Archive for the ‘Friday Night Lights’ Category
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Nota: ainda não assisti Life’s Too Short, Homeland e Boardwalk Empire. Game of Thrones e The Walking Dead? Não, obrigado. Mesma coisa pra Sons of Anarchy (essa mais pelo fato do Kurt Sutter ser um escroto, mas a terceira temporada não ajudou muito). Friday Night Lights quase entrou, assim como Fringe.
11 – Futurama (Comedy Central) – não está recebendo toda a atenção que merecia. Mas depois que a animação ressuscitou dos mortos na TV fechada, os episódios se tornaram mais edgy e muito mais referenciais. Case in point: a finale dessa temporada, que contou três histórias com estéticas diferentes: desenho animado dos anos 30, anime futurista (é, Community não inventou a roda) e videogame de baixa resolução (tipo Atari). Estripulias como essa tendem a ter maior aceitação em canais pagos (case in point: Community).
10 – Happy Endings (ABC) – filho direto de Friends e How I Met Your Mother (quando esta ainda era assistível), HE não se prende tanto nas travessuras narrativas da segunda, mas sim pelo texto afiadíssimo (quem não tem pelo menos um nivel intermediário de inglês e de cultura geral ianque perde uma fatia gorda das piadas) e pelo elenco que sabe o que está fazendo. Quem diria que a Kim Bauer seria uma ótima atriz de comédia?
09 – Justified (FX) – sabe quando determinada série faz o pulo do gato, quando passa de programa bacaninha para algo obrigatório? Foi o que aconteceu no segundo ano de Justified. Os episódios isolados que não eram assim tão legais saíram fora, e fomos introduzidos a arcos relevantes sobre Raylan Givens, Boyd Crowder e a sensacional Mag Bennet (divinamente interpretada por Margo Martindale).
08 – Doctor Who (BBC) – Steven Moffat é o melhor roteirista de todos os tempos do último ano. O problema é que ele não escreve todos os episódios. A trama e as soluções apresentadas nos seus episódios (principalmente na premiere dupla e em Let’s Kill Hitler, meus prediletos) são dignas de aplausos, mas todos os outros episódios (com exceção de The Doctor’s Wife) são decepcionantes em maior ou menor grau (The Girl Who Waited, por exemplo, seria fatalmente uma obra-prima se escrita por Moffat).
07- Louie (FX) – essa entra na mesma categoria de Justified. Se a primeira temporada era uma sucessão de esquetes e stand-ups com uma ou outra reflexão mais profunda, agora o buraco e mais embaixo. Louie se torna um personagem cada vez mais humano (e f#dido, porque não dizer) e os temas abordados se tornam cada vez mais complexos. Alguns dos tópicos: discussão de plágio e relação com outros comediantes num episodio pra lá de metalingüístico; é necessário vender a alma para ser bem sucedido? – e, é claro – como pequenas aves poderiam evitar conflitos internacionais. Ah, e as partes engraçadas estão engraçadas como nunca, como bem comprova o debate sobre a validade da masturbação e a encenação do famoso bit dele sobre o bag of dic#s.
06 – Treme (HBO) – não é uma experiência transcendental como The Wire, isso é certo. Mas mesmo um programa menor de David Simon tem o seu valor. As discussões sobre as conseqüências políticas e econômicas do pós-Katrina estão cada vez mais fortes (e tivemos um pequeno vislumbre do que espera a cidade e a série depois que o derramamento de óleo da BP chegar). O arco envolvendo a personagem da Khandi Alexander é de cortar o coração. E como não poderia deixar de ser, temos a famosa morte anual no episódio escrito por George Pelecanos (o cara de pau chegou a dizer em entrevista que não sente prazer nenhum em matar personagens – SEI).
05 – The Closer (TNT) – seria o melhor procedural de todos os tempos? Olha, chegar no oitavo ano soltando fogo pelas ventas não é pra qualquer um. O elenco está cada vez mais afiado. E embora o canal não seja lá muito dado a inovações do formato, os roteiristas se esforçam. O episodio anual centrado em Flynn e Provenza (geralmente escrito por Adam Belanoff) é das coisas mais engraçadas que você verá em qualquer seriado. E nesse oitavo ano conseguiram emplacar até um arco que culminará (infelizmente) com a saída de Brenda e o fim da serie. Ela e Fritzi (tem casal mais fofo que eles?) farão falta.
