Archive for the ‘Tops’ Category
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Em discussão com o Felipe, sobre a lista dele de melhores da década, ele justificou a inclusão de Dexter dizendo que se tratava de um exemplar dos protagonistas anti-heróis que pintaram e bordaram nesses últimos anos.
Mas eu acredito que um exemplar mais justo seria Vic Mackey, já que ao contrário de House e Dexter, que se tornaram mais ‘humanos’ (ugh) com o passar das temporadas, Vic continuou essencialmente um filho da puta até o último episódio da série.
Tudo bem que ele não repetiu a atidude do piloto, quando ele matou um dos membros de sua equipe pela simples suspeita de que ele fosse um espião da corregedoria. Mas mesmo quando ele quis jogar limpo (mais ou menos a partir da metade da série), eles continou a usar de métodos escusos justamente para tentar limpar a caca que ele havia feito nos primeiros anos. O resto fica por conta do efeito bola de neve.
E se o pessoal fica boquiaberto quando o antagonista de uma série mata um dos protagonista, o que você acha quando um dos protagonistas mata outro dos personagens principais a sangue frio? Ainda bem que nem todos são humanos. Read the rest of this entry »
Se é pra desrespeitar as regras, que seja no início, certo?
Acontece que Buffy se encontra bem no meio do caminho no que diz respeito ao período de exibição, já que cada uma das metades da série se coloca em uma década. E apesar da primeira metade conter as temporadas que se tornaram mais clássicas, eu gosto muito mais da perna final do programa.
É lá que estão alguns dos melhores episódios, como Restless, The Body e Once More, With Feeling (Hush não entrou por pouco!), além da melhor temporada de todas, a sexta, que deve ser uma das coisas mais deprê já feitas na TV. Cara, é muita merda jogada no ventilador. O Whedon chega ao cúmulo de (SPOILER GIGANTESCO ATÉ O FINAL DO PARÁGRAFO incluir nos créditos iniciais um personagem que foi recorrente por uns 3 anos para matá-lo no final do mesmo episódio. Isso que é humor negro. Read the rest of this entry »
Critérios – seriados que tiveram a maior parte de seus episódios exibidos nessa década podem entrar, já que não faz sentido eliminar seriados que não concorreriam em listas da década anterior, já que começaram em 99, etc.
Uma palavra que pode ser usada para reunir uma lista de programas tão distintos entre si é regularidade. Porque não acho justo premiar (mesmo que o prêmio seja uma menção num blog chumbrega de um nerd que vive no terceiro mundo) uma série que, por mais brilhante que tenha sido por um certo período (e os dois primeiros boxes de House na minha estante não me deixam mentir), é injusto com os showrunners que seguraram o rojão com habilidade durante anos.
Isso significa que: (1) com exceção de uma ou duas exceções pontuais, as séries da lista duraram mais que uma ou duas temporadas. (2) série que hoje tem apenas uma ou duas temporadas foram escanteadas, por causa do critério explicado acima.
Nos próximos minutos, a primeira pérola.
Os critérios são simples. Eram elegíveis cenas de qualquer episódio da série até Revelations, já que de Sometimes a Great Notion em diante, os episódios já possuem suas reviews individuais. Eu optei por representar todas as temporasdas, e não citar mais de um momento de um mesmo episódio, a fim de deixar a lista mais abrangente. E porque 11 e não 10? Porquê a série é tão boa que dez não seriam o bastante. Então chega de conversa. A lista está em ordem cronológica:
1. A Terra não existe – Minissérie (1×00; escrito por Ronald D. Moore; dirigido por: Michael Rymer) – pra quem como eu nunca havia ouvido falar na franquia, já foi um choque “Como assim o Comandante dá aquele discurso grandioso e o objetivo final dele não existe?”. Pior deve ter sido pras viúvas da série original (“COMO ASSIM? O planeta existe na série clássica! O Adama chega a encontrá-lo!”) RDM chegou dando o tom do programa logo de cara. Eventualmente, descobrimos que a Terra de fato existe. Mas o caminho até ela é mais tortuoso do que se imagina.
