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27 Mar 2011

Rapidinhas – Comédias (aka: Cavalca, o chato)

- How I Met Your Mother – a dobradinha Bad News (o supra-sumo da estética sobre conteúdo) e Last Words (o comportamento dos personagens durante o velório do pai de um deles foi, parafraseando um famoso blogueiro e crítico, moralmente repreensível – e se tal pachorra conservadora é normalmente motivo de piada, aqui ela incomoda profundamente) foi a hora de pular do barco pra mim. Depois de pelo menos duas temporadas bem preguiçosas (os criadores pediram desculpas pela mediocridade do quinto ano, só tinha visto coisa parecida com o Tim Kring em Heroes – HEROES, vejam bem).

- The Office – essa temporada anda bem sem graça, apesar desses últimos episódios pré-saída do Michael contarem com um sabor especial (nostalgia antecipada, etc). Depois dessa temporada dificilmente voltarei a assistir. Dizem que o último episódio (Garage Sale) curou o câncer. Mas eu não vi ainda. Mas suposta qualidade se deve mais a tour de despedida do Carell (como o episódio do filme caseiro, que faz muito mais sentido nesse momento da série) do que a um suposto ressurgimento criativo.

- Glee – o Sepinwall (sem link que ele anda muito chatinho ultimamente, ora essa criticar de The Good Wife, humpf) disse, no final da primeira temporada que, em no máximo um ano e meio, ninguém mais suportaria a série. Palavras proféticas, ainda mais quando o showrunner da parada é o Ryan Murphy. Ele afastou das tramas principais os dois personagens mais incensados pelos fãs. Tipo, isso é MENTAL total. E nem no que a série normalmente se sobressaia (as músicas) tem encantado mais. Tirando umas poucas músicas dos Beatles-Paul McCartney* que eles fizeram, nada chamou muita atenção, já que, nossa que surpresa, ninguém se importa com regravações de Top 10 da Bilboard de SEMANAS antes do episódio ir ao ar. Continue lendo este post »

27 March, 2011 at 20:57 by cavalca

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14 Mar 2011

O Cara

Seria Steven Moffat o melhor roteirista e showrunner da atualidade? Perhaps, perhaps, perhaps.

Mesmo que ele não seja o melhor, certamente é o mais polivalente.

Moffat, um escocês formado em Inglês pela Universidade de Glasgow, foi professor durante três anos. A partir dessas experiências, ele criou Press Gang, série teen sobre um grupo de alunos, que são editores do jornal da escola. Depois dessa, vieram Joking Apart (insparada no seu primeiro casamento – e divórcio) e Chalk (baseada na sua vivência como professor).

Embora tenha lido boas coisas sobre esse três programas, se tratam de séries mais restritas ao público inglês, mesmo que todas tenham sido lançadas em DVD. Se algum desbravador já as assistiu, favor nos iluminar com suas opiniões nos comentários.

Em 2000, ele lança sua primeira série de maior alcance: Coupling, que conta a história de Steve Taylor (alterego de Moffat) e de como ele conheçou sua esposa. Quem conhece um pouco de sitcoms, não vai se sentir perdido: um grupo de seis amigos na casa dos 30 (Friends?), vivendo seus encontros e desencontros numa série recheada de referências e com estrutura fragmentada. E aqui cabe pontuar uma característica das séries inglesas: o roteirista único. Enquanto sitcoms americanas geralmente são obras coletivas (com raros roteiristas/produtores destacados), suas equivalente inglesas são produtos apenas de uma mente, o que acaba por tornar a experiência muito mais pessoal, já que estamos de fato assistindo uma mídia de autor. Inclusive, o uso do termo showrunner é inadequado, já que Moffat foi o roteirista único, não apenas dessa, mas também das três séries anteriores.

Mas o mais natável é que ao contrário dos Friends e How I Met Your Mothers (programa fortemente chupado de Coupling, diga-se) da vida que são um frequente hit-or-miss, a riqueza dos roteiros de Coupling é qualquer coisa de excepcional. Mesmo com um pequeno declínio na quarta e última temporada (suponho que a saída de Richard Coyle – seu Jeff Murdock era o personagem mais engraçado de todos – tenha deixado o autor decepcionado), a série é um programa obrigatório para os fãs da boa comédia. O parâmetro estabelecido foi tão alto que o cara não escreveu mais no gênero.

