Archive for the ‘Battlestar Galactica’ Category
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Exibido originalmente em 20/02/2009. Escrito por Jane Espenson. Dirigido por Robert Young.
Hora de despejar o féu.
Quando Ellen (re)acordou pra vida no episódio passado, ela não se tornou necessariamente uma pessoa melhor. Mas com a retomada de sua consciência original, pensei que ela naturalmente estivesse por dentro do grande quadro e fosse capaz de tomar decisões racionais (seja a favor dos cylons ou dos humanos).
Não foi o que aconteceu.
Tudo que ela fez foi azucrinar o coitado do Saul. Jogou na cara da Caprica Six que transou com ele (eu esperaria isso de uma das patricinhas de Gossip Girl, não da pessoa mais bem informada do universo) e ainda por cima ficou fazendo lobby pros cylons voltarem pra baseship não porque achou isso melhor pra sua raça* (como Tory acha, por exemplo), mas porque tava irritadinha com o ex-marido. Deprimente. Até tentaram arrumar isso com o diálogo do Tigh sobre a programação da crença em um Deus único, já que os próprios skinjobs não seriam flor que se cheire. Pra mim não colou.
Não sou de ficar defendendo personagens, mas vamos ao fatos: (1)ela fica enojada que Tigh está morando com uma de suas criações/filhas (uma relação edipiana, mesmo que ele não soubesse disso), mas lembram o que Ellen fazia com Cavil em Nova Cáprica (e isso ainda por cima era um double Edipo)? (2)Ela havia MORRIDO, pombas. Taí um bom argumento contra a ressurreição: ex-esposas sem-noção que voltam do além pra encher o saco. (3) Era ela que dava mais que chuchu em feira durante o casamento deles, não ele. Faça o que digo, não faça o que faço? E a série perdeu uma ótima oportunidade de sugerir que a Six é baseada numa versão mais jovem dela (não sei se é só por causa das visões do Tigh, mas acho as duas parecidas). Read the rest of this entry »
Exibido originalmente em 13/02/09. Escrito por Ryan Mottesheard. Dirigido por Gwyneth Horder-Payton.
“Tudo isso já aconteceu antes e acontecerá novamente. Os cylons foram criados pelo homem. Eles se rebelaram e depois sumiram. Quarenta anos depois eles voltaram. Eles evoluiram. 50.298 sobreviventes humanos caçados pelos cylons. Onze modelos são conhecidos. Um foi sacrificado.”
Ronald D. Moore fez uma escolha. Diante de toda a mitologia cylon que deveria ser revelada nessa última leva de episódios da série, ele tinha duas opções: distribuir essas informações de maneira gradual durante várias semanas ou despejar tudo em apenas uma hora e dedicar os episódios restantes à questões mais filosóficas e dramáticas. Se você está lendo esse texto, já deve saber qual foi a decisão dele.
Até na escolha do roteirista, essa opção fica evidente. Quem é louco o bastante pra prestar atenção nos créditos iniciais viu o nome de Ryan Mottesheard, que nunca escreveu um episódio. Ele trabalha na coordenação de script. Ou seja, apesar de provavelmente não ter as manhas de criar situações e diálogos marcantes como uma Jane Espenson ou um Michael Taylor (que ainda não foram usados esse ano), o cara deve estar por dentro da mitologia da série. E era isso que o episódio precisava.
E ceús, quanta mitologia. Além dos diálogos entre Cavil e Ellen (que recuperou suas memórias depois de ressuscitada), o balaço que Anders levou semana passava ‘destravou’ suas memórias pré-vida em Caprica. Aqui vai um resumo das descobertas – copiadas descaradamente do texto do Sepinwall. Assim como ele, não curto colocar resumos nas minhas reviews. Mas a situação exige: Read the rest of this entry »
Exibido originalmente em 06/02/2009. Escrito por Michael Angeli. Dirigido por Wayne Rose.
Do jeito que a coisa vai, só o Hot Dog chega vivo no último episódio.
Como diria Galvão Bueno, haja coração pra esses episódios finais de Battlestar Galáctica. Tão eletrizante quanto o da semana passada, Blood on the Scales encerrou de vez o arco da rebelião, que sim, acabou, mas não sem deixar conseqüências.
