Archive for the ‘Cinema’ Category
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Beijos e Tiros é das melhores comédias da década. Provavelmente a melhor, se descontarmos todos os filmes da trupe do Judd Apatow. Revi hoje com a Dani e continua engraçadíssimo.
Aqui vai um dos (vários) grandes momentos. Não recomendo muito pra quem ainda não assistiu. A não ser que você seja uma das 53 pessoas do planeta que ainda não segue as minhas sugestões. Nesse caso, assista, comprove que (mais uma vez) eu tenho razão, e vá correndo dar um jeito de assistir essa jóia.

A segunda nerd mais bonita de todas.
Estou reassistindo os filmes do Harry Potter junto com a Dani. Rápidos comentários sobre cada um deles:
Pedra Filosofal/Câmara Secreta – junte dois livros bem bons (mas ainda longe do nível de excelência que a Rowling alcançaria logo em seguida) com um diretor quadradão como o Columbus e você tem filmes divertidos, mas sem nada de especial. É suficiente em apresentar os personagens (o elenco ajuda – Alan Rickman GÊNIO). E obviamente, se beneficia do fato das fontes serem livros bem enxutos, sem precisar de muitos cortes.
Prisioneiro de Azkaban – Cuarón é mestre. Tudo bem que a partir desse aqui, os livros também se tornam mais interessantes (e grossos), mas cinematograficamente falando, esse aqui é de fazer inveja aos anteriores. Direção (os enquadramentos mais bonitos da franquia, de muito longe), fotografia, edição (viagens no tempo em um filme para crianças – acessível mas ainda bem feito). Gary Oldman como Sirius Black é um achado, somado aos aproximadamente 32.245 atores de renome escalados para interpretar professores. Read the rest of this entry »
Religulous (Larry Charles) – Não espere qualquer tipo de aprofundamento ou grandes linhas de argumentação. O filme consiste em ficar pulando de tópico em tópico (e de religião em religião) toda hora. Tudo que Bill Maher faz é tocar o terror em que acredita em Deus e nos principais dogmas de diversas igrejas (e mesquitas, e sinagogas). Grande uso da montagem (as ‘ceninhas’ colocadas entre as entrevistas são quase tão engraçadas quanto os comentários ácidos de Maher). Não vai fazer nenhum crente virar ateu, mas proporciona boas risadas à quem não leva a existência divina muito a sério.
For the Bible Tells Me So (Daniel G. Karslake) – Esse trata de um tema específico: pessoas criadas em lares cristãos que de descobrem como homossexuais. A riqueza da argumentação (destaque pra animação) e a trajetória de diversos pessoas (o meu preferido sendo o bispo luterano) torna esse aqui mais forte que o anterior, ainda que menos divertido.
Forma uma ótima sessão dupla. Tem ainda mais dois docs envolvendo igreja que eu quero ver: Deliver Us From Evil (sobre pedofilia entre padres) e Jesus Camp (acampamentos cristãos).
O Leitor (Stephen Daldry) – A Winslet tá foda e o escambau. Mas é um trabalho bem discreto, não é aquela típica atuação vencedora de Oscar, que chama a atenção para si mesma (como o caso de Foi Apenas um Sonho). Mas como a principal rival dela tá fazendo praticamente uma caricatura, acho que o carequinha dela tá garantido. Já o filme…é um drama, mas não é um melodramão, sabe? É seco, discreto (como a atitude da personagem da Winslet, discrição essa que é essencial pro desenrolar da história). Muito bom de acompanhar. Só o segredo da Hanna que dá pra matar na hora, mas nem é algo que incomode. E sério, deêm um Oscar pro Ralph Finnes de uma vez. E é impossível não quotar o Gervais: “Well done Winslet. I told you, do a Holocaust movie and the awards come, didn’t I?
A Troca (Clintão) – Filme de sequestro, filme de polícia corrupta, filme de manicômio, filme de manicômio, filme de serial killer e filme de julgamento. Esqueci de alguma coisa? Só o Tio Clint pra amontoar esse monte de subgêneros e sair alguma coisa boa. E ele anda cada vez mais ligado à estética de um cinema que não volta mais. Tanto o logo no começo desse (Universal) quanto o de Gran Torino (Warner) são vintage. Uma delícia. Baita surpresa, considerando que o trailer anunciava uma porcaria.
Simplesmente Feliz (Mike Leigh) – Uma bela de uma porcaria. Fui obrigado a dar um WO com menos de 30 minutos de filmes. Não curto fazer isso, mas a fita era tão chata que me deixou anestesiado, me obrigando inclusive a dormir mais cedo. E se eu assistisse mais um pouco, iria bater com a cabeça na parede, de tão chatonilda que a personagem da Sally Hawkins é.
O Casamento de Rachel (Jonathan Demme) – Dessa onda de ‘filmes independentes sobre famílias desajustadas’, deve ser um dos melhores. Anne Hathaway = UAU. Oscar pra guria Só não precisava da escola de samba.
Roger Deakins – Diretor de Fotografia (8 indicações) – o nível de injustiça com o Deakins está atingindo níveis scorsesianos. Como bem disse o Felipe, o cara já fez filme de tudo que é jeito. Pra ter uma idéia, três dos filmes ‘de Oscar’ de 2008 foram fotografados por ele (Dúvida, O Leitor e Foi Apenas um Sonho). Ano passado ele tinha uma boa chance com o filme que todos sabiam que faturaria Melhor Filme, mas danou do coitado receber duas indicações. Uma anulou a outra e o resto é história.
Alexandre Desplat - Compositor (2 indicações) – faz parte da nova geração. Dado que o Gustavo Santaolla já tem duas estatuetas, eu acho que hora de distribuir a riqueza.