Daí veio Doctor Who. Patrimônio inglês da ficção científica, exibida originalmente pela BBC entre 1963 e 1987, o programa tinha uma premissa das mais criativas: um Senhor do Tempo (espécie de fisiologia muito similar a humana, com a diferença de possuir dois corações), a bordo de sua Nave Espacial (que externamente tem a aparência de uma cabine telefônica) viaja pelo confins do universo enfrentando vilões interplanetários ou simplesmente testemunhando eventos cabais da histório do cosmos com a companhia de (pelo menos) uma companion. A espécie também possui outra particularidade: ao morrer, um Senhor do Tempo se regenera numa nova pessoa. Tal característica adicionou um ingrediente criativo bárbaro: cada vez que o ator atual se tornava cansativo (ou cansado) no papel, ele era substituído por uma nova versão. O mesmo personagem com aparência, personalidade e figurino diferentes. Continue lendo este post »

14 March, 2011 at 0:27 by cavalca

Posted in Doctor Who, Sherlock | 7 Comentários »

10 Mar 2011

O Último Texto Que Você Lerá na Internet Sobre Lost (aka: Como Não Planejar Temporadas Finais 101)

Quem me acompanha em Twitter, Facebook e afins, sabe o que acho do final da série, mas eu sempre comentei sobre o assunto en passant. Hora de explicar melhor.

—–

Algumas das séries lembradas como aquelas que tiveram os melhores finais de todos os tempos (The Sopranos, The Shield, Buffy – A Caça Vampiros, Battlestar Galactica, Six Feet Under) tem uma coisa em comum: seus finais foram planejados/combinados com antecedência. Seus showrunners sabiam de antemão a data final (1 ou 2 temporadas, normalmente) e, dessa forma, deixavam arrumados os tijolinhos pra que nada desse errado.

Sendo assim, lá em 2007, quando Carlton Cuse e Damon Lindelof costuraram um acordo inédito em termos de TV aberta, definindo o final de Lost com três anos de antecedência, os fãs de todo o mundo comemoraram. A mitologia monstruosa que os dois produtores executivos e seus time de roteiristas criaram poderia ser, senão totalmente resolvida (hipótese que eu nunca considerei), pelo menos encaminhada. Elaborando melhor o conceito: respondam em linhas gerais do que se trata a tralha toda* – ou pelo menos tentem! – e dêem um desfecho digno pros personagens que eu me dou por satisfeito.

*até porque um dos charmes de séries e filmes de mistério como Lost é justamente deixar questões pontuais dúbias  pra que os fãs possam ficar discutindo infinitamente (vide o peãozinho de Inception).

Nada impossível  pra quem tinha até o número de episódios (48 horas acordadas para as três últimas temporadas,  número que foi extendido a pedido  dos produtores, pra fazer uma finale mais satisfatória) na prancheta, certo?

TÒIN, resposta errada. Continue lendo este post »

10 March, 2011 at 1:10 by cavalca

Posted in Lost | 3 Comentários »

9 Mar 2011

A caixa de correio do Cavalca

Inspirado na série da patroa, decidi fazer alguns videos mostrando minha humilde coleção de home video. Confira abaixo:

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9 March, 2011 at 21:23 by cavalca

Posted in Blog de Homenzinho, Variedades, Videos | 4 Comentários »

15 Feb 2011

Rapidinhas – Qual Sua Série Sonífero?

- A minha é Doctor Who. É comum você sentir sono com alguma coisa que seja convidativa (filmes tailandeses, por exemplo), mas e quando acontece com alguma coisa que você realmente gosta? É só eu começar a assistir depois das 10 da noite e pum. Claro, isso não acontece nos episódios do Steven Moffat (JÊNIO, em breve um post só sobre o moço), mas é algo a se pensar. Dois últimos episódios vistos muito divertidos. The Sheakespeare Code vale só pelas referências feitas a J.K. Rownling (não direi mais para não estragar a piada). E Gridlock tem uma premissa brilhante (obrigatório para paulistanos, diria eu), apesar da resolução não ser assim essas coisas. E David Tennant é um cara legal.