Vamos falar primeiro do que eu não gostei: falsa execução do Adama. Claramente uma cena feita pra mostrar nas promos, óbvio que ele não seria morto aqui (quer dizer, o RDM até tem culhões de matar o velho, mas não faltando tantos episódios pro fim – quem sabe na series finale). Um comentário do blog do Sepinwall matou a charada: Adama nunca seria executado com uma venda nos olhos. E se no review de The Oath eu disse que uma das grandes sacadas era não colocar Zerek e Gaeta como vilões, nesse aqui, por um momento, tinha achado que eles se passaram. “P#tam$rda, o Zerek criou bigodinhos!” – pensei na cena da execução do quórum.
Mas lendo algumas coisas, vi que, embora os atos dele não sejam nada louváveis, ele fez aquilo porque acreditava que estava fazendo o bem (embora o roteiro tenha espertamente colocado ele se intitulando “Mr. President” – fome de poder é o que há). Além disso, se criou um contraste bacana entre as atitudes práticas/realistas dele com a ingenuidade de Gaeta (a vontade dele de dar um julgamento à Adama e não executá-lo o mais rápido possível colocou tudo a perder).
Por falar nele, deu pra sentir que o episódio foi muito mais carinhoso com ele do que com Tom. Com direito a última conversa (com cigarros e cafezinhos) ao lado de Baltar e a última fala do episódio (“It stopped” – que obviamente significa muito mais que o simples fim da dor/comichão na perna dele). Read the rest of this entry »
Exibido originalmente em 30/01/09. Escrito por Mark Verheiden. Dirigido por John Dahl.
Como bem definiu Cardoso (patriarca da meritrocacia informal da internet) em seu twitter, esse aqui foi 42 minutos sem tirar. Episódio daqueles que usamos como argumento para bater no peito e dizer como a série é fantástica.
Muitas cenas OMFG (Kara atirando no soldado que estava PENSANDO em atirar nela, Adamão e Tigh tomando as armas dos guardas, etc). Mas eu me arrepiei mesmo foi quando o Adamão URROU (no melhor estilo Clint Eastwood) quando lhe tomaram a sala de comando.
Esse aqui não teve muitas reflexões (segredinho do Felix? Deve ser aquilo visto em The Face of the Enemy mesmo). Foi ancorado mais no crescente da rebelião e nas cenas de ação e diálogos causadas por ela.
Melhor quote foi do Lee:
“You wanna know why Tom Zarek’s got so much clout in this fleet? Because when you get past the arrogance, he’s right.”
Só numa série como Battlestar Galacitca para os atos dos ‘vilões’ serem totalmente justificados. E o gancho foi cruel, muito cruel. Babando pelo próximo. Só 7 pra acabar!

Escrito por Jane Espenson e Seamus Kevin Fahey. Dirigido por Wayne Rose.
O grande defeito de The Face of the Enemy é saber que usaram um material tão bom em websodes, ao invés de colocá-lo num episódio regular da série.
Os acontecimentos são situados entre Sometimes a Great Notion e A Disquiet Follows My Soul e apesar de não serem essenciais para entender os rumos da série, são a maior exposição que a série já deu à Felix Gaeta. Agora podemos compreender mais claramente as motivações dele em Disquiet. Read the rest of this entry »

Escrito por David Weddle e Bradley Thompson. Dirigido por Michael Nankin.
(SPOILERS, SPOILERS e SPOILERS. Considerem-se avisados.)
Frak you, Sepinwall. Prometi a mim mesmo que não leria os textos dele sobre os episódios finais de BSG antes de escrever os meus. Mas eis que acesso o fórum e leio uma frase dele que se encaixa perfeitamente aos meus pensamentos sobre Sometimes a Great Notion.
Chamou-me a atenção as semelhanças entre BSG e Lost que apareceram mais uma vez (e não falo apenas dos personagens complexos e do fim definido que ambas tem). Assim como na série de J.J.Abrams, a problemática inicial foi se tornando mais complexa com o passar do tempo. Não basta sair da ilha ou encontrar a terra. Os objetivos agora são maiores que esses. Read the rest of this entry »

Damages (FX, 07/01) – eu estou muito longe de ser um entusiasta da série (como o Felipe bem explicou), mas só de ver o trailer (sem som), já deu uma vontadezinha de ver a segunda temporada. Pô, tem Marcia Gay Harden, Timothy Oliphant e William Fucking Hurt! Sem falar da Glenn Close e do Ted Danson, que podem ser qualquer coisa, menos atores ruins (vou fazer de conta que a Rose Byrne não existe).
