Archive for the ‘Lost’ Category
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Homem da Mostarda, uma Lenda da TV
(um texto bem mais curto do que eu estava planejando escrever, mas até eu estou cansando dos meus tratados)
Era uma vez um roteirista/produtor chamado Brannon Braga. Ele é conhecido entre os fãs trekkers como o cara que arruinou a franquia Star Trek (apesar de ter co-escrito o melhor filme d’A Nova Geração ao Lado do Ronald D. Moore). Pois bem, quando Deep Space Nine terminou, Moore (o showrunner) foi transferido para Voyager (que Braga comandava). Após poucas semanas, Moore se demitiu, pois trabalhar com Braga (e seu ego colossal) era insuportável. Resultado: Voyager e Entreprise nunca chegaram a alcançar a notoriedade de (principalmente) The Next Generation e Deep Space Nine (a não ser que você seja um fã da franquia).
(E não é porque que eu gosto do Moore que ele é automaticamente um cara legal – mas por tudo que eu já li e ouvi dele, ele parece ser alguém genuinamente boa praça, ao contrário de tipos como Aaron Sorkin e Matthew Weiner que de acordo com a internet são pessoas intragáveis.)
Depois disso, Braga trabalhou nas duas últimas temporadas de 24 Horas e em Flashforward (não exatamente as melhores coisas para constar no seu portfolio), até que a FOX o chama para comandar ao lado de David Fury, a nova aposta do canal: Terra Nova, série sobre dinossauros e etc. Read the rest of this entry »

The Sopranos – ‘Made in America’ – Escrito por David Chase. Dirigido por David Chase. Exibido em: 10/06/2007.
The Closer – ‘Ruby’ – Escrito por Mike Berchem e Steven Kane. Dirigido por Michael M. Robin. Exibido em: 09/07/2007.
Pushing Daisies – ‘Pie-lette’ – Escrito por Bryan Fuller. Dirigido por Barry Sonnenfeld. Exibido em: 03/10/2007.
30 Rock – ‘Greenzo’ – Escrito por Jon Pollack. Dirigido por Don Scardino. Exibido em: 08/11/2007.
The Wire – ‘-30-’ – Escrito por David Simon & Ed Burns. Dirigido por Clark Johnson. Exibido em: 09/03/2008.
Lost – ‘The Shape of Things to Come’ – Escrito por Brian K. Vaughan & Drew Goddard. Dirigido por Jack Bender. Exibido em: 24/04/2008. Read the rest of this entry »

24 Horas - ‘Day 5: 7:00 a.m. – 8:00 a.m.’ – Escrito por Howard Gordon. Dirigido por Jon Cassar. Exibido em: 15/01/2006.
Battlestar Galactica – ‘Downloaded’ – Escrito por Bradley Thompson e David Weddle. Dirigido por Jeff Woolnough. Exibido em: 24/02/2006.
Doctor Who – ‘The Girl in the Fireplace’ – Escrito por Steven Moffat. Dirigido por Euros Lyn. Exibido em: 06/05/2006.
Prison Break – ‘Go’ – Escrito por Matt Olmstead. Dirigido por Dean White. Exibido em: 08/05/2006.
House – ‘No Reason’ – Escrito por David Shore e Lawrence Kaplow. Dirigido por David Shore. Exibido em: 23/05/2006.
The Closer - ‘Critical Missing’ – Escrito por James Duff e Mike Berchem. Dirigido por Rick Wallace. Exibido em: 31/07/2006.
Studio 60 of Sunset Strip – ‘Pilot’ – Escrito por Aaron Sorkin. Dirigido por Thomas Schlamme. Exibido em: 18/09/2006.
The Office – ‘Gay Witch Hunt’ – Escrito por Greg Daniels. Dirigido por Ken Kwapis. Exibido em: 21/09/2006. Read the rest of this entry »