E ceús, como aquela Donna é chata!

- Imagine que você está no velório de seu pai. Agora imagine seus “amigos” mostrando vídeos engraçadinhos do Youtube para melhorar seu estado de espírito. A cereja do bolo na sucessão de erros que How I Met Your Mother vem cometendo nos últimos anos. Adeus! (e uma das minhas diversões agora é ficar postando fotos de tubarões no tópico da série no Séries24h – admirem minha elegante maneira de cutucar a série, HA).

- Numa época distante (4-5 anos na internet é muito tempo, pô!), um dos meus prazeres era apresentar séries legais para nos públicos. Metade dos blogs de séries começou a ver Battlestar Galactica e…HIMYM por minha causa. Mas fazia tempo que eu não fazia isso. Foi quando descobri que um colega meu que adora seriados (e eu nem sabia!) ia sair de férias. E não é que o dito cujo não conhecia Community? Digamos que ontem ela já tava twittando um quote do Pierce do episódio da semana passada. Continue lendo este post »

15 February, 2011 at 1:00 by cavalca

Posted in Doctor Who, Parks and Recreation, The Office | 3 Comentários »

17 Jan 2011

Rapidinhas – <3 por The Good Wife

- Se você já me viu dizendo que The Good Wife era o melhor drama da temporada, esqueça. É o melhor drama de TV aberta desde Lost. O elenco, as discussões morais, as cenas finais, os personagens recorrentes (Michael J. Fox vai voltar!). Muito, muito amor por tudo isso. A série tá numa fase tão especial que até as cenas feitas pra matar tempo (tipo o Owen conversando com a Jackie no episódio dessa semana) são lindas e tocantes. Alias, a melhor coisa de Rubicon ter sido cancelada, é que as participações do Dallas Roberts agora  podem ser mais frequentes. Único downside é que justamente quando o arco do Peter se tornou relevante, o Noth não tá aparecendo em todos os episódios. E nem é tanto pelo Noth, mas: (1) AMO arcos envolvendo eleições, os bastidores da campanha, etc, e (2) Peter não aparecendo geralmente é sinônimo de Alan Cumming e Titus Welliver (monstros) não aparecendo. E eu juro que sou hetero, mas o Scott Porter tá gatsinho, hein. Não que haja algo de errado com isso.

- Muito amor também por Matt Saracen em Friday Night Lights. Mas apesar de gostar horrores do personagem, toda essa subtrama da Julie não precisava existir. Os mais críticos diriam que essa temporada toda não precisava ter visto a luz do dia, mas ela já rendeu alguns belos momentos (o episódio em que eles viajam para jogar fora-de-casa é uma jóia), e o Coach Taylor merece chegar mais uma vez na State, né? Continue lendo este post »

17 January, 2011 at 3:21 by cavalca

Posted in Friday Night Lights, How I Met Your Mother, Sherlock, The Good Wife | 2 Comentários »

20 Dec 2010

A série do ano +14

Um dos melhores finais de semana que tive esse ano foi aquele em que vi toda a primeira temporada de Community com a Dani. Como é gostoso acompanha diante de nossos olhos o nascimento de um clássico da TV.

O que poderia ser simplesmente uma série focada num grupo de parceiros de estudos meio deslocados, é um passeio pelo humor referencial e metalinguistico.

Tem de tudo: universo pós-apocaliptico, zumbis, máfia, ficção científica espacial, thrillers de conspiração, filmes de esporte, especiais de natal em stop-motion, etc. Todos os subgêneros são brilhantemente incorporados pela série e pelos personagens.