Danny Elfman (4 indicações) – num mundo perfeito, ele vai ganhar no mesmo ano que o Burton e blá-blá-blá. E tipo, nós vivemos em um universo em que até o Hans Zimmer já ganhou um Oscar. Pela nonagésima terceira vez, oremos.
Michael Giacchino - Compositor (1 indicação) – um dos meus prediletos. Tenho todas as trilhas dele no HD e o escambau. O rapaz tem futuro.
James Newton Howard - Compositor (8 indicações) – mais um trilheiro injustiçado, etc.
Aaron Sorkin (3 indicações ao Globo de Ouro, 1 vitória no WGA, 6 Emmys) – Que fique bem claro que isso é puro wishful thinking. Mas até tem fundamento. Ele já escreveu um filme (de qualidade questionável, diga-se) indicado ao Oscar de melhor filme, e foi script doctor de A Lista de Schindler. Certamente ele não vai ganhar nem prêmio da associação de bairro com o filme sobre o Facebook. Mas espero que ele ressurja das cinzas.
Emmanuel Lubezki - Diretor de Fotografia (4 indicações) – Malick, Cuaron, Irmãos Coen, Mann, Button. Esse ano sai o novo do Malick, fotografado por ele. E filmes do Malick sempre são um ótimo showcase para DF.
Peter Morgan (2 indicações) – se é pra premiar um ‘playwriter que virou screenwriter, que seja esse aqui, e não o John Patrick Stanley, né, Em 2009 tem The Damned United, dirigido pelo Tem Hooper (John Adams) e novamente com o Michael Sheen (Tony Blair, David Frost).
Kevin O’Connell – Engenheiro de Som (20 indicações) – em 2007, logo após perder o Oscar pela 19ª vez, sua mãe faleceu. Afinal de contas, quem quer ser parente de alguém que perde o Oscar 20 vezes?
Wally Pfister (3 indicações) – parceiro do Chris Nolan. Foi indicado por Batman Begins e O Grande Truque, filmes sem uma recepção muito calorosa por parte das premiações. Ou seja, eles gostam dele.
Alfonso Quaron (2 indicações como montador, 1 como roteirista) – dentro os mexicanos, me parece o mais afinado com os gostos da academia (o cinema do Del Toro tem muitos elementos fantásticos – lembram da derrota dele em filme estrangeiro por Labirinto do Fauno?). Agora só falta ele começar a ser indicado como…diretor.
Christopher Nolan (1 indicação como roteirista) – esse ano não deu. Mas ele já foi indicado pelo roteiro da Amnésia (e foi lembrado pelo DGA pelo mesmo filme). Os próximos filmes-que-não-sejam-Batman dele tem boas chances. Mas se nem O Cavaleiro das Trevas teve força pra entrar, é melhor desistir dos superheróis, pipou.
David Fincher (1 indicação) – uma das maiores interrogações da última década. O cara podia tranquilamente ter sido indicado por Seven, Clube da Luta e Zodíaco. Pior, reconhecer justamente o filme mais fraco da carreira dele pode ter criado um precedente. Na avidez de ganhar uns carecas, o cara pode enveredar de vez para filmes com sabor de pastel de vento. Um perigo.
David Lynch (3 indicações como diretor e 1 como roteirista) – com exceção de Homem Elefante, as indicações de Lynch foram no famoso fifth spot, destinado a diretores com filmes mais autorais e com poucas chances de vencer. Somado ao fato dos filmes recentes dele estarem cada vez mais despirocados (sitcom. de. coelhos.), eu duvido que o tio tenha chances, exceto se resolver fazer mais filmes como A História Real.
Fernando Meirelles (1 indicação) – A favor: diretor sul americano com ar de revelação justamente incensado pela crítica.; já conseguiu um Oscar de atuação pra um atriz de um filme seu; indicado ao prêmio de direção por um filme que não seja falado em inglês (o que não é comum). Contra: o financiamento de seus filmes não vem de Hollywood. Ele pode ser visto dissidente para alguns. Read the rest of this entry »
Anne Hathaway (1 indicação) – foi foda catar nomes de candidatas mulheres, hein. A competição do lado feminino é bem mais fraca do que no lado dos homens (só olhar o número de indicações de Cate Blanchett, Kate Winslet e Meryl Streep nos últimos anos que dá pra entender). Enfim, a Hathaway é tão novinha e tão bonitinha que minha sugestão pra ela seria interpretar uma personagem feia e/ou velha que o Oscar vem rapidinho. E também parar de fazer comédias de gosto duvidoso. Eddie Murphy descobriu isso recentemente da pior maneira possível.
Brad Pitt (2 indicações) – Brad Pitt tem cara daqueles galãs que ganham quando estão lá pela casa dos 60 anos mais pelos ‘serviços prestados ao cinema’, do que pela atuação no filme em questão. Mas acontece que o moço anda se esforçando pra encontrar papéis fora do circuito dos blockbusters. O último pipocão rasgado que ele fez foi Sr. e Sra. Smith, em 2005. De lá pra cá ele trabalho com Fincher, Soderbergh, Inaratu, Irmãos Coen, Dominik e Tarantino. Nada mal. Mas o cinéfilo dentro de mim quer que ele ganhe o prêmio por um filme do Fincher (algo melhor que Benjamin Button, obviamente).
Edward Norton (2 indicações) – O cara é dono da segunda melhor atuação sem mostrar o rosto de todos os tempos (a primeira é do Jack Bauer). E ainda tem A Outra História Americana. A Última Noite e Clube da Luta. Fora que o cara foi indicado pelo primeiro filme dele. Não é pouca merda.
Gary Oldman (nenhuma indicação) – um puta de um character actor, com vários papéis maravilhosos. O cara é tão bom que até em blockbusters ele brilha. Exemplos: Harry Potter, Batman (onde ele ta melhor que o Ledger – sim, eu sei). Eu imagino um cenário onde ele ganhe na sua primeira indicação (a la Forest Whitaker). Read the rest of this entry »