2. Boomer atira em Adama – Kobol’s Last Gleaming, Parte 2 (1×13; escrito por Ronald D. Moore e David Eick; dirigido por: Michael Rymer) – apesar de não ser um cliffhanger dos mais criativos, serviu pra mostrar que (1) ninguém está a salvo, nem mesmo o fracking leading man da história e (2) apesar de serem um espelho da humanidade, os cylons tem o poder de nos surpreender regularmente. E pô cara, é o Adamão levando dois tiros com tudo. E a lambança que o Tigh fez enquanto o substituiu nos episódios seguintes só enriquece a temática da série. Read the rest of this entry »
Já que estamos em clima de season finale, peguei o gancho daqui. Seguem os meus 15 episódios prediletos da série em ordem de exibição:
Pilot
Walkabout
Numbers
Deus Ex Machina
Exodus
The Other 48 Days
The 23rd Psalm
The Long Con
Live Together, Die Alone
The Man from Talahassee
One of Us
The Man Behind the Curtain
Through the Looking Glass
The Constant
The Shape of Things to Come
(e sim, esse foi um típico post linguiça)
UPDATE 30/05 às 22:35 (CONTÉM SPOILERS MODERADOS DA FINALE DE LOST) – Segundo o histórico da série, eu deveria riscar um desses nomes e colocar a finale do quarto ano no lugar. Mas isso não aconteceu. Se eu fiquei decepcionado? Depende. Obvio que eu esperava (ou melhor, eu queria) um episódio com o mesmo brilhantismo de Through the Looking Glass. Mas não nos esqueçamos que TLTG daqui pra frente sempre figurará em qualquer compilação de melhores momentos de todos os tempos das séries. E se Damon Lindelof e Carlton Cuse nem se arriscaram a fazer algo mais grandioso que o encerramento da terceira temporada é porque em termos práticos isso dificilmente seria concretizado. O que demonstra uma maturidade acima da média de parte dos showrunners. Coisa de quem sabe exatamente o que está fazendo e pra onde quer levar a história. E afinal de contas, não é como se o episódio tivesse sido mediano. Cliffhangers a parte (Jeremy, Claire, etc), o melhor momento foi o emocionante reencontro de Penny e Desmond (que já são um dos casais mais fofos que a TV introduziu nessa década). E OK, coelhos viajantes do tempo foi de rachar o bico rindo.
Então chegou a hora. Depois de mais de duas horas elaborando a lista, cheguei naqueles que hoje são os 50 melhores episódios de seriados que a TV já produziu. Eu creditei o(s) roteirista(s) e o diretor de cada um deles, bem como adicionei a data de exibição original (e é esse o critério usado para postar os nomes – porque eu honestamente não conseguiria separá-los em ordem de preferência). A idéia é ir atualizando a relação de tempos em tempos, conforme eu vá assistindo mais coisas. Mas vamos ao que interessa: Read the rest of this entry »
A minha lista virá acompanhada com as notas. Apesar de ser meio auto-explicativo, vou traduzir o que elas significam:
E vamos a lista (não coloquei nome dos diretores nem nada, mas no link ali à direita, tem a listagem de todos os filmes que vi no ano, ela posseui mais detalhes):
11. A Última Noite
12. V de Vingança
13. Uma Verdade Inconveniente
14. Caché
15. Eu, Você e Todos Nós
16. Três Enterros
17. Piratas do Caribe 2: O Baú da Morte
18. Superman – O Retorno
19. Happy Feet – O Pinguim
20. O Homem-Urso
21. A Marcha dos Pingüins
22. 007 – Cassino Royale
23. A Criança
24. Carros (4/5)
25. Soldado Anônimo
26. Pequena Miss Sunshine
27. A Dália Negra
28. A Lula e a Baleia
29. A Loucura de Mary Juana
30. Orgulho e Preconceito
31. Vôo United 93
32. O Novo Mundo
33. Capote
34. A Casa Monstro
35. Missão Impossível 3
36. Os Sem-Floresta
37. O Sol de Cada Manhã
38. Wolf Creek
39. Vale Proibido
40. A Era do Gelo 2
41. Transamerica
42. Syriana (3,5/5)
43. Miami Vice
44. Last Days
45. O Matador
46. Obrigado Por Fumar
47. A Dama Na Água
48. O Diabo Veste Prada
49. Ritmo de Um Sonho
50. X-Men: O Confronto Final
51. Garota da Vitrine