24 (FOX, 11/01) – o sexto ano foi decepcionante, mas eu confio que o tempo de gestação que essa temporada teve vai ajudar bastante. Só espero que a desculpa pra trazer Tony de volta dos mortos (como vilão E de bigodinho) seja suficientemente criativa pra não desviar minha atenção. Read the rest of this entry »
A segunda parte da quarta e última temporada deve começar a ser exibida em janeiro de 2009. So say we all.
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4×11 – “Sometimes a Great Notion”
Escrito por David Weddle e Bradley Thompson. Dirigido por Michael Nankin.
4×12 - “A Disquiet Follows My Soul”
Escrito e dirigido por Ronald D. Moore.
4×13 – “The Oath”
Escrito por Mark Verheiden. Dirigido por John Dahl.
4×14 - “Blood on the Scales”
Escrito por Michael Angeli
4×15 - “No Exit”
4×16 - “Deadlock”
4×17 – “Someone to Watch Over Me”
4×18 - “Islanded in a Stream of Stars”
4×19 - “Daybreak, Part I”
OBS: primeira parta da series finale.
4×20 – “Daybreak, Part II”
Escrito por Ronald D. Moore.
OBS: segunda parte da series finale. Será um episódo duplo, com aproximadamente 90 minutos de duração.

“Who are these people, how do we want their stories to end, what is it really about? Once we did that, it all broke free. And then it was, “OK, this is what the finale is about.” And the plot was simple, the finale has a fairly simple through-line to it. But it’s really not about that. It’s really about these people you’ve taken this journey with and what the end of their stories are going to be.
So then I went off and wrote it. I didn’t write an outline this time. I had the basic cards in some sort of grouping and I went home with that. I pitched the network and the studio on the story and they loved it. I started to write it, and I wrote it sort of very organically. I’d write a scene, write what the next scene should probably be, then the next scene, the next scene. I just kept doing that and never went back. Just wrote it in one pass.
I finished my rough draft on a Friday and it was at 130 pages. I spent Saturday cutting 20 pages out and I turned it in Sunday and just waited to see what the reactions were. I went up to Vancouver and I started getting feedback kind of quickly – everyone wants to read the finale.
I was very not emotionally engaged with it, truth to tell. It was [a case of,] “I just have to write this,” and I was having to balance “Caprica” and “Virtuality” and getting really annoyed when everybody was interrupting me. I was just like, “Leave me alone, I’ve got to write this.”
Then I started hearing the actors were saying, “I was on the plane and I was crying and the guy next to me didn’t know what was wrong with me.” People were having these emotional responses, it was like, everybody was having this intense emotional reaction to it. And was just like, “Oh geez. Well, this is good.” But it still wasn’t hitting me.
It hit me when I was sitting in the pre-production meeting for the finale with all the department heads. The first assistant director goes through the script, you’re going through each scene, [and for example, he says,] “OK, we’re in CIC and Adama is there and Tigh is there and we need a stunt player.” It’s very businesslike, talking about how we’re going to make this. It’s essentially walking you through the script to see what it’s about.
And I’m sitting there, and we got to the end, and he started going through the last 10 pages, and I started to cry [Moore got choked up at this point, and his eyes got misty.] I was sitting there and it was… it was very…. it was hard. It was really the end.”
——
Gênio.
Fonte: Chicago Tribune.
Quem conhece a trajetória de Ronald D. Moore sabe que ele não possui nenhuma predileção por finais felizes. Ao contrário, ele aprecia desfechos sombrios que deixam o expectador com a pulga atrás da orelha.
E qual não foi a minha surpresa ao ver que o Sepinwall fez a mesma associação que eu sobre os segundos derradeiros do episódio. Aliás, nós concordamos em aproximadamente 92,39% sobre esse primeiro arco da quarta temporada de Battlestar Galactica que se encerrou na última sexta. Esse foi o principal motivo pra eu não ter escrito sobre a série ultimamente. É só ir ao blog dele pra ler algo muito similar aos meus pensamentos e com uma argumentação muito superior. Read the rest of this entry »