Archive for the ‘Buffy – The Vampire Slayer’ Category
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Homem da Mostarda, uma Lenda da TV
(um texto bem mais curto do que eu estava planejando escrever, mas até eu estou cansando dos meus tratados)
Era uma vez um roteirista/produtor chamado Brannon Braga. Ele é conhecido entre os fãs trekkers como o cara que arruinou a franquia Star Trek (apesar de ter co-escrito o melhor filme d’A Nova Geração ao Lado do Ronald D. Moore). Pois bem, quando Deep Space Nine terminou, Moore (o showrunner) foi transferido para Voyager (que Braga comandava). Após poucas semanas, Moore se demitiu, pois trabalhar com Braga (e seu ego colossal) era insuportável. Resultado: Voyager e Entreprise nunca chegaram a alcançar a notoriedade de (principalmente) The Next Generation e Deep Space Nine (a não ser que você seja um fã da franquia).
(E não é porque que eu gosto do Moore que ele é automaticamente um cara legal – mas por tudo que eu já li e ouvi dele, ele parece ser alguém genuinamente boa praça, ao contrário de tipos como Aaron Sorkin e Matthew Weiner que de acordo com a internet são pessoas intragáveis.)
Depois disso, Braga trabalhou nas duas últimas temporadas de 24 Horas e em Flashforward (não exatamente as melhores coisas para constar no seu portfolio), até que a FOX o chama para comandar ao lado de David Fury, a nova aposta do canal: Terra Nova, série sobre dinossauros e etc. Read the rest of this entry »

A segunda parte do ranking,que vai de maio de 2000 até dezembro de 2002 engloba um número pequeno de séries, já que ela abrange talvez as melhores fazes de Buffy, The West Wing e The Sopranos, além da passagem fulminante de Firefly pela televisão. Vamos aos nomes:
Buffy, The Vampire Slayer – ‘Restless’ – Escrito e dirigido por Joss Whedon. Exibido em: 23/05/2000.
The West Wing – ‘Noël’ – Escrito por Aaron Sorkin e Peter Parnell. Dirigido por: Thomas Schlamme. Exibido em: 20/12/2000.
Buffy, The Vampire Slayer – ‘The Body’ – Escrito e dirigido por Joss Whedon. Exibido em: 27/02/2001.
Futurama -’ The Luck of the Fryrish’ – Escrito por Ron Weine. Dirigido por Chris Louden. Exibido em: 11/03/2001.
The Sopranos – ‘Employee of the Month’ – Escrito por Robin Green e Mitchell Burgess. Dirigido por John Patterson. Exibido em: 18/03/2001.
The West Wing – Two Cathedrals – Escrito por Aaron Sorkin. Dirigido por Thomas Schlamme. Exibido em: 16/05/2001.
Buffy, The Vampire Slayer -’ The Gift’ – Escrito por Joss Whedon. Dirigido por Joss Whedon. Exibido em: 22/05/2001. Read the rest of this entry »
Nos idos de 2008, publiquei uma relação com meu 50 episódios prediletos de seriados. Três anos depois, decidi incrementar a coisa. Mantive os 50 originais (não tem nenhum deles que me ofenda a inteligência, nem mesmo os de Smallville – eu juro, os episódios são ótimos!) e cataloguei outras cinquenta nomes que estão no meu rol sagrado. Tentei diversificar bastante a lista (provavelmente alguns episódios de Sopranos ou The Wire são melhores no meu gosto do que algumas escolhas mais questionáveis – tipo Smallville), mas invariavelmente existem alguns roteiristas (os usual suspects de sempre) e até mesmo diretores que se repetem. Coloquei comentários em alguns dos escolhidos, pra dar um saborzinho especial, alem de dividir a lista em cinco partes. Sim, você leu certo. Um conteúdo requentado será remontado em capítulos diferentes! É o meu Vale a Pena Ver Denovo particular.
Em ordem de exibição:

(a fotinho é cortesia do AV Club)
Seinfeld – ‘The Pony Remark’ – Escrito por Larry David & Jerry Seinfeld. Dirigido por Tom Cherones. Exibido em: 30/01/1991.
(a gênese, pelo menos para mim [é uma lista pessoal, etc] do humor de constrangimento. Adoro quotar a tia do Jerry. ‘I had a pony, my sister had a pony…’)
Seinfeld – ‘The Chinese Restaurant’ – Escrito por Larry David & Jerry Seinfeld. Dirigido por Tom Cherones. Exibido em: 23/05/1991.