52. Final Fantasy 7: Advent Childrem
53. Menina Má.com
54. Terror em Silent Hill
55. Johnny e June
56. Serpentes a Bordo
57. A Máquina
58. As Loucuras de Dick e Jane
59. 16 Quadras
60. Paradise Now
61. O Código da Vinci (3/5)
62. Sentinela
63. Tudo em Família
64. Memórias de Uma Gueixa (2,5/5)
65. A Pantera Cor-de-Rosa
66. Pulse
67. O Albergue
68. As Torres Gêmeas
69. Dizem Por Aí…
70. Doom – A Porta do Inferno
71. A Névoa (2/5)
72. No Rastro da Bala (1,5/5)
73. BloodRayne (1/5)
Melhor Diretor Estreante: Rian Johnson (A Ponta de Um Crime) – o cara fez um noir-colegial, e ainda dirigiu algumas das melhores cenas do ano. Esse é dele.
Melhor Ator: Philip Seymour Hoffman (Capote) – ele é o cara, etc.
Melhor Atriz: Felicity Huffman (Transamerica) – só a coragem dela de fazer um papel como esse, enquanto poderia ficar sentada em casa aproveitando seus milhõezinhos já justifica a minha escolha.
Melhor Ator Coadjuvante: Jack Nicholson (Os Infiltrados) – conseguiu transformar assassinato em escala em algo divertido. Só ele mesmo…
Melhor Atriz Coadjuvante: Carmen Maura (Volver) – Penelope Cruz pode até ter o papel da vida dela no filme mais recente de Almodóvar, mas quem brilha é Maura.
Melhor Personagem Cômico: Ramón; de Happy Feet (Robin Williams; Guilherme Briggs na dublagem brasileira) – ninguém me fez rir mais numa sala de cinema em 2006 como ele.
Melhor Frase: “I have had it with these motherfucking snakes on this motherfucking plane!” (Samuel L. Jackson em Serpentes à Bordo) – provavelmente uma das escolhas mais óbvias dessa lista. Mas não tem como não rachar o bico com uma pérola dessas, principalmente quando se sabe todas as circunstâncias envolvidas na inclusão dela no filme.
Melhor Cena de Ação: empate entre a aterrisagem forçada do avião em Superman – O Retorno e a do carrossel em Pirates do Caribe – O Baú da Morte. Esses dois filmes souberam como usar seus generosos orçamentos.
Troféu “A Gostosa”: Scarlett Johansson (aka Srta. Ereção; de Match Point) – precisa explicar?
Troféu “Chutador de Traseiros”: Daniel Craig (de 007 – Cassino Royale) – provavelmente a encarnação definitiva de James Bond. E olha que eu gosto de todos os intérpretes do personagem, incluindo Pierce Brosnam. O problema foi que os filmes dele não ajudavam…
Melhores Filmes do Ano Que Eu Ainda Não Vi:
2046 (Wong Kar-Wai)
O Crocodilo (Nanni Moretti)
Time (Kim Ki-Duk)
O Sabor da Melancia (Tsai Ming-liang)
A Fonte da Vida (Darren Aronofsky)
O Ano em que Meus Pais Saíram de Ferias (Cao Hamburger)
O Grande Truque (Christopher Nolan)
O Labirinto do Fauno (Guillermo del Toro)
Céu de Suely (Karim Ainouz)
Os Amantes Constantes (Philippe Garrel)
Pronto, cabei. Tem séries que eu ainda vou ver, mas que acabarão não entrando nesse ranking. Aí está:
#01. Alias (All The Time in The World) – 10
#02. House (No Reason) – 9,9
#03. Battlestar Galactica (Lay Down Your Burdens – Part 2) – 9,8
#04. Lost (Live Together, Die Alone) – 9,7
#05. Veronica Mars (Not Pictured) – 9,6
#06. Prison Break (Flight) – 9,5
#07. 24 Horas (Day 5: 6:00 A.M.-7:00 A.M) – 9,4
#08. Arrested Development (Development Arrested) – 9,3
#09. Extras (Patrick Stewart) – 9,2
#10. Rome (Kalends of February) – 9,1
#11. The 4400 (Mommy’s Bosses) – 9,0
#12. Smallville (Vessel) – 8,9
#13. The Office (Casino Night) – 8,8
#14. Everybody Hates Chris – (Everybody Hates Father’s Day) – 8,7
#15. Desperate Houseviwes (Remember) – 8,6
#16. Grey’s Anatomy (Deterioration of the Fight or Flight Response + Losing My Religion) – 8,5
#17. My Name is Earl (Number One) – 8,4
#18. The New Adventures of Old Christine (A Fair to Remember) – 8,3
#19. The OC (The Graduates) – 8,2
#20. CSI (Way To Go) – 8
#21. Nip/Tuck (Quentin Costa) – 5
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E daqui a pouco, eu começo a terceira temporada de House.