Alias – ‘Phase One’ – Escrito por J. J. Abrams. Dirigido por Jack Bender. Exibido em: 26/01/2003.
24 Horas – ‘Day 2: 10:00 P.M.-11:00 P.M’ – Escrito por Robert Cochran. Dirigido por Ian Toynton. Exibido em: 04/03/2003.
The West Wing – ‘Twenty Five’ – Escrito por Aaron Sorkin. Dirigido por Christopher Misiano. Exibido em: 14/05/2003.
Smallville – ‘Shattered’ – Escrito e dirigido por Kenneth Biller. Exibido em: 19/11/2003.
Arrested Development – ‘Pier Pressure’ – Escrito por Jim Vallely e Mitchell Hurwitz. Dirigido por Joe Russo. Exibido em: 11/01/2004. Read the rest of this entry »
Quem me acompanha em Twitter, Facebook e afins, sabe o que acho do final da série, mas eu sempre comentei sobre o assunto en passant. Hora de explicar melhor.
—–
Algumas das séries lembradas como aquelas que tiveram os melhores finais de todos os tempos (The Sopranos, The Shield, Buffy – A Caça Vampiros, Battlestar Galactica, Six Feet Under) tem uma coisa em comum: seus finais foram planejados/combinados com antecedência. Seus showrunners sabiam de antemão a data final (1 ou 2 temporadas, normalmente) e, dessa forma, deixavam arrumados os tijolinhos pra que nada desse errado.
Sendo assim, lá em 2007, quando Carlton Cuse e Damon Lindelof costuraram um acordo inédito em termos de TV aberta, definindo o final de Lost com três anos de antecedência, os fãs de todo o mundo comemoraram. A mitologia monstruosa que os dois produtores executivos e seus time de roteiristas criaram poderia ser, senão totalmente resolvida (hipótese que eu nunca considerei), pelo menos encaminhada. Elaborando melhor o conceito: respondam em linhas gerais do que se trata a tralha toda* – ou pelo menos tentem! – e dêem um desfecho digno pros personagens que eu me dou por satisfeito.
*até porque um dos charmes de séries e filmes de mistério como Lost é justamente deixar questões pontuais dúbias pra que os fãs possam ficar discutindo infinitamente (vide o peãozinho de Inception).
Nada impossível pra quem tinha até o número de episódios (48 horas acordadas para as três últimas temporadas, número que foi extendido a pedido dos produtores, pra fazer uma finale mais satisfatória) na prancheta, certo?
TÒIN, resposta errada. Read the rest of this entry »
Apesar do já clássico “Cada pergunta que eu respondo leva a outra pergunta”, talvez o quote mais significativo do episódio dessa semana de Lost seja o que eu coloquei de título do post (em que eu soltei uma boa risada na hora, a Dani deve ter estranhado). Analisando isoladamente essas duas frases ditas pela personagem da Allison Janney, mais a brilhante (cof cof) justificativa pra ausência de um nome pro Homem de Preto, dá até pra pensar “ah, é eles tirando com a nossa cara, já que DUH!, não tem como eles satisfazerem tantas espectativas”.
O problema é que eu não senti o mesmo tom nos longos 42 minutos do episódio dessa semana.
Foi um episódio de roteiro rasteiríssimo, medíocre mesmo, que só sai do lugar comum por que eles tiveram a idéia de trazer a monstra da Allison Janney, que é uma daquelas atrizes que dá credibilidade a qualquer tipo de material. Mommy issues, bla-bla-bla, brother issues, bla-bla-bla, preto-branco, luz brilhante, whatever. Read the rest of this entry »
Falar o que do programa mais comentado da internet (aka o programa mais comentado de todos os tempos)?
Vamos tentar. J.J Abrams e companhia veio com um conceito bacaníssimo: Survivor com roteiro (não que Survivor não tenha roteiro, mas isso é outra discussão). Mas eles foram além: ao colocar elementos de ficção científica no meio de tudo, eles conseguiram a atenção de um público que em outra circunstância não daria bola para o gênero. É muito mais fácil alguém começar a ver uma série com vários saradões e gostosas numa praia do que um programa chamado Astronave de Combate.
Não acabou aí: eles foram doutrinando o público, introduzindo elementos cada vez mais difíceis de maneira quase orgância (apesar de haver casos em que a pessoa não entendeu o que raios era o flashforward, mas daí a culpa não é dos roteiros).
É fácil incensar a complexidade narrativa de The Wire, mas porra, eles tão num canal que é completamente aberto a esse tipo de experimento! Damon e Carlton fizeram isso enquanto competiam com American Idol. Como diz a Liz Lemon, This is not HBO, it’s TV. Read the rest of this entry »

Damages (FX, 07/01) – eu estou muito longe de ser um entusiasta da série (como o Felipe bem explicou), mas só de ver o trailer (sem som), já deu uma vontadezinha de ver a segunda temporada. Pô, tem Marcia Gay Harden, Timothy Oliphant e William Fucking Hurt! Sem falar da Glenn Close e do Ted Danson, que podem ser qualquer coisa, menos atores ruins (vou fazer de conta que a Rose Byrne não existe).
24 (FOX, 11/01) – o sexto ano foi decepcionante, mas eu confio que o tempo de gestação que essa temporada teve vai ajudar bastante. Só espero que a desculpa pra trazer Tony de volta dos mortos (como vilão E de bigodinho) seja suficientemente criativa pra não desviar minha atenção. Read the rest of this entry »
Já que estamos em clima de season finale, peguei o gancho daqui. Seguem os meus 15 episódios prediletos da série em ordem de exibição:
Pilot
Walkabout
Numbers
Deus Ex Machina
Exodus
The Other 48 Days
The 23rd Psalm
The Long Con
Live Together, Die Alone
The Man from Talahassee
One of Us
The Man Behind the Curtain
Through the Looking Glass
The Constant
The Shape of Things to Come
(e sim, esse foi um típico post linguiça)
UPDATE 30/05 às 22:35 (CONTÉM SPOILERS MODERADOS DA FINALE DE LOST) – Segundo o histórico da série, eu deveria riscar um desses nomes e colocar a finale do quarto ano no lugar. Mas isso não aconteceu. Se eu fiquei decepcionado? Depende. Obvio que eu esperava (ou melhor, eu queria) um episódio com o mesmo brilhantismo de Through the Looking Glass. Mas não nos esqueçamos que TLTG daqui pra frente sempre figurará em qualquer compilação de melhores momentos de todos os tempos das séries. E se Damon Lindelof e Carlton Cuse nem se arriscaram a fazer algo mais grandioso que o encerramento da terceira temporada é porque em termos práticos isso dificilmente seria concretizado. O que demonstra uma maturidade acima da média de parte dos showrunners. Coisa de quem sabe exatamente o que está fazendo e pra onde quer levar a história. E afinal de contas, não é como se o episódio tivesse sido mediano. Cliffhangers a parte (Jeremy, Claire, etc), o melhor momento foi o emocionante reencontro de Penny e Desmond (que já são um dos casais mais fofos que a TV introduziu nessa década). E OK, coelhos viajantes do tempo foi de rachar o bico rindo.
PS: Fer, roubei sua foto!
PS2: desculpe, Kyle Chandler, mas tirei seu nome da minha cédula de votação da Sociedade e coloquei o Fox. Ele é mais ator que você.