(O Cidadão Kane das sitcoms.)
Star Trek, The Next Generation – ‘The Inner Light’ – Escrito por: Morgan Gendel e Peter Allan Fields. Dirigido por Peter Lauritson. Exibido em: 01/06/1992.
Seinfeld – ‘The Contest’ – Escrito por Larry David. Dirigido por Tom Cherones. Exibido em: 18/11/1992.
(Uma das coisas legais de se ter uma série de sucesso – em tempos pré-HBO – era que você não tinha limites, vide Arquivo-X com os episódios malucos do Darin Morgan, ER soltando um fuck no horário nobre ou uma sitcom familiar (?) ‘falando’ sobre masturbação.) Read the rest of this entry »
(Tudo revisto, etc).
5×10 – Into the Woods - **/**** – Viva, ele foi embora! Próximo. Mas a participação do Xander é massa.
5×11 – Triangle – **/**** – HELLOOOOO! GAY NOW!
5×12 – Checkpoint – ***/**** - Vale pelo discurso da Buffy no final e pela revelação feita por Quentin.
5×13 – Blood Ties - ***/**** – O Spike dá uma nos dedos da Buffy que é a coisa mais linda.
5×14 – Crush - ***/**** – Não tão bom quanto Fool For Love, mas como é bom ver que eles conseguiram encaixar o Spike de maneira mais eficiente na narrativa, em comparação com a temporada anterior. O mesmo vale pro Giles, que deixou de ser um tiozinho aposentado.
5×15 – I Was Made to Love You - ***/**** – sim, é um filler sem vergonha. Mas eu acho que tem uma sensibilidade tocante.
5×16 – The Body – ************/**** – já disseram tudo sobre esse aqui. Gostaria de agredecer o pessoal que ripou o episódio por manter a faixa de comentário! É ótimo ouvir o Joss falando sobre a obra-prima dele, não se trata de uma explicação sobre (já que o episódio é bem literal), mas sim do fluxo de pensamento do cara, das dificuldades em escrever/filmar tudo, etc.
5×17 – Forever - ***/**** – se The Body é, bem, The Body, esse aqui é um episódio mais tradicional sobre a dor de perder alguém. Sequência final entre Buffy e Dawn é de escorrer lagriminha.
5×18 – Intervention - ***/**** – “His hair grows straight up and he’s bloody stupid.” – You gotta love Spike.
5×19 – Tough Love – ***/**** – Dark Willow, yeah! Pelo menos por enquanto…
5×20 – Spiral - ***/**** – Fui só eu que lembrei de Monty Python quando viu aquele monte de homem vestido de cavaleiro medieval? NI!
5×21 – The Weight of the World – cochilei nesse aqui, mas é bom e tal. Efeito do chá de camomila.
5×22 – The Gift – ****/**** – bom, tem a troca de diálogos mais doce/melancólica de todos os tempos: “Garotas inteligentes são sensuais!” “Pena você não ter pensado assim na décima série”. Snif, snif. Deve ter doído ainda mais pra quem passou anos vendo essa série, e não para ogros como eu que consomem tudo em dois meses. Mas tem muito mais: a cold open que parece uma cena extraída do piloto, mas que é elegantemente encaixada no episódio, Buffy e Giles discutindo a quantidade de apocalypses que eles já impediram, e Spike (ah, Spike). De partir o coração ele vendo o corpo da Buffy no final. E vai ter culhão pra terminar uma série assim lá na casa do baralho. Digo mais: um dos poucos episódios que eu posso dizer com propriedade que melhoram numa revisitada.
/5×06 – Family – ***/****/ – Aqui nós temos um pouco da visão (que não é lá das mais originais, admito) de Whedon sobre a família: aqueles que nós escolhemos podem ser muito mais importante do que os laços de sangue. Isso também se nota em Firefly/Serenity e nos episódios finais de Dollhouse, o companheirismo dessas pessoas é o mais puro amor fraterno.
/5×07 – Fool for Love - ***/****/ – além do já famoso roteiro/argumento, com seus diálogos e círculos narrativos formidáveis (“You are beneath me”, etc) e da interpretação tocante de Marsters (a Dani chorou no final desse aqui e não no anterior), tem um outro aspecto gritante (que ela me mostrou): a sequência do metrô/fundos do Bronze é brilhantemente montada.
/5×08 – Shadow – **/****/ – a explicação pro nome do episódio é a última coisa que você esperaria de uma série de fantasia. Tem também o Riley indo pro lado negro da força, mas quem ainda se importa com ele?