Ah, os personagens. A simples interação entre eles sustenta mesmo os episódios que não diretamente referenciais. Como não esquecer a discussão deles sobre religião (onde aprendemos que ser ateu é muito mais respeitável que ser agnóstico) que frenquentemente é retomada? Ou ainda piadas isoladas que são atiradas no meio da bagunça como Drew Carey jogando uma bolinha através de sua mão oca ou Abed imitando Don Draper. Continue lendo este post »

20 December, 2010 at 1:32 by cavalca

Posted in Community | 10 Comentários »

11 Dec 2010

Rapidinhas

– Tem como não apreciar o modelo de produção aplicado pela TV por assinatura gringa, em especial na HBO? Se não fosse por isso, nunca teríamos a trinca Schwartzman-Galifianakis – Danson estrelando Bored to Death,  essa pequena pérola. Trabalho no cinema não falta pros dois primeiros (é até incrível que o Galifianakis esteja na série, já que ele deve ser um dos 2 ou 3 atores de comédia mais requisitados em Hollywood nesse momento), e o Ted tem tanto dinheiro (e até um avião, diria George Costanza) que já poderia estar aposentado. Mas quem se recusaria a passar três meses por ano filmando esses roteiros deliciosos em plena Nova York?

- Falando em temporadas curtas: The Walking Dead é legal, mas…fiquei com a sensação de que eles ainda tem muito o que apresentar.Os personagens ainda não são cativantes o suficiente (qual o nome deles mesmo?) e os grandes arcos que entusiasmam os leitores do gibi ainda não deram as caras (o lance do CDC foi legal, mas apressado). É sabido que eles tiveram um cronograma de produção meio truncado (a AMC quis estreiar antes da hora e o Darabont só teve tempo de finalizar esses episódios), mas mesmo assim é muito pouco pra uma séria baseada numa HQ com quase 80 edições publicadas. [meus sonhos molhados em termos de adaptações HQ -> TV: Preacher e Y -The Last Man. Sonhar não custa nada, etc.] Continue lendo este post »

11 December, 2010 at 1:03 by cavalca

Posted in Bored to Death, Dexter, Friday Night Lights, In Treatment, Mad Men, The Closer, The Good Wife, The Walking Dead | 3 Comentários »

3 Oct 2010

It’s Brittany, bitch!

Eu não. Como já havia dito, Glee não é uma série que se importa com bobagens como personagens profundos ou arcos dramáticos bem construídos.

Mesmo assim, esse episódio se superou no amadorismo da coisa. O roteiro (escrito pelo próprio Ryan Murphy) não se deu ao trabalho nem de fazer uma costura nas sequências musicais. Ora, é tudo efeito da anestesia-geral do dentista, vamos aproveitar esses minutos preciosos pra colocar a nossa versão INTEGRAL dos clipes da Britney!

Tudo bem que os clipes da Britney são bem bacanas, e alguns deles como o próprio Baby One More Time são icônicos mesmo, mas fazer uma mera reprodução é de uma pobreza criativa estarrecedora. É só se esforçar um pouco pô. Continue lendo este post »

3 October, 2010 at 9:47 by cavalca

Posted in Glee | 6 Comentários »

23 Sep 2010

Coupling e o poder dos roteiristas

Da mesma forma que o cinema é uma mídia do diretor, já que é ele que tem o controle criativo da obra (ou deveriam ter, já que muitas vezes são os produtores que metem a mão). Quando pensamos em determinados diretores, logo já podemos antecipar qual o estilo de fime que vem por aí.

Na TV, esse poder se concentra na sala dos roteiristas, mais precisamente no showrunner, que é o cara que comanda o dia-a-dia da obra. Séries americanas normalmente possuem um grande número de roteiristas (nunca parei pra contar, mas fica geralmente entre 7 e 12). Mesmo assim, é possível ver  identidade em um programa do Sorkin, ou do Whedon, já que a próprio estrutura dos episódios, ou até mesmo a cadência dos diálogos dos shows desses produtores possuem particularidades.

Em seriados ingleses, esse efeito é multiplicado, já que na maioria das vezes existe um único roteirista (o termo showrunner nem se aplica, porque todos os episódios são written by a mesma pessoa!). Isso possui algumas implicações: primeiro, o tamanho e o número de temporadas de séries inglesas são sempre muito menores, já que o esgotamento do autor é sempre muito mais rápido. Por outro lado, tais programas raramente sofrem do ‘efeito murcilha’, já que todos os episódios possuem algum desenvolvimento importante ou são simplesmente ótimos, você nunca fica ‘waiting for it’, já que o roteirista sabe que ele pode lançar todas as suas idéias em 15 ou 20 episódios e a emissora* não vai reclamar que o programa durou pouco. Continue lendo este post »

23 September, 2010 at 0:55 by cavalca

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