. Quarenta anos depois eles voltaram. Eles evoluiram. 50.298 sobreviventes humanos caçados pelos cylons. Onze modelos são conhecidos. Um foi sacrificado.”
Ronald D. Moore fez uma escolha. Diante de toda a mitologia cylon que deveria ser revelada nessa última leva de episódios da série, ele tinha duas opções: distribuir essas informações de maneira gradual durante várias semanas ou despejar tudo em apenas uma hora e dedicar os episódios restantes à questões mais filosóficas e dramáticas. Se você está lendo esse texto, já deve saber qual foi a decisão dele.
Até na escolha do roteirista, essa opção fica evidente. Quem é louco o bastante pra prestar atenção nos créditos iniciais viu o nome de Ryan Mottesheard, que nunca escreveu um episódio. Ele trabalha na coordenação de script. Ou seja, apesar de provavelmente não ter as manhas de criar situações e diálogos marcantes como uma Jane Espenson ou um Michael Taylor (que ainda não foram usados esse ano), o cara deve estar por dentro da mitologia da série. E era isso que o episódio precisava.
E ceús, quanta mitologia. Além dos diálogos entre Cavil e Ellen (que recuperou suas memórias depois de ressuscitada), o balaço que Anders levou semana passava ‘destravou’ suas memórias pré-vida em Caprica. Aqui vai um resumo das descobertas – copiadas descaradamente do texto do Sepinwall. Assim como ele, não curto colocar resumos nas minhas reviews. Mas a situação exige: Read the rest of this entry »
Exibido originalmente em 06/02/2009. Escrito por Michael Angeli. Dirigido por Wayne Rose.
Do jeito que a coisa vai, só o Hot Dog chega vivo no último episódio.
Como diria Galvão Bueno, haja coração pra esses episódios finais de Battlestar Galáctica. Tão eletrizante quanto o da semana passada, Blood on the Scales encerrou de vez o arco da rebelião, que sim, acabou, mas não sem deixar conseqüências.
Vamos falar primeiro do que eu não gostei: falsa execução do Adama. Claramente uma cena feita pra mostrar nas promos, óbvio que ele não seria morto aqui (quer dizer, o RDM até tem culhões de matar o velho, mas não faltando tantos episódios pro fim – quem sabe na series finale). Um comentário do blog do Sepinwall matou a charada: Adama nunca seria executado com uma venda nos olhos. E se no review de The Oath eu disse que uma das grandes sacadas era não colocar Zerek e Gaeta como vilões, nesse aqui, por um momento, tinha achado que eles se passaram. “P#tam$rda, o Zerek criou bigodinhos!” – pensei na cena da execução do quórum.
Mas lendo algumas coisas, vi que, embora os atos dele não sejam nada louváveis, ele fez aquilo porque acreditava que estava fazendo o bem (embora o roteiro tenha espertamente colocado ele se intitulando “Mr. President” – fome de poder é o que há). Além disso, se criou um contraste bacana entre as atitudes práticas/realistas dele com a ingenuidade de Gaeta (a vontade dele de dar um julgamento à Adama e não executá-lo o mais rápido possível colocou tudo a perder).
Por falar nele, deu pra sentir que o episódio foi muito mais carinhoso com ele do que com Tom. Com direito a última conversa (com cigarros e cafezinhos) ao lado de Baltar e a última fala do episódio (“It stopped” – que obviamente significa muito mais que o simples fim da dor/comichão na perna dele). Read the rest of this entry »