/5×09 - Listening to Fear/ – **/**** – nenhum episódio é mais X-Files que esse: citaram até Tungunska (pro delírio de certas pessoas). Mas meio bobinho, overall. (ver todo o arco envolvendo a doença da Joyce é dar aquela dorzinha do coração, mas por mais sensível que seja a abordagem, é sempre um golpe baixo com a audiência – tipo a demência da vó do Matt em Friday Night Lights).
Cara, como é bom rever um programa como esse que tem tantas camadas depois de algum tempo. Tipo, três anos atrás o meu ouvido não era tão bom pra inglês como é hoje, e eu perdi sacadas ótimas como o Spike dizendo que vai beber um ‘pint of blood’, o tipo de piada que é intraduzível.
Cheguei também na parte da série em que já havia começado a lançar as notas no finado blog. E na época eu ainda era mais chato. Daonde que The Wish merecia só **?
E a Dani viciou completamente. Nsse último fim de semana foram 16 episódiós. Ela deixou pra trás até o nascimento do neném do Jim e da Pam.
Daí que comecei a rever Buffy (dessa vez com a Dani ao lado).
A primeira temporada é bacaninha, mas nada demais (é Joss Whedon empilhando os tijolinhos, delimitando os personagens, yada yada yada). Mas na segunda o bicho começa a pegar (só lembrando que eu considero a série uma escadinha até o sexto ano).
O episódio que nós vimos por último, School Hard dá pra ser considerado o ‘começo definitivo’ da série. É a apresentação do personagem mais legal de todos. Spike é o exemplar perfeito de personagem Whedoniano. Anti-herói (ou por enquanto, vilão), mas com muita graça e tiradas geniais, sem contar o background dele que iremos descobrindo aos poucos.
Tem como não ouvir “You were my Yoda!” e não cair na gargalhada? E o que ele faz na última cena do episódio?
Miacabo.
Se é pra desrespeitar as regras, que seja no início, certo?
Acontece que Buffy se encontra bem no meio do caminho no que diz respeito ao período de exibição, já que cada uma das metades da série se coloca em uma década. E apesar da primeira metade conter as temporadas que se tornaram mais clássicas, eu gosto muito mais da perna final do programa.
É lá que estão alguns dos melhores episódios, como Restless, The Body e Once More, With Feeling (Hush não entrou por pouco!), além da melhor temporada de todas, a sexta, que deve ser uma das coisas mais deprê já feitas na TV. Cara, é muita merda jogada no ventilador. O Whedon chega ao cúmulo de (SPOILER GIGANTESCO ATÉ O FINAL DO PARÁGRAFO incluir nos créditos iniciais um personagem que foi recorrente por uns 3 anos para matá-lo no final do mesmo episódio. Isso que é humor negro. Read the rest of this entry »
Muito tempo atrás, quando eu ainda tinha saco pra escrever longos textos sobre as séries que eu assistia (exemplos aqui e aqui), eu planejava fazer um sobre Buffy – A Caça Vampiros. Um dos assuntos que eu comentaria seria o fato de que as principais séries que estão no ar hoje tem pelo menos um roteirista que passou pela série. Duvida? Então vamos lá: Jane Espenson (Battlestar Galactica [sendo que ela escreveu pra Gilmore Girls por um tempo]), David Fury (24 Horas, e um pouco antes disso, Lost – onde conseguiu uma indicação ao Emmy), Drew Goddard (Lost), Douglas Petrie (escreve pra CSI e é consultor de Pushing Daisies), Drew Greenberg (Dexter).
E chegamos em Marti Noxon. Ela teve uma rápida passagem por Grey’s Anatomy (onde co-escreveu a fatídica terceira parte da trilogia do acidente naval). Mas eis que vejo o nome dela como Consulting Producer nos últimos episódios Mad Men e como roteirista itself (ao lado de Matt Weiner) no episódio da semana passada (que foi ótimo, por sinal).
Tio Joss fez escola.
Então chegou a hora. Depois de mais de duas horas elaborando a lista, cheguei naqueles que hoje são os 50 melhores episódios de seriados que a TV já produziu. Eu creditei o(s) roteirista(s) e o diretor de cada um deles, bem como adicionei a data de exibição original (e é esse o critério usado para postar os nomes – porque eu honestamente não conseguiria separá-los em ordem de preferência). A idéia é ir atualizando a relação de tempos em tempos, conforme eu vá assistindo mais coisas. Mas vamos ao que interessa: Read the rest of this entry »