O Vinicius me passou um memê bem bacana: os injustiçados no Oscar. Mas até pela natureza da brincadeira, eventualmente esses nomes começarão a se repetir. Então bolei algo diferente. Fiz 3 listas de candidatos prováveis a uma estatueta nos próximos anos/décadas: uma de diretores, uma de atores/atrizes e uma do ‘resto’ (diretores de fotografia, compositores, etc). Não se trata de uma lista de injusticaçados (claro, há muitos nomes que poderiam ter ganhado alguma coisa já), mas de pessoas que construiram/estão construindo um portfolio que resultará num carequerinha mais cedo ou mais tarde.
Entonces, os próximos três posts do blog serão sobre isso. Cada uma com seus respectivos comentários.
O Curioso Caso de Benjamin Button (David Fincher) – Um bom e velho pastel de vento. Altamente constrangedor o Fincher ser indicado ao Oscar por esse aqui ao invés de algum dos seus filmes anteriores (e com um agravante: Zodíaco e Seven são muito mais Academy-friendly do que, digamos, um Extermínio ou Paranoid Park). Brad Pitt decente, mas novamente, nada comparado às outras parcerias deles com o diretor. Parte técnica não e nada demais. E as comparações com Forrest Gump são meio preguiçosas, né? Ponto alto do filme é o Benjamin narrando o acidente (“se tal coisa não tivesse acontecido”). Só.
O Lutador (Darren Aronofsky) – Filmão. O melhor dessa safra do Oscar (Batman e WALL-E não contam). Tirando o tique do diretor de ficar filmando o pessoal de costas com a câmera na mão, não tenho nada a reclamar. Pra quem tava fazendo o Wolverine engolir leite de pau a coisa de dois anos atrás, é uma evolução notável. Mickey Rourke fudidamente bom. Ele fez o que eu duvidava: igualou o nível do Frank Langella em Frost/Nixon. E a Tomei é uma tiazona altamente pegável, hein. Momento genial: NINTENDINHO! Outra cena foda foi ele entrando na padaria do supermercado pra trabalhar pela primeira vez. E ganha pontos extras por terminar no momento perfeito.
Dúvida (John Patrick Shanley) – Ugh, medíocre. A melhor coisa não são nem as atuações como todos dizem, mas sim o casting em si. Já que o trio principal já cansou de oferecer trabalhos melhores. Amy Adams voltou a fazer a jovem inocente (depois de já ter feito um papel diferente no divertido Miss Pettigrew Lives for a Day, inédito no Brasil). Meryl Streep interpreta uma bruxa-má saída de um desenho da Disney (cena constrangedora do ano: trovão logo após ela dizer “Sim”). Tá, o PS Hoffman tá bem (mas é menos pela composição dele e mais pela cara de padre pedófilo que ele tem mesmo) e a Viola Davis meio que rouba o filme em uma cena, mas nada que tenha me impressionado. A fotografia (do Deakins!) é feia, não conseguindo perder o ranço de adaptação de peça de teatro. E pelamor, orquestrar todo o filme em torna do tipo de estratégia usada pela personagem da Streep em pleno século XXI é o ó. Que indacassem o roteiro do Batman, e não esse troço.

Filme – O Nevoeiro

Diretor – Andrew Stanton - WALL-E

Roteiro Adaptado - Queime Depois de Ler

Roteiro Original – Na Mira do Chefe

Elenco – O Cavaleiro das Trevas