04 – Parks and Recreation (NBC) – nos últimos meses, tem rodado a internet a informação de que duas series seriam as inspirações principais da P & R: Cheers (uma favorita pessoal do showrunner Michael Schur) pela maneira em que o micro-universo do programa é inteligente e cativante, e The Simpsons, por expandir esse universo em um organismo vivo e vibrante. Como fã desses dois programas (mais do primeiro, na verdade), posso dizer que se trata do maior elogio que o ‘spin-off’ de The Office poderia ganhar.
03 – The Good Wife (CBS) – eu tenho um post engatilhado sobre como as discussões da série são relevantes no mundo globalizado atual, rerere. Mas enfim, por alguma razão que não consigo verbalizar, é muito bom ver uma serie jurídica que tenha verossimilhança (esqueça os discursos geniais – e improváveis – de Alan Shore). Mas o que mais me encanta no melhor drama de TV aberta desde Lost é a maneira com ela constrói tramas e subramas que conseguem encaixar harmoniosamente suas DEZENAS de personagens recorrentes. E tem Eli Gold, claro. Embora nesse terceiro ano ele não esteja tão genial quanto outrora.
02 – Breaking Bad (AMC) – a obra de arte idealizada por Vince Gilligan atingiu níveis de tensão e dramaticidade poucas vezes vistas na historia da TV. Gus se tornou um vilão memorável (praticamente um Terminator, a julgar pela última cena dele) e seu jogo de gato e rato com Walt deixou todo mundo sentado na beira do sofá. Felizmente os produtores acertaram uma temporada final que explorara o final dessa jornada, que desconfio que não nada feliz para a maioria dos protagonistas.
01 – Community (NBC) – estrutural e esteticamente, poucas obras são tão complexas quanto a criação de Dan Harmon. São poucos os que usam tão bem os elementos narrativos que Community usa para contar suas historias (realidades paralelas, partidas de RPG, animações de massinha, números musicais, etc). Mas quais obras usam essas gimmicks para contar histórias tão relevantes e tocantes sobre seus personagens? É isso que coloca Community num patamar mais elevado que 95,6% dos programas do gênero. E é justamente essa riqueza que será o beijo da morte do show, por mais presunçoso que seja dizer isso.

The Sopranos – ‘Made in America’ – Escrito por David Chase. Dirigido por David Chase. Exibido em: 10/06/2007.
The Closer – ‘Ruby’ – Escrito por Mike Berchem e Steven Kane. Dirigido por Michael M. Robin. Exibido em: 09/07/2007.
Pushing Daisies – ‘Pie-lette’ – Escrito por Bryan Fuller. Dirigido por Barry Sonnenfeld. Exibido em: 03/10/2007.
30 Rock – ‘Greenzo’ – Escrito por Jon Pollack. Dirigido por Don Scardino. Exibido em: 08/11/2007.
The Wire – ‘-30-’ – Escrito por David Simon & Ed Burns. Dirigido por Clark Johnson. Exibido em: 09/03/2008.
Lost – ‘The Shape of Things to Come’ – Escrito por Brian K. Vaughan & Drew Goddard. Dirigido por Jack Bender. Exibido em: 24/04/2008. Read the rest of this entry »

24 Horas - ‘Day 5: 7:00 a.m. – 8:00 a.m.’ – Escrito por Howard Gordon. Dirigido por Jon Cassar. Exibido em: 15/01/2006.
Battlestar Galactica – ‘Downloaded’ – Escrito por Bradley Thompson e David Weddle. Dirigido por Jeff Woolnough. Exibido em: 24/02/2006.
Doctor Who – ‘The Girl in the Fireplace’ – Escrito por Steven Moffat. Dirigido por Euros Lyn. Exibido em: 06/05/2006.
Prison Break – ‘Go’ – Escrito por Matt Olmstead. Dirigido por Dean White. Exibido em: 08/05/2006.
House – ‘No Reason’ – Escrito por David Shore e Lawrence Kaplow. Dirigido por David Shore. Exibido em: 23/05/2006.
The Closer - ‘Critical Missing’ – Escrito por James Duff e Mike Berchem. Dirigido por Rick Wallace. Exibido em: 31/07/2006.