“This is the longest day of my life.”
Nome: Jack Bauer
Interpretado por: Deus 2*
Série: 24 Horas
Emissora: Fox (EUA); Fox e Rede Globo (Brasil)
O que dizer de Mr. Bauer? Jack é uma lenda, um ícone da cultura pop. O Superman do século XXI. Aquele que sacrifica sua vida pessoal e seu bem-estar físico em busca de um bem maior. Aquele que já morreu e já ressuscitou para salvar os homens e sua própria pele (porque ele pode até ser Deus, mas não é burro de ficar dando bandeira por aí). Aquele que sempre resolve os problemas dos EUA – e conseqüentemente os do mundo – todos os anos. E já fazem cinco.
Falar de Jack Bauer também é falar de Kiefer Sutherland. Que encontrou o papel de sua vida justamente na televisão, depois de uma carreira não muito bem-sucedida no cinema. Sutherland injeta emoção em cada diálogo, em cada ação de seu personagem.
Numa época em que a sanidade mental do Emmy é questionada diariamente, as cinco indicações seguidas de Kiefer são um sinal de que nem tudo está perdido. E se há algo de bom na esnobada de Hugh Laurie, é que ela deixa o caminho livre para Bauer finalmente receber o prêmio máximo de sua carreira.
E por último, mas não menos importante:
“Drop the gun. DROP THE GUN!!!!!!”
Alguém ainda duvida que ele é Deus?
* onde o número 2 não significa necessariamente uma importância menor, apenas que ele é o segundo agraciado com o título de Deus.
Nome: Dr. Gregory House
Interpretado por: Deus
Série: House
Emissora: FOX (EUA); Universal (Brasil)
Não vou nem perder muito tempo falando sobre a esnobada que Hugh Laurie (aka: Deus) recebeu do Emmy, enquanto a série foi indicada. Todo mundo sabe que ele É a série.
Qual a razão do fascínio que Greg House exerce sobre todos que assistem à série? Tá, todos sabem que ele consegue descobrir a solução de qualquer caso, por mais intrincado que ele seja. O seu humor ácido, responsável por alguns dos momentos mais engraçados da TV dos últimos dois anos também desempenha um papel importante. Mas será que é só isso?
Fazendo uma análise mais profunda, o motivo para gostarmos dele talvez não seja tão óbvio. House é, antes de qualquer coisa, um desgraçado (miserable, em inglês) e os seus “coices” são, aquilo que todos nós gostaríamos de dizer ou fazer. É como aquela frase de Mário Quintana:
“(…) se a gente consegue expressar com toda felicidade toda sua infelicidade, ja não será tão infeliz.”
Com House ocorre justamente o contrário. Ele, assim como todos nós (?) é infeliz. Mas ele é o único com coragem de demonstrar isso pra quem quiser ver.
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Tá, é meio off-topic, mas isso é genial.
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E em breve: previsões para o Emmy!
(isso se eu terminar de escrevê-las antes do Emmy ir ao ar…)