Studio 60 of Sunset Strip – ‘Pilot’ – Escrito por Aaron Sorkin. Dirigido por Thomas Schlamme. Exibido em: 18/09/2006.
The Office – ‘Gay Witch Hunt’ – Escrito por Greg Daniels. Dirigido por Ken Kwapis. Exibido em: 21/09/2006. Read the rest of this entry »
- Se você já me viu dizendo que The Good Wife era o melhor drama da temporada, esqueça. É o melhor drama de TV aberta desde Lost. O elenco, as discussões morais, as cenas finais, os personagens recorrentes (Michael J. Fox vai voltar!). Muito, muito amor por tudo isso. A série tá numa fase tão especial que até as cenas feitas pra matar tempo (tipo o Owen conversando com a Jackie no episódio dessa semana) são lindas e tocantes. Alias, a melhor coisa de Rubicon ter sido cancelada, é que as participações do Dallas Roberts agora podem ser mais frequentes. Único downside é que justamente quando o arco do Peter se tornou relevante, o Noth não tá aparecendo em todos os episódios. E nem é tanto pelo Noth, mas: (1) AMO arcos envolvendo eleições, os bastidores da campanha, etc, e (2) Peter não aparecendo geralmente é sinônimo de Alan Cumming e Titus Welliver (monstros) não aparecendo. E eu juro que sou hetero, mas o Scott Porter tá gatsinho, hein. Não que haja algo de errado com isso.
- Muito amor também por Matt Saracen em Friday Night Lights. Mas apesar de gostar horrores do personagem, toda essa subtrama da Julie não precisava existir. Os mais críticos diriam que essa temporada toda não precisava ter visto a luz do dia, mas ela já rendeu alguns belos momentos (o episódio em que eles viajam para jogar fora-de-casa é uma jóia), e o Coach Taylor merece chegar mais uma vez na State, né? Read the rest of this entry »
– Tem como não apreciar o modelo de produção aplicado pela TV por assinatura gringa, em especial na HBO? Se não fosse por isso, nunca teríamos a trinca Schwartzman-Galifianakis – Danson estrelando Bored to Death, essa pequena pérola. Trabalho no cinema não falta pros dois primeiros (é até incrível que o Galifianakis esteja na série, já que ele deve ser um dos 2 ou 3 atores de comédia mais requisitados em Hollywood nesse momento), e o Ted tem tanto dinheiro (e até um avião, diria George Costanza) que já poderia estar aposentado. Mas quem se recusaria a passar três meses por ano filmando esses roteiros deliciosos em plena Nova York?
- Falando em temporadas curtas: The Walking Dead é legal, mas…fiquei com a sensação de que eles ainda tem muito o que apresentar.Os personagens ainda não são cativantes o suficiente (qual o nome deles mesmo?) e os grandes arcos que entusiasmam os leitores do gibi ainda não deram as caras (o lance do CDC foi legal, mas apressado). É sabido que eles tiveram um cronograma de produção meio truncado (a AMC quis estreiar antes da hora e o Darabont só teve tempo de finalizar esses episódios), mas mesmo assim é muito pouco pra uma séria baseada numa HQ com quase 80 edições publicadas. [meus sonhos molhados em termos de adaptações HQ -> TV: Preacher e Y -The Last Man. Sonhar não custa nada, etc.] Read the rest of this entry »

Se Buffy e Veronica Mars representam o ‘lado witty’ das séries teens da década. FNL fica com o coração. E com olhos abertos e corações cheios, não podemos perder.
É difícil pra caramba definir FNL. É uma série teen, mas cenas dentro da escola não são muito comuns. A série é sobre uma cidade pequena, que funciona em função de seu time de futebol colegial e a pressão que isso exerce sobre os seus personagens principais. E que pressão: quem em algum momento não se emocionou com Landry, Smash, Tyra, Matt, Tami, Julie e todos os outros habitantes de Dillon?
Não é necessário nenhum conhecimento sobre futebol. Mas você precisa entender porque o raio do esporte é tão importante praquelas pessoas.
E poucos casais soam tão reais e apaixonantes quanto Tami e Eric (ok, essa lista cita mais alguns – mas é que estamos falando justamente das melhores nesse departamento).